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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

COMO SER SEU PRÓPIO TERAPEUTA E RESOLVER A MAIORIA DOS PROBLEMAS EM SUA VIDA

Sem sombra  de dúvida, terapia é importante quando há problemas a serem resolvidos,sendo a identificação de padrões comportamentais,  uma das estratégias  mais usadas pelos terapeutas para desvendar e resolver problemas .

 Mas, nem sempre é necessário um/a terapeuta para reconhecer e corrigir um padrão doentio e aqui vão algumas dicas de como se pode resolver alguns problemas sem ajuda profissional.

O mundo à nossa volta é bom em criar padrões e nós temos uma capacidade inata para absorvê-los.

mvblogspace.blogspot.com
À medida que crescemos, nossa experiência se torna um gigantesco banco de dados de informações, e nós fazemos associações entre eventos e ocorrências similares,o  que se torna nossa maneira pessoal de entender o mundo.

Assim, reconhecer esses padrões pode ser uma incrivel ferramenta para resolver nossos própios problemas, se não fosse um pequeno pormenor : somos muito melhores em reconhecer padrões de comportamento em outras pessoas do que em nós mesmos.(O velho ditado, sempre: "É mais facil ver um cabelo no olho do vizinho do que um galho pendurado no nosso")

 Além do mais, temos também a irritante tendência de ver padrões ONDE os queremos ver, mesmo que eles não estejam lá.

Procuramos ajuda profissional, porque (teoricamente, um terapeuta, seja lá que escola siga), é treinado para conectar os pontos comportamentais. 

healthyhuman.net
Na realidade, com um pouquinho de esforço, podemos aprimorar nossas habilidades de reconhecimento de padrões e resolver muitos de nossos própios problemas.

Neste artigo, será dada uma introdução básica de COMO funciona o reconhecimento de padrões, COMO pode ser usado para investigar problemas e  o que  É NECESSÁRIO para identificar padrões corretamente. 

          As Bases do Reconhecimento de Padrões

De acordo com uma pqsieusa de uma uinrvsiddae ignlsea, não iporntra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós letiroes diinâmcos não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Viu cmoo é vdaerde!Vcoê vê com os sues ohlos – mas vê tmbaém com a mnete.
Que tneha execlnetes relsutados inetelcutais com mues crusos

patternsofreflection.com
Embora o reconhecimento de padrões é algo que entendemos intrinsicamente, a maneira como funciona é um pouquinho mais complexa. 

Um dos primeiros padrões que aprendemos é a estrutura da linguagem. 

Com certeza vc já recebeu aquele e mail com uma mistureba de palavras, conseguiu ler e entender tudo, e no fim do e mail lhe foi explicado que uma pesquisa numa universidade inglesa (no meu e mail era inglesa, mas não importa, funciona do mesmo jeito em qualquer lingua), demonstrou que podemos muito bem ler palavras desordenadas, desde que a primeira e última letras estejam em seu devido lugar.

Isto é possível porque reconhecemos alguns padrões. 

Primeiro, reconhecemos o que estamos acostumados a ver.  

Se o  nome Adão fosse digitado Aaddão, a maioria de nós reconheceria  Adão sem problemas, apesar do erro ortográfico. E reconhecemos porque não existe Aaddão, e então nosso cérebro simplesmente "corrige "o  nome da maneira ortográfica à qual estamos acostumados.

Além disso, as outras palavras no contexto, possibilitam a detecção das letras deslocadas.
Por exemplo, a palavra "DA"pode ser contração, designando a vinda de algum lugar, ou pode ser a terceira pessoa do indicativo do verbo DAR. Se digo "Acabei de voltar DA feira", imediatamente percebe-se que é a contração e não o verbo que estou a usar.

 Roger S. Gil (terapeuta familiar e de relacões), explica como isto acontece naturalmente à medida que aprendemos a ler:

_ Quando aprendemos a ler, básicamente estamos aprendendo a reconhecer padrões. Num primeiro momento, olhamos para o conjunto de linhas traçadas no papel e, eventualmente, construimos um modelo que diz que "esse padrão de linhas no papel representa uma letra". Se vemos esse padrão vezes suficientes, podemos começar a usar esses modelos para reconhecer um novo tipo de padrão: as palavras.

