quarta-feira, 3 de julho de 2019

COMO ESCOLHER O MELHOR APLICATIVO PARA SUA SAÚDE MENTAL

(Nota da tradutora: Apesar de toda a facilidade de um aplicativo, deixo bem claro que eles funcionam em casos de distúrbios muito leves. Doenças psiquiatricas devem ser tratadas com especialista no assunto, alias, como e qualquer outro distúrbio)

Um estudo de 2018 na revista Nature contou 318 mil aplicativos de saúde, variando de obesidade e diabetes a saúde mental em geral. A ascensão da terapia digital para a saúde mental tem o potencial de abordar dois dos maiores obstáculos à terapia: alto custo e restrições de tempo, assim como outras atitudes negativas em relação à terapia, tais como preocupações com confidencialidade e antipatia por procurar ajuda.

Mas só porque existem 318 mil aplicativos de saúde, não significa que todos funcionem.

Em outro estudo da Nature (2019), os pesquisadores avaliaram 73 aplicativos de saúde mental, representando os aplicativos mais bem classificados do Google Play e do iTunes. Eles descobriram que, enquanto 64% dos aplicativos alegavam eficácia em diagnosticar uma condição de saúde mental ou melhorar os sintomas e o humor, a eficácia de apenas dois aplicativos poderia ser apoiada por um estudo. E enquanto 44% dos aplicativos usavam palavras científicas na descrição do aplicativo, apenas metade desses aplicativos estava associada a qualquer tipo de evidência na literatura acadêmica.

O estudo de 2019 confirma uma investigação dos mesmos autores que descobriu que, quando se tratava de aplicativos que alegavam ajudar a depressão, 38% das descrições incluíam redações relacionadas a alegações de eficácia. Enquanto isso, apenas 2,6% deles forneceram evidências para comprovar as alegações.

Nem todos os aplicativos de saúde mental são iguais, diz a psicóloga Melanie Badali, Ph.D. “Alguns aplicativos são baseados em evidências científicas e demonstram ter benefícios para a saúde mental, enquanto outros são ineficazes, ou potencialmente prejudiciais, e podem ter falhas de privacidade. Vale a pena gastar um pouco de tempo examinando a credibilidade de um aplicativo, pois isso economizará tempo e, possivelmente, dinheiro a longo prazo.”

Judson Brewer, Ph.D., também tem o cuidado de salientar que só porque um aplicativo usa a frase “baseado em ciência” em sua descrição, não significa que realmente o seja. Brewer, que é diretor de pesquisa e inovação do Centro de Mindfulness da Brown University e professor associado de psiquiatria, ajuda a criar aplicativos baseados na ciência.
Em 2012, fundou a MindSciences, uma empresa de terapia digital para trazer descobertas científicas da “torre de marfim” da academia para as mãos das pessoas que podem se beneficiar dessas descobertas.
"Sou psiquiatra, por isso estou sempre muito interessado em garantir que tudo que faço seja útil para os pacientes", diz Brewer. "Sempre tive essa visão de ter minha pesquisa aplicável".

A MindScience contratou três graduandos da Yale para construir seu primeiro aplicativo móvel, e assim nasceu o Craving to Quit ( Desejo de parar, tradução minha livre, não sei se existe em português) para parar de fumar.

Estudos subseqüentes mostraram que o programa de bem-estar de 21 dias, baseado em mindfulness é duas vezes mais eficaz do que o programa Liberte-se do Fumo, da American Lung Association, e na, verdade diminui as respostas neurais aos sinais do fumar.

Suas outras aplicações encontraram sucesso semelhante.

Um estudo clínico que avaliou o Eat Right Now (Coma direito agora, outra tradução livre), outra terapia digital da MindScience destinada a ajudar as pessoas a superar a compulsão alimentar, mostrou uma redução de 40% na alimentação relacionada à dita compulsão Os dados iniciais do aplicativo Anxiety Unwinding (Desprenda-se da Ansiedade, mais tradução livre) mostram que, em média, isso leva a uma redução de 48% na ansiedade após 28 módulos.

Brewer projeta seus aplicativos para atender o que ele espera ser o “padrão ouro” da terapêutica digital. Programas que podem explicar, em teoria, por que seu serviço funciona, podem explicar o mecanismo cerebral subjacente ao “por quê” e comprovar essas explicações com resultados clínicos em testes de controle randomizados.

Ele aconselha que, se quiser escolher uma terapia digital para usar, é importantissimo verificar se o programa é apoiado por estudos adequados e explica como o serviço funciona, mecanicamente.
Os estudos são o padrão-ouro, com certeza, mas também são muito caros e levam anos para ser realizados, e assim, muitas vezes, aplicativos apoiados por empresas empreendedoras estão mais interessados em tornar algo amigável ao consumidor e levemente científico, sem gastar tempo e dinheiro.
Se algo está reivindicando algum tipo de milagre, desconfie, pois provavelmente não é verdade ”, diz Brewer. "A vida simplesmente não funciona dessa maneira."

Badali informa que, ao escolher uma terapia digital, é importante fazer perguntas tais como se vem de fonte confiável, se é clinicamente eficaz e se é adequada para o seu problema.

Embora atualmente não esteja claro a partir de pesquisas acadêmicas quais são os candidatos ideais para uso dessas intervenções, é provável que sejam uma opção apropriada para pessoas que têm “um risco maior de desenvolver problemas de saúde mental” ou para “sintomas moderados ou comprometimento funcional ”. Em outras palavras, para os que buscam prevenção e intervenção precoce.

