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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

COMO FOI QUE A “GUERRA ÀS DROGAS” COMEÇOU: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

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Para que possamos entender o que estamos e porque estamos vivenciando hoje, é importante entender como foi que a coisa toda começou, assim, trago um resumo/tradução do livro “Chasing the scream: The first and last days of the war on drugs” Johann Hari, Bloomsbury, 2015 (Perseguindo o grito:Os primeiros e últimos dias da Guerra às Drogas – tradução minha, ao pé da letra, já que não sei o título em português)

“A promessa de travar uma "guerra implacável" contra as drogas foi feita pela primeira vez em 1930, por um homem esquecido hoje, mas que fez mais do que qualquer um para criar o mundo da droga em que vivemos agora. Seu nome: Harry Anslinger.
Em 1904, um menino de doze anos de idade, na Pensilvânia, visitando a fazenda de um vizinho, ouviu gritos lancinantes, uma mulher uivando como um animal. O marido da mesma, deu instruções apressadas ao menino: pegue meu cavalo e vá à cidade o mais depressa possível. Pegue um pacote na farmácia. Traga o pacote aqui. Já. O garoto, apa…

MINHA PRÓPRIA VIDA: OLIVER SACKS AO SABER QUE ESTÁ COM CÂNCER TERMINAL

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Sei que prometi a segunda parte das dependências e estava justamente terminando,quando me chegou o e mail do New York Times, com o artigo do Sacks.E chegou num momento em que pensava em minha própria mortalidade. Ele está na minha lista de gente que quero conhecer pessoalmente antes de morrer. Pelo visto, não vou conseguir. Ele me fez rir e chorar com seus escritos, e no filme “Tempo de Despertar”, me mostrou que genialidade é muito mais do que descobrir um tratamento novo. É descobrir a vida, junto com o paciente. E então, tenho que traduzir o artigo, porque é mais uma lição de vida desse homem que é grande. Não vou dizer adeus porque mesmo quando ele morrer, vai continuar tão vivo dentro de mim, que vou poder continuar nossas conversas imaginarias a gosto. Esta tradução é meu agradecimento e celebração de uma vida que foi, e continua sendo bem vivida.

“Um mês atrás, senti que estava bem de saúde, até mesmo robusto. Aos 81 anos, ainda nado uma milha por dia. Mas minha sorte acabou…