Quando aprendemos  uma palavra pela primeira vez, usualmente tentamos lê-la foneticamente, apelando para os modelos- padrão existente em nossa memória para as letras.
Se o som que fizermos ao enunciar a palavra representar uma palavra que já possuimos em nosso vocabulário, então construimos um modelo para as letras dispostas nessa ordem  especifica..
Com o tempo, construimos  um banco de dados de milhares de  palavras às quais podemos recorrer sempre que nossos olhos se depararem com uma palavra que já vimos, em vez de tentar processar a palavra como um agrupamento de letras desconhecido a cada vez que nos é mostrado.
 Isso libera o nosso cérebro  para fazer outras coisas como  processar  a idéia representada pelas palavras ._

Esse mesmo fenômeno funciona virtualmente da mesma maneira com muitas outras coisas, incluindo pequenos e grandes eventos em nossa vida.

Aprendemos o significado de uma ocorrência em particular, como o contexto pode definir o significado da mesma e, finalmente, o que significa a repetição dessa ocorrência  e a ação (atitude) a ser tomada  quando esta se apresenta.


               Encontre seus Padrões para Resolver Seus Problemas  

                 O QUE - COMO - QUANDO - ONDE - QUEM - POR QUE

A função do/da terapeuta é buscar padrões que o paciente não está vendo. (Essa definição é tão verdadeira para psicanálise e seu Complexo de Édipo, como para a Terapia Cognitiva e padrões comportamentais. É a velha frase no templo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo)

Uma pessoa  procura terapia para resolver seu problema de ansiedade, por exemplo,  mas ser/estar ansioso é apenas um sintoma, e embora métodos genéricos possam ser usados para melhorar o sintoma (tipo usar ansiolíticos, tipo benzodiazepínicos, que vem a ser o mesmo princípio de usar aspirina para baixar a febre, a qual, também, é só um sintoma) , a única maneira de resolver um problema  é achar e tratar a causa do mesmo ( ou como diziam nossos avós, literalmente, arrancar o mal pela raiz).

E é aí que entram os padrões. Brian Newton (psicólogo na reta final para seu PhD), explica como terapeutas resolvem o mistério do POR QUE um paciente está tendo determinado sintoma, continuando a usar o exemplo da ansiedade.

Sugere ele responder algumas questões:

·         O que faz você se sentir ansioso?

·         Onde vc se sente ansioso?

·         Quando vc se sente ansioso?

·         Quem  o faz se sentir ansioso?

Responder a essas questões ajuda a revelar o padrão.

Se vc fica ansioso quando há muita gente em volta, vc não se sente  à vontade em festas, nem jantares, e tem vontade de se enfiar num buraco perto de pessoas  que riem ou falam alto, então vc tem um padrão óbvio de ansiedade com pessoas extrovertidas.

Vamos experimentar com coisas menos óbvias. Digamos que vc não consegue parar de roer suas unhas. Vc não gosta de roe-las, mas sente-se compelido a fazê-lo.

 Abaixo vc verá como responder às questões pode revelar o padrão:

·         O que faz você sentir vontade de roer as unhas? Quando estou entediado, com fome, ou se achar que as unhas  estão irregulares e é uma forma de lixa-las.

·         Onde você  sente vontade de roer as unhas? Em qualquer lugar. O local não importa. Eu prefiro fazê-lo onde ninguém possa ver, mas acabo fazendo isso na frente das pessoas.

·         Quando você sente vontade de roer as unhas? No início da manhã e  durante a noite.

·         Quem faz você  sentir vontade de roer as unhas? Ninguém.

Quando as  situações são mais específicos, muitas vezes há  que se perguntar por que em relação às  respostas. Há também  que se olhar para as correlações entre as coisas que não parecem correlacionadas.

Na resposta à primeira questão, o sujeito está mordendo as unhas por três razões distintas.
Quando as coisas não parecem semelhantes, há que se descobrir por que é que elas são, por exemplo, será que a fome  está pareada com a outras duas circunstancias? ou será o tédio que tende a desencadear o comportamento obsesivo-compulsivo? 

Neste caso, sabemos  que o problema de roer as unhas não está relacionado `a ansiedade nem a nenhuma  pessoa epecífica.

O que pode ser, é o tempo. Essa pessoa morde as unhas mais pela manhã e à noitinha, que é quando geralmente estamos mais esfomeados. Isso sugere um caminho a ser explorado:

Será a dieta dessa criatura  está criando  maus habitos e comportamentos indesejados?

Não podemos saber com toda a certeza, mas,o  responder a essas questões nos dá um  ponto de partida e uma solução a ser tentada: substituir o roer unhas por comida ou  mascar chiclete, para ver se o efeito é o mesmo.

Esses são apenas alguns exemplos de como, o encontrar padrões pode ajudar a encontrar maneiras de resolver problemas.