Brewer descreve a terapêutica digital como “apenas uma ferramenta que se combina com outras ferramentas”. Elas podem ser complementares à sua vida, em vez de uma panacéia para seus problemas. E, quando você encontrar o aplicativo certo, ele pode realmente funcionar. Existem aplicativos legítimos que comprovadamente ajudam pessoas com vários problemas, como insônia e abuso de substâncias. Às vezes, a terapia digital pode ser tão eficaz quanto a terapia em pessoa - e a um custo menor.”

(Aqui vou eu discordando do Brewer, porque nada substitui a relação face a face, nem em terapia, nem na vida. Tenho cá como observação pessoal, minha relação com o Facebook, do qual sou fã, pois me permite contato fácil com parentes e amigos espalhados pelo mundo. Posso trocar notícias, piadas, bobeiras, discutir politica, religião, acontecimentos, o que der na telha, programar os próximos encontros, enfim, pregustar o real encontro, da sentada para o cafézinho, do abraço apertado, do atropelar falas por tanta coisa a colocar em dia, do real olhar para o outro, daquele marejamento dos olhos que a gente diz que é alergia, do cair na gargalhada e ver o outro gargalhando, o mesmo para o chorar sentido. Muito antigamente, dizia-se para certo ato, que era o caso de um uísque antes e um cigarro depois. Pois considero qualquer aplicativo o uísque antes e o possivel cigarro depois, mas a realidade está no meio. Na terapia e na vida)

E vamos aos aplicativos:

Train your brain, change your habits (todos os aplicativos estão descritos no site) CLIQUE AQUI

MindSciences Releases a Spanish Version of Eat Right Now®, It's Award Winning Evidenced Based App For Optimal Eating Habits  CLIQUE AQUI

Artigo Original CLIQUE AQUI

terça-feira, 2 de julho de 2019

TRADUÇÃO DE 7 FRASES USADAS POR GASLIGHTERS, NARCISISTAS, SOCIOPATAS E PSICOPATAS PARA SILENCIA-LA (O)

O gaslighting é uma erosão insidiosa do senso de realidade de uma pessoa, criando um nevoeiro mental de proporções épicas, tipo aqueles espelhos que distorcem imagem, no meio de um nevoeiro. Um narcisista maligno usa essa técnica, envolvendo o/a parceiro em discussões malucas com assassinatos de caráter, onde desafiam e invalidam pensamentos, emoções, percepções e sanidade do outro. O gaslighting permite que narcisistas, sociopatas e psicopatas exauram as outras pessoas a ponto destas se tornarem incapazes de reagir. Em vez de encontrar maneiras de se distanciar dessa pessoa tóxica, a vítima é sabotada em seus esforços para encontrar uma sensação de certeza e validação naquilo que experimentou.

O termo “gaslighting” originou-se na peça Gas Light, de Patrick Hamilton em 1938, na qual, um marido manipulador levou sua esposa à loucura, fazendo-a questionar suas experiências. Foi ainda mais popularizado na adaptação cinematográfica de 1944, Gaslight, um thriller psicológico sobre um homem chamado Gregory Anton, que mata uma cantora de ópera famosa e depois se casa com sua sobrinha, Paula, para convencê-la de que está ficando louca a ponto de ser institucionalizada, porque queria roubar o resto das jóias de sua família.

De acordo com o Dr. George Simon, as vítimas de gaslighting podem sofrer de uma ampla gama de efeitos colaterais, incluindo flashbacks, ansiedade elevada, pensamentos intrusivos, baixo senso de autoestima e confusão mental. Em casos de manipulação e abuso severos, pode levar até ideação suicida, autoflagelação e auto-sabotagem.

O gaslighting pode assumir diferentes formas, desde o questionamento da saúde mental de alguém, até direto desafio das experiências vividas. Os narcisistas, psicopatas e sociopatas a usam como estratégia para minar a percepção de suas vítimas, a fim de evitar ser responsabilizados por seus abusos. Esses perpetradores podem usar a técnica de forma insensata e sádica, porque lhes falta remorso, empatia ou consciência para ter quaisquer limites quando aterrorizam ou secretamente provocam alguém. É algo assim como um assassinato encoberto com as mãos limpas, permitindo que o criminoso fuja com seus maus-tratos enquanto descreve as vítimas como as agressoras.

Abaixo vão as frases mais comumente usadas para aterrorizar e esgotar suas vítimas, traduzidas no que elas realmente significam.
Essas frases, quando usadas cronicamente no contexto de um relacionamento abusivo, servem para rebaixar, depreciar e distorcer a realidade das vítimas de abuso.

1.VOCÊ É LOUCA/ VOCÊ TÊM PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL/ VOCÊ PRECISA DE AJUDA

Tradução: Você não é o doente aqui. Você está apenas descobrindo quem eu realmente sou por trás da máscara e tentando me responsabilizar pelo meu comportamento infame. Prefiro que você questione sua própria sanidade, só assim posso continuar acreditando que você é o problema, ao invés de minha própria ilusão e manipulação. Enquanto você acreditar que é quem precisa de ajuda, eu nunca vou ter que assumir a responsabilidade de modificar meus próprios modos desordenados de pensar e agir.
Os narcisistas e psicopatas brincam de “psiquiatras sorridentes” com suas vítimas, tratando-as como pacientes indisciplinados. Diagnosticar suas vítimas com problemas de saúde mental por terem emoções é uma maneira de patologizar suas vítimas e minar sua credibilidade; isso é ainda mais eficaz quando os agressores são capazes de provocar reações em suas vítimas para convencer a sociedade de que elas é que tem problemas de saúde mental.
De acordo com a Linha Nacional de Violência Doméstica, alguns agressores até mesmo levam ativamente suas vítimas ao limite para inventar provas de sua instabilidade. A Hotline estima que cerca de 89% dos seus interlocutores tenham sofrido alguma forma de coerção de saúde mental e que 43% tenham sofrido uma coerção por abuso de substâncias por parte de um agressor.

