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terça-feira, 3 de julho de 2012

TDAH – DIAGNÓSTICO - ATRAPALHADOS IV


Nenhum dos sintomas de TDAH é, de per si, um problema, pois a maioria das pessoas perde o foco, se distrai ou fica irritadiça de vez em quando.

 Além disso, os sintomas de TDAH podem ser facilmente confundidos com outros problemas, incluindo dificuldades de aprendizado e problemas emocionais, que requerem tratamento totalmente diferente.

 Por isso é extremamente importante procurar profissional da área, altamente capacitado, e com longa experiência no assunto.

Para complicar as coisas, não existe um único teste que determine com toda a certeza o diagnostico, pois a tomografia por emissão de pósitrons (PET SCAN), além de ser extremamente cara, por enquanto tem sido usada quase que só em pesquisas.

O medico em questão, vai ter que usar uma série de ferramentais, tais como: lista de sintomas, perguntas e respostas sobre problemas presentes e passados, e uma série de exames para descartar outras possibilidades.

O danado do TDA/TDAH pode se apresentar de formas diferentes em diferentes pessoas, e, assim, há grande variedade nos critérios e medidas para as testagens.

 É importantíssimo ser aberto e honesto com o profissional  que está fazendo a avaliação, de forma que este possa chegar às conclusões da maneira mais precisa possível.

FATORES IMPORTANTES NO DIAGNÓSTICO

Sintomas Característicos: Desatenção (ser muito distraído), hiperatividade (ou inquietação) e impulsividade.

O profissional vai levar em conta os seguintes fatores:

a)    Quão severos são os sintomas?

Para ser diagnosticado com TDA/TDAH, os sintomas do paciente precisam impactar a sua vida negativamente, principalmente nas áreas de estudo/trabalho, finanças e responsabilidades de qualquer tipo.

b)   Quando os sintomas começaram?

Considerando que esse é um transtorno que se inicia na infância, se apareceu depois dos 10 anos de idade, provavelmente é outra coisa.

c)  Há quanto tempo os sintomas vêm incomodando e/ou preocupando o paciente?

Há que ser por um período maior do que 6 meses.

d)   Quando e onde os sintomas se apresentam?

Os sintomas precisam estar presente numa variedade de situações/locais, como casa, escola, trabalho. Se aparecem num só lugar ou numa só situação, então a culpa não é do TDA/TDAH.

ENTENDA O QUE SIGNIFICA O DIAGNÓSTICO

É normal sentir-se triste ou assustado com o diagnostico, mas tenha em mente que é apenas o primeiro passo para conseguir uma melhora no padrão de vida.

No geral, depois que se sabe com o que está se lidando, pode-se iniciar o tratamento, que significa controlar os sintomas e, consequentemente, poder se sentir mais confiante em todas as áreas da vida que antes pareciam confusas e sem solução.

Um diagnóstico pode ser sentido como um rótulo carimbado na testa, mas ajuda muito se pensarmos na coisa simplesmente como uma explicação.

Explica, por exemplo, porque é que se teve tanto problema com coisas que para os outros pareciam tão fáceis, tais como prestar atenção, se organizar, terminar o que se começa, entender o que se ouve. Sob esse aspecto, o diagnóstico pode ser um alívio, mostrando que os problemas não eram preguiça ou falta de inteligência, mas sim um distúrbio a respeito do qual se pode fazer algo.

Que também fique claro que ter o diagnostico de TDA/TDAH não significa uma vida de terror e sofrimento. Os sintomas vão de leves a severos, como tudo mais na vida, mas independentemente do grau que você ou seu filho/a apresentem, há muitas coisas que podem ser feitas para lidar com a situação, principalmente:

a)    Aprender o máximo possível a respeito de TDA/TDAH
b)    Adotar hábitos de vida saudáveis
c)    Entender que o tratamento é responsabilidade sua
d)    Saber que apoio é importantíssimo.

E se você olhar bem para os itens acima, vai notar que não há qualquer diferença de qualquer outra condição/problema/doença neste grande supermercado de Deus.

No próximo e final capítulo, veremos o que existe em termos de tratamento, e algumas famosíssimas criaturas com esse diagnostico e a marca que fizeram no mundo.


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