Básicamente, o processo pode ser  condensado nos seguintes passos:

1. Interrogue-se como se fosse  um jornalista. Pergunte  quem, o quê, onde, quando e por que de  seu problema.

2.Use a referência cruzada em suas respostas e procure pelas semelhanças. Se você está tendo dificuldades para vê-las, comece a comparar  respostas aparentemente diferentes e se pergunte como elas  se relacionam .

3. Quando encontrar relações e padrões em suas respostas, considere maneiras de substituir o comportamento indesejado por um melhor ou treinar-se para se sentir mais à vontade com coisas com as quais se sente pouco confortável ( Lembre-se que Mark Elliot Zuckerberg, o menino que inventou o FaceBook, a maior rede social do planeta, só o fez movido por sua intensa incapacidade de relacionamentos. Este último pedaço de informação é só pra manter viva a piada: a mãe do moço é psiquiatra, e o pai é dentista).

4- Seja paciente. Descobrir o problema é muito mais fácil do que implementar uma solução. Mudança de comportamento leva tempo e perseverança. Descobrir o problema e decidir corrigi-lo são passos importantes, mas são úteis apenas se postos para funcionar.
É bom levar em consideração que sempre estamos menos inclinados a apontar um problema, quando o problema somos nós mesmos.

Todos nós detestamos estar errados ou  termos feito escolhas bestas, embora todos nós façamos isso de quando em vez,( ou de quando em sempre, quando aí vira padrão).

Se você não consegue encontrar um padrão no seu comportamento, amigos  podem  ajudar, ao olhar para a situação sem o seu preconceito pessoal.

Agora, se o assunto for muito sério, não há nada errado em buscar ajuda profissional.

burningourmoney.blogspot.com
                 Ignore Padrões Vagos Para Evitar Problemas Indesejados

O  lado ruim de nossa habilidade de reconhecer  padrões é que, muitas vezes, podemos ver padrões até  onde eles absolutamente  não existem, e isso se encontra  na raiz das fobias, teorias conspiratórias, culpas imerecida, e muitos outros  problemas serios.

Pelo fato de nossos cérebros serem peritos em apontar semelhanças, e porque é emocionante sentir como se tivéssemos, de repente,  resolvido um enorme  quebra-cabeça, muitas vezes nos enganamos, e passamos a perceber  padrões onde não há nenhum.

Além disso, temos a tendência de dar  significado a esses padrões como se fossem tão claros quanto os padrões comuns de linguagem.

Muitas vezes vemos estes padrões como uma espécie de intervenção divina, o que, absolutamente, eles não são, podendo ser tanto aleatórios quanto perfeitamente lógicos, e vc estará se metendo em encrencas se acreditar no contrário.

Por exemplo, quando encontro outra pessoa chamada Adão,  normalmente acho  legal termos  o mesmo nome. Se  somos da mesma idade, não é mais apenas legal, mas algum tipo de coincidência incrível. Se temos um interesse em comum, as forças da natureza entraram em conluio para que nos conhecessemos . 

Óbviamente, era  destino.

 Só que entre 1983 e 1984, Adão foi o mais popular dos nomes dados a meninos nos EUA, mais do que em qualquer outro tempo. Basicamente, se você  tiver  27 anos de idade no momento da redação deste texto e seu nome é Adão, você não é tão único. 

O problema é que, quando começamos a ver  padrões que gostamo, fica muito fácil acreditar que  algo incrível está acontecendo.

dreamstime.com
 Não há nada de incrível acontecendo, e este é o tipo de erro que leva a decisões ruins  e a ignorar as inúmeras diferenças que provavelmente existem.

Assim como não há mágica para os falsos padrões que percebemos todo o tempo, também  não há uma única e simples solução para prevenir  nosso cérebro de causar este problema.

Nós sempre queremos ver os pequenos milagres da vida, mesmo que eles não estejam lá. 

Momentariamente,  isso nos faz felizes. 

A longo prazo, no entanto, pode causar problemas sérios, sendo por isso importante manter um olhar crítico, quando a euforia da circunstância tende a ultrapassar o bom senso.

Tudo o que se precisa fazer é  pesquisar as circunstâncias para descobrir se estamos ignorando diferenças ou se já se começou a detectar um padrão real.

Padrões interessantes existem, mas se forem reconhecidos incorretamente, vamos falhar no reconhecimento de um padrão real quando este aparecer. 

Por estas razões, é importante reconhecer os padrões acuradamente  e usá-los para nosso benefício de constante mudança para melhor, invés de  nos  apegarmos  a eles principalmente quando eles apontam para o que queremos ver  

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