2- VOCÊ É INSEGURA E CIUMENTA

Tradução: Eu gosto de plantar sementes de insegurança e duvida em sua mente, sobre sua atratividade, competência e personalidade. Se você se atreve a questionar meus inúmeros flertes, assuntos e interações inadequadas, eu vou colocá-la de volta em seu devido lugar com medo de me perder. O problema, como eu vou te convencer, não é meu comportamento enganoso. É a sua incapacidade de permanecer confiante enquanto eu te ponho para baixo, te comparo a outras de maneiras humilhantes, e, eventualmente te coloco de lado para a próxima coisa muito melhor que você.
Fabricar triângulos e haréns amorosos é um forte, principalmente dos narcisistas.
Robert Greene, autor de A Arte da Sedução, fala sobre criar “uma aura de desejo” que desperta um senso frenético de competição entre potenciais pretendentes.
Em comunidades de sobreviventes de abuso, essa tática também é conhecida como triangulação. Ela concede aos narcisistas uma sensação depravada de poder sobre suas vítimas. Eles ativamente provocam inveja em seus parceiros íntimos, a fim de controlá-los e pintá-los como desequilibrados quando estes finalmente reagem.
Quando uma vítima confronta a infidelidade de um narcisista de alguma forma, é comum ser rotulada como insegura, controladora e ciumenta para evitar suspeitas e continuar a colher os benefícios de múltiplas fontes de atenção, elogios e afagos de ego.
Lembre-se: para alguém que tem algo a esconder, tudo parece um interrogatório. Os narcisistas freqüentemente atacam com raiva narcisista, obstrução e defesa excessiva quando confrontados com evidências de suas traições.

3. VOCÊ É MUITO SENSÍVEL/ VOCÊ ESTÁ EXAGERANDO

Tradução: Não é que você seja sensível demais, eu é que sou insensível, sem empatia e sem compaixão. Não me importo com suas emoções, a menos que elas me sirvam de alguma forma. Suas reações negativas me proporcionam estímulo e prazer, então, por favor, continue. Eu gosto de colocar você para baixo por ter reações legítimas ao meu abuso.
De acordo com o Dr. Robin Stern, um dos efeitos do gaslighting é fazer a vítima se perguntar “Sou sensível demais?” uma dúzia de vezes por dia. Afirmar que as vítimas são exageradas ou sensíveis demais ao abuso emocional é uma maneira dos narcisistas anularem a certeza da vítima sobre a gravidade do abuso experimentado.
Se alguém é ou não uma pessoa sensível é irrelevante quando se trata de casos de violência psicológica ou física. O abuso afeta qualquer pessoa em todos os níveis de sensibilidade, e seu impacto não deve ser negligenciado.
Uma marca de um parceiro saudável é que este lhe dá espaço para sentir suas emoções e fornece validação emocional, mesmo quando não concordem.
Um narcisista maligno irá focar excessivamente na assim chamada sensibilidade e, consistentemente, afirmar que a vítima está exagerando em vez de admitir o horror de suas ações quando confrontado.

4- FOI SÓ BRINCADEIRA, VOCÊ NÃO TEM SENSO DE HUMOR

Tradução: Adoro disfarçar meu comportamento abusivo como piada. Gosto de xingá-la, rebaixá-la e, em seguida, alegar que é a única que não tem o necessário senso de humor para apreciar minha “sagacidade” depravada. Fazer com que se sinta defeituosa, me permite dizer e fazer o que eu quiser, tudo com um sorriso e uma risada irônica.
Disfarçar comentários cruéis, comentários mal-humorados e insultos como “apenas piadas” é uma tática popular de abuso verbal, de acordo com Patricia Evans, autora de The Verbally Abusive Relationship.
Essa tática maliciosa é muito diferente da provocação lúdica, que exige rapport, confiança e prazer mútuo.
Quando os narcisistas malignos distribuem essas “piadas” perturbadoras, podem se envolver em atos de xingamentos, insultos, menosprezo e desprezo, ao mesmo tempo em que evitam a responsabilidade de emitir um pedido de desculpas ou de assumir a responsabilidade por seus violentos ataques verbais. A vítima é levada a acreditar que é sua a incapacidade de apreciar o "humor" por trás de sua crueldade, ao invés da realidade de suas intenções abusivas.
“Apenas piadas” também são usadas para testar limites no início de um relacionamento abusivo: o que se pode ser racionalizado como um comentário sem graça no começo, pode, nas mãos de um narcisista, rapidamente se transformar em violência psicológica.
Se desconfiar que tem um parceiro que ri de você mais do que ri com você, corre com quantas pernas tiver. Não vai melhorar.

5. DEIXA PRÁ LÁ, ESQUECE, PORQUE CONTINUA TRAZENDO ISSO À TONA?

Tradução: Não lhe dei tempo suficiente para processar o último incidente hediondo de abuso, mas você precisa deixar prá lá para que eu possa avançar com o abuso sem enfrentar quaisquer consequências de meu comportamento. Deixe-me bombardea-la um pouco com afirmações amorosa, para que pense que as coisas serão diferentes desta vez. Não exponha meus padrões passados de comportamento abusivo, porque aí vai perceber que é um ciclo e que vai continuar.
Em qualquer ciclo de abuso, é comum um abusador se envolver em um ciclo quente e frio, onde periodicamente jogam migalhas de carinho para mantê-la viciado e renovar a esperança de um retorno à fase de lua de mel.
Essa é uma tática de manipulação conhecida como reforço intermitente, e é comum um agressor aterroriza-la, apenas para retornar no dia seguinte e agir como se nada tivesse acontecido. Quando a vítima se lembra de qualquer incidente abusivo, o abusador irá dizer para "deixar prá lá", de formas que o ciclo possa continuar.
Esta forma de abuso é também conhecida como "ligação de trauma". Segundo o Dr. Logan (2018), "vínculo de trauma” é evidenciado em qualquer relacionamento no qual a conexão desafia a lógica e é muito difícil de quebrar . Os componentes necessários para a formação de uma ligação de trauma são um diferencial de poder, bom / mau de tratamento intermitente e altos períodos de excitação e adesão.

