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Mostrando postagens de Outubro, 2013

AGORA DEPRIMI!

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Já descrevi, em prosa e verso (muita prosa e pouco verso), minha paixão pelo cérebro. Não me canso de ler as descobertas fantásticas que têm aparecido, numa velocidade cada vez maior, e há dias que não dou conta de ler todos os emails que chegam. Me delicio com as possibilidades que a tecnologia me dá, tipo fazer pesquisa em pijamas, às 3 da madrugada, se me der na telha e estiver com insônia, o oposto de passar o dia na ABIREME, maior biblioteca médica da America Latina, disputando vaga para tirar Xerox, e tendo o trocado contadinho, porque a senhora deusa operadora da máquina detestava ter que dar troco. Por 5 dólares anuais, tenho acesso a toda publicação da área, em 4 línguas diferentes. Muito, muito além de meus sonhos. Aliás, meu sonho na época da ABIREME era colocar pimenta nas calçolas da citada senhora, desde que, além do problema do troco, tinha óbvia preferência pelos meninos de branco. Se fosse loiro e de olhos claros, então... Mas enfim, deixemos ir com um sorriso meio sa…

O PROBLEMA DA IMAGEM DA PSICOTERAPIA

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Estava eu em alegre conversa telefônica com velha amiga cá do Texas, psicóloga de 4 costados, o que, aqui nos USA significa que tem PhD em Psicologia, porque se não tiver PhD, não pode se apresentar como psicólogo, só como “counselor”, ou seja, conselheiro. Não vou chateá-los com as estórias do que passamos juntas, estrangeiras que éramos, eu, “alien”do Brazil com z mesmo, ela “foreign”, de cidade grande, no caso Nova Yorque, na minúscula cidade de Mineral Wells, interior do Texas, mas vale a pena contar que nos agarramos uma à outra como se agarra em qualquer coisa que boie em mar aberto o desavisado que caiu do navio. Pois então, conversávamos sobre o sério problema da “venda”do profissional, como qualquer outro produto, e ambas concordávamos sobre nossa enorme dificuldade de fazermos exatamente isso, antigas que somos, quando tudo o que bastava era um Curriculum Vitae de peso. Como nossas conversas costumam ser demoradas, e como acho que só ficar com o telefone na orelha chato, ant…

RACIOCÍNIO MOTIVADO E O FECHAMENTO DOS EUA

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