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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

COMO PREVENIR, REDUZIR E, DE MODO GERAL, LIDAR COM O STRESS

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“Não há fatos, só interpretações.” Friedrich Nietzsche
Foi chamado de “A Doença do Século”, no século passado, mas pelo visto, continua crescendo e se desenvolvendo no presente, firme e forte. O que há de livros, revistas, artigos a respeito do assunto é assombroso, e cobre toda e qualquer área do conhecimento humano. Só em medicina e psicologia, há pelo menos 3 artigos diários em revistas especializadas, e mais um sem número em publicações para RH, negócios, educação, treinamento, gerenciamento, pedagogia, isso sem falar no trend mais “in”no momento, que é o tal de bem estar e espiritualidade.E parece que cada um tem uma receita infalível para acabar com a coisa. Daqui de meu ponto de observação, quer me parecer que as tais receitas infalíveis não tem funcionado a contento, provavelmente pelo fato de que, panacéias universais não existem e nós, humanos, temos a mania de sermos únicos. É por essa razão que, como bem constatei em minha carreira médica, duas pessoas do mesmo sexo, me…

A PROPAGANDA DO BOCA A BOCA

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No milênio passado, escrevi um livrinho, para a Associação Paulista de Medicina, chamado “Drogas: Uso, Mau Uso e Abuso”, e vinha lá (sim, achei no Google, quem postou não faço ideia, muito menos por onde anda minha cópia):

Uma droga é qualquer substância, exceto a comida, que tem determinados efeitos sobre qualquer sistema ou órgão do corpo, efeitos esses que podem ser benéficos ou maléficos.
Uma "droga"- como o álcool - não é necessariamente destrutiva, e medicação nem sempre é saudável. Uma diferenciação similar pode ser feita entre o uso prescrito de vitaminas e sais minerais e o abuso não supervisionado de tais substâncias.
É muito importante lembrar que as drogas mudam a química do organismo e que os indivíduos reagem de formas diferentes à mesma droga. Uma medicação que é saudável para alguém pode ser prejudicial ou até fatal para outros.
A - DEFINIÇÕES
Uso de droga: referindo-se a substâncias legais como o álcool e remédios prescritos, foi definido como tomar uma subst…

VOCÊ SOFRE DO TRANSTORNO: NÃO 24 HORAS DO DESPERTAR E SONO?

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Desde que comecei minha carreira na área médica, padeço de profundo horror de propaganda de remédios. Qualquer um, até vitaminas e/ou suplementos. Mas nunca meu problema se tornou tão agudo quanto aqui na America, the beautiful. Começou logo de minha chegada, quando, ao descobrir que não entendia o inglês falado pelos texanos, eis que me pus a assistir TV o máximo possivel, para treinar o ouvido. Nada resolveu quanto ao entendimento da lingua esquisita falada aqui, posto que na TV, as pessoas no noticiario falam sem sotaque, inglês totalmente compreensível, incomparavel a seja lá o que era que os nativos murmuravam. Por outro lado, me deu uma saudade enorme das propagandas brasileiras (sim, sou fanática por propagandas, acho que são mais interessantes que o programa em si, e nunca vou esquecer o primeiro outdoor que vi do “O primeiro sutiã a gente nunca esquece”.Os olhos daquele menino! Quase bati o carro na República do Líbano. Resta dizer que até hoje não sei qual é a marca do sutiã…

QUANTO TEMPO ME RESTA?

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Estava cá fumegando, presa em casa por motivo de tempo inclemente, e escaneando revistas pela net, quando, ao mesmo tempo, dou de cara com o artigo que se segue, e recebo a notícia de que uma amiga ouviu de seu médico que suas chances de sobrevivência não passam de 2%.

Do morno estado de fumegamento por prisão domiciliar, passei a franca erupção vulcânica: por que, em nome de tudo que é mais sagrado, um médico tem que jogar estatísticas como essa, na cara de pacientes? Qual a vantagem?
Não estou aqui pregando mentir ao paciente, mas há mais do que uma maneira de dizer as coisas. E, fora isso, se o paciente realmente confia no médico, não é uma forma de condução à uma profecia auto realizável? Mais ainda, com a quantidade de novidades acontecendo em cachoeira nos últimos tempos, como é possível fazer tal afirmação?
Vai daí que traduzi, ao pé da letra, o artigo que se segue. No final, como de costume, link para o artigo original.

Tão logo terminei de fazer a tomografia, comecei a rever…