6. O PROBLEMA AQUI É VOCÊ, NÃO EU

Tradução: Eu sou o problema aqui, mas maldito seja se deixa-la saber disso! Prefiro sujeitá-la a ataques pessoais enquanto você se desdobra para tentar atingir as metas sempre mutaveis de minhas expectativas arbitrárias a respeito da maneira que eu acho que você deveria se sentir e se comportar. Como você gasta a maior parte do seu tempo tentando consertar suas falhas que fabriquei, enquanto sempre fica aquém do que eu considero “digno”, posso sentar, relaxar e continuar a maltratar você da maneira que me sinto no direito. Você não terá mais energia para refuter ou discutir.
É comum os parceiros abusivos se engajarem em projeções malignas, chegando até a chamar as vítimas de narcisistas e agressores e despejando suas próprias qualidades e comportamentos malignos em suas vítimas. Essa é uma maneira de fazer com que suas vítimas acreditem que são as culpadas e que suas reações ao abuso, em vez do abuso em si, são o problema.
Segundo o especialista clínico em Personalidade Narcisista, Dr. Martinez-Lewi, essas projeções tendem a ser psicologicamente abusivas. Como ela escreve: “O narcisista nunca está errado. Ele (ou ela) automaticamente culpa os outros quando algo dá errado. É muito estressante receber as projeções narcísicas. A pura força das acusações e recriminações do narcisista é impressionante e desorientadora ”.

7. NUNCA DISSE OU FIZ ISSO. VOCÊ ESTÁ IMAGINANDO COISAS

Tradução: faze-la questionar o que eu fiz ou disse me permite colocar em dúvida suas percepções e lembranças do abuso experienciado. Se fizer você pensar que está imaginando coisas, começará a se perguntar se está enlouquecendo, em vez de identificar a evidência que prova que sou um abusador.
No filme Gaslight, Gregory faz com que sua nova esposa acredite que a casa de sua tia é assombrada para que ela possa ser institucionalizada. Ele faz de tudo, desde rearranjar itens na casa, acender lâmpadas a gás até fazer barulhos no sótão, para que ela não seja mais capaz de discernir se o que ela está vendo é real. Ele a isola para que se torne incapaz de obter validação. Depois de fabricar esses cenários malucos, aí a convence de que esses eventos são todos uma invenção de sua imaginação.
Muitas vítimas do gaslighting lutam contra a dissonância cognitiva que ocorre quando o agressor lhes diz que nunca fizeram ou disseram algo. Assim como a dúvida razoável pode influenciar um júri, até a insinuação de que algo pode não ter acontecido, pode ser poderosa o bastante para se sobrepor às percepções de alguém.
Pesquisadores Hasher, Goldstein e Toppino (1997) chamam isso de “efeito de verdade ilusório”. Eles descobriram que, quando falsidades são repetidas, são mais propensas a serem internalizadas como verdadeiras, simplesmente devido aos efeitos da repetição.
É por isso que a negação e a minimização contínuas podem ser tão eficazes para convencer as vítimas que estão de fato imaginando coisas ou sofrendo e perda de memória, em vez de permanecerem firmes em suas crenças e experiências.

RESUMINDO

A fim de resistir aos efeitos do gaslighting, há que entrar em contato com nossa própria realidade e impedir-nos de ficar presos em um círculo infinito de insegurança. Há que se aprender a identificar as bandeiras vermelhas dos narcisistas malignos e suas táticas de manipulação para que se possa sair de conversas desorientadoras e malucas, antes que se transformem em acusações, projeções, tranferencia de culpas e rebaixamentos que apenas exacerbam o senso de confusão.
Há que desenvolver um senso de auto-validação e autoconfiança para que se possa entrar em contato com a forma como realmente nos sentimos em relação à maneira como alguém está nos tratando, em vez de ficar patinando na tentative de nos explicarmos/justificarmos a um manipulador com uma agenda.

Se afastar do agressor é essencial. Certifique-se de documentar eventos como eles aconteceram, em vez de como seu agressor lhe diz que eles aconteceram. Salve mensagens de texto, de voz, e-mails, gravações de áudio ou video, que podem ajudá-la a lembrar os fatos em momentos de confusão mental, em vez de subscrever as distorções e delusões do agressor.

Envolva-se em autocuidado extremo, participando de modalidades de cura mente-corpo que têm como alvo os sintomas físicos e psicológicos do abuso. A recuperação é importante para alcançar clareza mental. Conte com a ajuda de terceiros, como um terapeuta informado sobre traumas, e aproveite os incidentes de abuso para se ancorar ao que já passou.

Os narcisistas malignos podem tentar reescrever sua realidade, mas você não precisa aceitar suas narrativas distorcidas como verdade.

ARTIGO ORIGINAL
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sábado, 22 de junho de 2019

MAL DE ALZHEIMER: ALTERAÇÕES CEREBRAIS, SINTOMAS E TRATAMENTO


A tradução desse artigo e todo o material subjacente, é o primeiro passo nesta série que inicio. O restante, será para cuidadores, que são a parte mais sofrida e menos cuidada nessa doença.
Então vou repetir o que coloquei no início do livro “Como lidar com um diabético teimoso: Perigos, Subterfúgios e Mazelas de uma cuidadora”:

“Existem apenas quatro tipos de pessoas no mundo.
Aqueles que foram cuidadores.
Aqueles que são atualmente cuidadores.
Aqueles que serão cuidadores e aqueles que precisarão de um cuidador”.
Rosalyn Carter

O Mal de Alzheimer é uma doença cerebral progressiva que causa problemas de memória, pensamento e comportamento em adultos mais velhos. O transtorno afeta cerca de 44 milhões de pessoas mundo afora, e é a quinta causa de morte em pessoas com 65 anos ou mais.

O nome é frequentemente usado como sinônimo de demência, que é uma devastadora perda da memória e funções cognitivas em pessoas idosas.

Demência é um termo abrangente que serve para definer um declínio nas capacidades mentais, grave o suficiente para interferir na vida diária. Alzheimer é uma forma específica de demência, responsável por 50 a 70% dos casos da mesma.

O primeiro caso de Alzheimer foi descrito em 1906 pelo Dr. Alois Alzheimer, neurologista alemão, que identificou 2 dos principais traços físicos da doença ao examinar ao microscópio o tecido cerebral de uma mulher após a sua morte: 1- aglomerados anormais de proteínas (agora conhecidos como placas amilóides) e 2- feixes emaranhados de fibras nervosas (agora chamados neurofibrilas ou tau ).

ALTERAÇÕES CEREBRAIS

Uma explosão de pesquisas nos últimos cinco anos trouxe mais luz sobre o que acontece de errado no cérebro durante a doença de Alzheimer.
Quatro coisas são vistas no tecido cerebral de uma pessoa que morreu da doença: os 2 traços que o Dr. Alzheimer observou, além de perda de células nervosas e inflamação.
O aumento das placas (depósitos de proteína que se acumulam nos espaços entre as células nervosas), é amplamente acreditado de ser o que inicia a doença no cérebro. Emaranhados de proteínas (proteínas tau) podem se acumular dentro das células nervosas e, junto, com o aumento do número de placas, podem bloquear a comunicação entre as mesmas.
A perda contínua de conexões entre as células nervosas as prejudica de tal maneira que elas não conseguem mais funcionar adequadamente nas partes do cérebro afetadas, e acabam morrendo. Usualmente inicia-se na parte co cérebro ligada à memória, depois, à medida que mais células nervosas morrem, partes do cérebro que controlam o raciocínio, a linguagem e as habilidades de pensamento também são afetadas, e o tecido cerebral começa a encolher.
Os pesquisadores também suspeitam que a inflamação (ação excessiva das células imunes no cérebro) desempenha um papel importante na progressão da doença e é mais do que um efeito colateral.


SINAIS E SINTOMAS

As alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer podem começar uma década ou mais antes que a pessoa comece a sentir os sintomas
O sintoma inicial mais comum é a dificuldade em lembrar informações recém-aprendidas, como conversas recentes, eventos ou nomes de pessoas. Mas, nem todo mundo tem problemas de memória inicialmente, e algumas pessoas podem primeiro desenvolver mudanças de comportamento, dificuldades de linguagem ou problemas de visão.

Segundo a Clínica Mayo, os sintomas em pessoas com formas leves a moderadas de Alzheimer podem incluir:

• Repetição de declarações e perguntas repetidas .
• Esquecer conversas, compromissos ou eventos e não lembrá-los mais tarde.
• Não saber onde colocou coisas que usa rotineiramente e freqüentemente colocando-as em lugares ilógicos.
• Perder-se em lugares familiares.
• Esquecer os nomes de entes queridos e objetos do cotidiano.
• Problemas em encontrar as palavras certas para identificar objetos, expressar pensamentos ou participar de conversas.
• Ter dificuldade em se concentrar, pensar e gerenciar finanças.
• Dificuldade para executar atividades rotineiras, como cozinhar e jogar um jogo favorito e, eventualmente, esquecer como fazer
tarefas básicas, como se vestir ou tomar banho.

A doença de Alzheimer também causa os seguintes sintomas de humor e comportamento:

Apatia
Depressão
Insônia
Desconfiança
Alucinações e delírios
Raiva, agitação e agressão
Perda de inibições
Mudanças de humor
Retraimento social
Perambular e sair andando sem destino (é importante que pacientes com Alzheimer portem bracelets medicos com o nome e o telefone do cuidador, no caso se perca)
Pessoas com estágio avançado de Alzheimer experimentam uma perda severa da função cerebral e tornam-se completamente dependentes de outros para seu tratamento.
De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde, os sintomas durante esta fase podem incluir:
Perda de peso
Infecções da pele
Dificuldade para engolir
Convulsões
Gemendo ou grunhidos
Aumento do sono
Falta de controle da bexiga e intestino

CAUSAS E FATÔRES DE RISCO

As causas ainda não são claras, mas os pesquisadores suspeitam que a doença é desencadeada por uma combinação de fatores genéticos, de estilo de vida e ambientais que afetam o cérebro ao longo do tempo.
Envelhecer é o maior fator de risco para o desenvolvimento da doença .
A doença de Alzheimer de início precoce afeta pessoas com menos de 60 anos e algumas formas podem ser herdadas. Mas a doença de início precoce representa menos de 10% de todas as pessoas com o transtorno. A doença de Alzheimer de início tardio é a forma mais comum da doença, e seus primeiros sintomas podem aparecer após os 65 anos.

Além da idade, outros fatores de risco para a doença de Alzheimer:

História Familiar: Pessoas cujos pais ou irmãos têm Alzheimer, têm um risco um pouco maior de contrair a doença.
Hereditariedade: mutações genéticas, como a herança do gene da apolipoproteína-E, podem contribuir para o desenvolvimento da doença (As mutações genéticas representam menos de 1% dos casos)
Síndrome de Down: Os portadores dessa Síndrome correm mais risco de ter Alzheimer porque têm três cópias do cromossomo 21, o que pode levar ao desenvolvimento de mais placas amilóides no cérebro.
Comprometimento cognitivo leve (MCI). As pessoas com MCI têm mais problemas de memória do que o normal para a idade, mas os sintomas não interferem em suas vidas. MCI pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
Ferimentos graves na cabeça: lesões na cabeça têm sido associadas a um aumento do risco de Alzheimer.
Baixos níveis de escolaridade: pessoas com menos de ensino médio tem maior risco.

DIAGNÓSTICO

Embora não haja um teste para diagnosticar a doença de Alzheimer, os médicos podem examinar o paciente em busca de sinais de derrame, tumores, distúrbios da tireóide ou deficiências de vitaminas, pois esses fatores também afetam a memória e a cognição.
Os médicos também farão um exame físico para avaliar o equilíbrio, a força e a coordenação motora do paciente e realizar testes neuropsicológicos de memória, linguagem e habilidades básicas de matemática. Juntamente com a revisão do histórico médico do paciente, o médico também pode pesquisar familiares ou amigos sobre o comportamento do paciente e mudanças de personalidade.
Nos últimos anos, a tomografia por emissão de pósitrons (PET) que pode detectar se placas ou emaranhados estão presentes, tem sido usada para diagnosticar ou monitorar a doença, especialmente em pesquisas.Outro avanço é o do uso de líquido cefalorraquidiano (punção lombar), para medir as concentrações anormais de proteína no cérebro, o que indica a presença de Alzheimer.

TRATAMENTO

Não há cura para a doença de Alzheimer, mas existem medicamentos disponíveis que tratam alguns dos sintomas da doença.
Os inibidores da colinesterase são medicamentos que podem ajudar com sintomas como agitação ou depressão. Essas drogas incluem donepezil (Aricept), galantamina (Razadyne) e rivastigmina (Exelon).
Outra medicação conhecida como memantina (Namenda) pode ser usada para retardar a progressão dos sintomas em pessoas com Alzheimer de moderado a grave. Antidepressivos também são usados para controlar os sintomas comportamentais.
Os especialistas concordam que, além da medicação, fatores relacionados ao estilo de vida, como a permanecer física, mental e socialmente ativos, podem ajudar o cérebro. Uma dieta rica em frutas, legumes e grãos integrais, com quantidades moderadas de peixe, aves e laticínios também pode ser benéfica.

PESQUISA

A pesquisa se expandiu significativamente na última década.
Dezenas de testes clínicos visam encontrar tratamentos para retardar a progressão da doença ou tratá-la ou mesmo preveni-la.
Ensaios clínicos anteriores se concentraram na prevenção do aumento de placas no cérebro, mas essas terapias experimentais não conseguiram grandes exitos.
Em vez de se concentrar em placas, testes recentes de drogas se concentraram em outros três objetivos para novas terapias.
Uma delas é descobrir se existem maneiras de fazer as células nervosas remanescentes do cérebro funcionarem melhor e com mais eficiência. A segunda busca maneiras de se livrar dos emaranhados no cérebro, e a terceira está investigando se a diminuição da inflamação pode prevenir alterações cerebrais prejudiciais.

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Alzheimer’s disease: Unraveling the Mystery  clique aqui

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segunda-feira, 17 de junho de 2019

ESTAS SÃO AS 5 SUBSTANCIAS MAIS VICIANTES NO MUNDO

Quais as drogas mais viciantes? O potencial para uma droga ser viciante pode ser julgado em termos do dano que causa, seu valor de rua, a extensão em que a droga ativa o sistema dopaminergico do cérebro, o quanto as pessoas sentem seus efeitos como agradáveis, o grau em que a droga provoca sintomas de abstinência, e com que facilidade uma pessoa ficará viciada ao experimentar uma droga
Basicamente, o potencial de dependência de uma droga é determinado por sua capacidade de produzir:
Rápido início de ação
Poderoso efeito
Curta duração de ação
Tolerância e efeitos quando de sua abstinência
Quanto mais uma droga tem esses recursos, maior seu potencial aditivo.
5. Álcool
O álcool tem muitos efeitos sobre o cérebro, mas em experimentos de laboratório em animais, aumentou os níveis de dopamina no sistema de recompensa do cérebro em 40-360%, e quanto mais os animais bebiam, mais os níveis de dopamina aumentavam. PET scans mostraram que o álcool libera endorfinas (hormônios do prazer) que se ligam a receptores opiáceos no cérebro, e é sentido como o beber nos faz sentir mais contentes, menos estressados, mais sociaveis (bebendo moderadamente).  
Cerca de 22% das pessoas que tomaram uma bebida desenvolverão dependência do álcool em algum momento da vida. O uso excessivo de álcool levou a aproximadamente 88.000 mortes e 2,5 milhões de anos de vida potencial perdida (APVP) a cada ano nos Estados Unidos, de 2006 a 2010, encurtando a vida numa média de 30 anos. O beber foi responsável por 1 em 10 mortes entre os adultos em idade ativa, entre 20-64 anos. Os custos econômicos do consumo excessivo de álcool em 2010 foram estimados em US $ 249 bilhões
4. Barbitúricos (“Downers”)
Barbitúrico são sedativos-hipnoticos e como tal, depressores do sistema nervoso central, podendo portanto, produzir um amplo espectro de efeitos, desde sedação leve até morte. Como têm um índice terapêutico muito estreito, pequenas diferenças na dose podem resultar em grandes diferenças nos efeitos, e os pacientes podem facilmente desenvolver efeitos colaterais. A combinação de barbitúricos com outros medicamentos, como opioides, benzodiazepínicos, antidepressivos ou medicamentos vendidos sem prescrição médica com anti-histamínicos, pode ser fatal.Inicialmente foram usados para tratar ansiedade e induzir sono.
3. Nicotina
A nicotina é o principal ingrediente viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelos pulmões e vai ao cérebro.
A OMS estimou que há mais de 1 bilhão de fumantes no mundo, e que o tabaco matará mais de 8 milhões de pessoas anualmente até 2030. Os animais de laboratório têm o bom senso de não fumar. No entanto, os ratos pressionam um botão para receber nicotina diretamente na corrente sanguínea, e isso faz com que os níveis de dopamina no sistema de recompensa do cérebro aumentem em cerca de 25-40%.
2. Cocaína
A cocaína interfere diretamente no uso da dopamina pelo cérebro para transmitir mensagens de um neurônio para outro. Em essência, a cocaína impede que os neurônios desliguem o sinal da dopamina, resultando em uma ativação anormal das vias de recompensa. Em experimentos em animais, a cocaína fez com que os níveis de dopamina aumentassem mais de 3 vezes o nível normal. Estima-se que entre 14 e 20 milhões de pessoas em todo o mundo usem.
A cocaína crack foi classificada pelos especialistas como sendo a terceira droga mais prejudicial, e a cocaína em pó, que causa uma elevação mais branda, como a quinta mais prejudicial. Cerca de 21% das pessoas que experimentam cocaína se tornarão dependentes disso em algum momento da vida. A cocaína é semelhante a outros estimulantes viciantes, como a metanfetamina, que está se tornando um problema cada vez maior.
1. Heroina
É um opiaaceo que causa um aumento do nivel de dopamina no sistema de recompensa de até 200%, em animais de laboratorio. Além de altamente viciante, é também extremamente perigosa, porque a dose mortal é só 5 vezes maior do que a dose que causa os efeitos de bem estar.  
Em 2018, o mercado global do de opioids (só o ilegal), foi avaliado em US $ 25,4 bilhões.
No mundo, mais de 15 milhões de pessoas consomem opiáceos ilícitos1 (ópio, morfina e heroína). A grande maioria usa heroína, a forma mais letal. Mais usuários morrem a cada ano de problemas relacionados ao uso de heroína, e mais são obrigados a procurar tratamento para dependência, do que para qualquer outra droga ilícita. Entre os narcóticos ilícitos, os opiáceos são também os mais caros em termos de tratamento, assistência médica e, possivelmente, violência relacionada às drogas. Além disso, a heroína é a droga mais associada à injeção, o que acarreta uma série de problemas de saúde agudos e crônicos, incluindo a transmissão de doenças transmitidas pelo sangue, como HIV / AIDS e Hepatite C. Na Ásia Central, Ucrânia e Federação Russa A injeção de opiáceos está ligada a quase 60-70% de todas as infecções pelo HIV.2
Além do impacto na saúde, a indústria ilícita de opiáceos também tem um efeito prejudicial na estabilidade e segurança vários  lugares, inclusive através do financiamento que fornece para insurgentes em áreas de produção,principalmente no Afeganistão. Em 1998, o Conselho Geral das Nações Unidas, em Sessão Especial da Assembléia sobre drogas, expressou profunda preocupação com as ligações entre a produção de drogas ilícitas, o tráfico e o envolvimento de grupos terroristas,criminosos e o crime organizado transnacional.
Já, a crise de opioides que está acontecendo aqui nos USA, custou $ 1 trilhão de 2001 a 2017, e está previsto um custo adicional de US $ 500 bilhões até 2020, segundo análise divulgada pelo Altarum.

Behavioral Perspectives on the Neuroscience of Drug Addiction clique aqui
Measuring Addiction Propensity and Severity: The Need for a New Instrument clique aqui
Psychoactive drugs of misuse: rationalizing the irrational clique aqui
The Global Opiate Market clique aqui
The Science os addiction clique aqui
World drug report 2018    clique aqui

quarta-feira, 12 de junho de 2019

VEJAM COMO SÃO E O QUE SÃO OS DIFERENTES TIPOS DE CÂNCER DE PELE

Utilidade Pública. Artigo orifinal no final

Se há uma coisa boa sobre câncer de pele, é que pode fácilmente ser identificado, se se souber o que procurar. E quanto mais cedo forem encontrados os sinais de câncer, mais cedo pode-se buscar tratamento.

Isso é extremamente importante, pois o câncer de pele é o câncer mais comum nos USA, com mais casos diagnosticados a cada ano do que todos os outros cânceres somados.

Já se sabe que passar muito tempo ao sol sem aplicar protetor solar pode aumentar as chances de câncer de pele, mas existem muitos outros fatores de risco, como por exemplo ter tido apenas uma queimadura feia, ter pele clara ou cabelos ruivos, viver em altitudes elevadas, voar com frequência ou dirigir muito, ficar exposto a certos produtos químicos e ter um histórico familiar de câncer de pele.

É por isso que é tão importante estar vigilante, já que o câncer de pele é perfeitamente tratável se pego no início. Assim, se notar que sua pele começa a formar um ponto que não se parece com qualquer outra coisa e não está melhorando, está crescendo, ou está agindo diferentemente de outras verrugas, VÁ AO MÉDICO JÁ (Saira J. George, MD, professor assistente de dermatologia na Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center).

A Skin Cancer Foundation recomenda fazer um auto-exame uma vez por mês. Não se apresse. Faça isso quando tiver tempo para examinar sua pele da cabeça aos pés. Use espelhos conforme necessário para verificar suas costas e outros lugares difíceis de ver ou peça a um parceiro ou membro da família para ajudá-lo.

Mas o que deve procurar? As imagens a seguir mostram exatamente como são os diferentes tipos de câncer de pele, além de como diferenciá-los. Aviso: as fotos são explicitas e não belas, mas saber como identificar uma verruga ou uma lesão perigosa pode salvar sua vida.

CARCINOMA BASOCELULAR

É a forma mais comum de câncer e responsável por cerca de 8 de 10 cânceres de pele (American Cancer Society (ACS)). Forma-se nas células basais, que se encontram na parte inferior da epiderme (camada superior da pele). Podem aparecer em qualquer lugar, mas ocorrem mais freqüentemente em áreas do corpo frequentemente expostas à luz ultravioleta (UV). Tende a crescer muito lentamente, raramente se espalha para outras partes do corpo e é perfeitamente tratável.

SINTOMAS

Infelizmente, o carcinoma basocelular é fácil de ignorar porque muitas vezes as pessoas acham que é uma espinha ou feridinha que não cicatriza

• Áreas planas, firmes ou pálidas e amareladas que se assemelham a uma cicatriz
• Pontas ou manchas peroladas, translúcidas ou brilhantes
• Manchas elevadas em vermelho ou rosa que também podem coçar
• Crostas ou feridas que não se curam ou se curam e voltam
• Áreas com exsudações ou crostas que sangram facilmente
• Crescimento de uma protuberância ou lesão ao longo do tempo

É importante notar que os carcinomas basocelulares são muito sensíveis e sangram facilmente após o barbear ou lesões menores. Se o que você acha que é uma espinha ou corte que não cura em aproximadamente uma semana, ou se notar alguma das alterações acima, VÁ AO MÉDICO.



CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS

É o segundo tipo mais comum de câncer de pele, cerca de 2 em cada 10 casos. Esses cânceres se formam nas células escamosas, que são as células planas que perdemos constantemente, na parte externa da epiderme. Comumente aparecem em partes do corpo expostas ao sol, incluindo face, orelhas, pescoço, lábios e parte de trás das mãos. Embora esse tipo de câncer possa se espalhar para outras partes do corpo, isso não é típico e é fácil de tratar quando diagnosticado precocemente.

SINTOMAS

Semelhante ao carcinoma basocelular, também tendem a se manifestar como inchaço ou mancha rosa ou vermelha que não desaparece, No entanto, geralmente não são perolados ou brilhantes.
Também podem crescer parecendo um remendo plano ou se tornar maiores e nodulares

• Manchas ásperas ou escamosas
• Saliências que podem ter uma área inferior no centro
• Feridas ou crostas que não curam ou curam e voltam
• Podem parecem verrugas
• Coceira, sangramento, crostas ou dor



MELANOMA

É uma forma rara de câncer de pele (representa apenas 1% de todos os cânceres de pele), mas é o mais mortal, pois se espalha facilmente para outras partes do corpo quando não detectado precocemente.
Surge do crescimento descontrolado dos melanócito, células responsáveis pela produção de pigmento na pele.

SINTOMAS

Use o método ABCDE

• Assimetria: As duas metades da lesão são iguais? As lesões de melanoma podem aparecer assimétricas, enquanto as simples verrugas são tipicamente simétricas.
• Borda: Verrugas com bordas irregulares, recortadas ou mal definidas podem ser melanoma. As normais têm bordas regulares e nítidas.
• Cor: Os melanomas tendem a ser multicoloridos: preto, marrom, vermelho, azul ou até mesmo sem cor. Verrugas tem, tipicamente, uma ou no máximo 2 cores, e essa cor é uniformemente distribuída, ao contrário do melanoma.
• Diâmetro: se uma verruga tiver mais de 6 milímetros de diâmetro VÁ AO MÉDICO
• Evolução: Se notar um ponto que está mudando de algum jeito: tamanho, forma, cor, bordas, textura, ou se o local coça ou sangra, VÁ AO MÉDICO.



QUERATOSE ACTÍNICA OU QUERATOSE SOLAR

É uma lesão pré-cancerígena ou pré-maligna. Como outros tipos de câncer de pele, é causada por muita exposição à luz ultravioleta e a maioria das pessoas desenvolve mais de uma área afetada. Alguns (mas não todos) se desenvolvem em câncer de pele de células escamosas, por isso é importante detectar antes que avance.

SINTOMAS

Essas lesões geralmente ocorrem na face, lábios, orelhas, parte de trás das mãos e braços, mas podem se formar em outras áreas expostas à luz ultravioleta.

• Manchas ásperas, secas ou escamosas
• Manchas lisas ou levemente elevadas na camada superior da pele
• Coceira, ardor ou dor
• Tons rosa, vermelho ou marrom variados



CARCINOMA DE CÉLULAS DE MERKEL OU CARCINOMA NEUROENDOCRINO

Embora raro, apenas 2.000 casos são diagnosticados a cada ano, é uma forma perigosa de câncer de pele, pois pode crescer rapidamente e se espalhar para outras partes do corpo.
Este tipo de câncer começa nas células de Merkel, na epiderme, e como estão perto das terminações nervosas, são sensíceis ao toque.
Afeta mais comumente pessoas com mais de 70 anos e homens têm quase 2 vezes mais chances de serem diagnosticados do que mulheres.

SINTOMAS

É mais comum na face, pescoço, braços e pernas, mas pode surgir em qualquer parte do corpo. Embora possa parecer com outros tipos de câncer de pele, há algumas características a serem lembradas:

• Bolotinha rosa, vermelha ou roxa, que pode ser brilhante
• Crescimento rápido e indolor, firme ao toque
• Topo pode abrir e sangrar




ARTIGO ORIGINAL