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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

NOSSO CÉREBRO É UMA FARRA OU 5 FATORES BIZARROS QUE SECRETAMENTE INFLUENCIAM NOSSAS OPINIÕES

Esta é a tradução de um artigo, cujo link para o original está no final. O que estiver entre parênteses, é opinião minha e o autor não tem nada a ver com isso, além do que, a tradução é bem livre.

De muitas formas, nossas opiniões nos definem. Gritamos em maiúsculas nas mídias sociais, gastamos nosso tempo em discussões com o colega de trabalho porque ele prefere a marca errada de telefone, perdemos tempo tentando enfiar "as ideias certas" na cabeça dos outros com "ideias erradas". Apesar disso tudo, o pessoal de vendas e cientistas sabem que nossas opiniões não são tão constantes quanto acreditamos. A cada dia, dezenas de coisas estranhas e aparentemente insignificante torcem nossas preferências. Se não acreditar, veja abaixo:

A TEMPERATURA AFETA NOSSO GOSTO POR FILMES

Se der uma olhadinha na lista dos filmes românticos mais populares, vai notar algo esquisito: metade da lista dos 10 maiores sucessos foi lançada, nos Estados Unidos, em Novembro ou Dezembro (inverno), e isso apesar do fato de que, normalmente, os blockbusters lançados no verão (julho) são os que teoricamente fazem mais dinheiro. Assim, os curiosos dos cientistas foram investigar a coisa e descobriram a mesma tendência em filmes alugados: os românticos são mais alugados no inverno. Daí também descobriram que, na Europa, dá para mapear que gênero de filme que vai fazer mais sucesso, apenas medindo a temperatura média do país. Enfim, tudo aponta para o fato de que simplesmente apreciamos um bom romance quando o tempo está frio.

OK, você pensa, talvez isso nada tenha a ver com preferências, talvez os grandes estúdios simplesmente coloquem mais filmes românticos no mercado na estação fria (embora se estiverem tentando fazer dinheiro em cima do dia de São Valentim - dia dos namorados, nos EUA e Europa, é no meio de fevereiro - eles lançam o filme uns meses antes).

A experiência funcionou assim: Colocaram metade das pessoas em uma sala fria e tomando chá gelado, e a outra metade em salas aquecidas tomando chá quente. Depois de um tempinho, ambos os grupos tiveram que responder a respeito de que filme haviam gostado mais dos 4 diferentes gêneros oferecidos: romance, mistério, ação e comédia, e os da sala fria escolheram o filme romântico.

A teoria é que, o cérebro está tentando nos manter aquecidos, pois pensamos em sensações românticas como "quentes" (palmas das mãos suadas, rubor, aceleração dos batimentos cardíacos). Também associamos proximidade com outras pessoas com "calor" (quando dizemos que a relação entre duas pessoas está acabando, usamos a palavra "esfriou"), e então quando sentir frio, você quer ver pessoas sexy ficando cada vez mais perto uma das outras, isto é "esquentando" por 90 minutos.

Nossos cérebros, de forma inconsciente, nos dizem o que precisamos durante o tempo frio, e assim nos faz "ansiar" por este "calor" psicológico. Infelizmente, para que isso seja conseguido, temos que nos submeter a uma overdose de Katherine Heigl e Ashton Kutcher, mas hei, ninguém nunca disse que a sobrevivência seria fácil.


DESEJAMOS MUITO MAIS QUALQUER COISA, SE APENAS A TOCARMOS

Pessoas realmente persuasivas sabem que tudo é toque: vendedores ou políticos são rápidos no dar um tapinha nas costas ou um aperto de mão, a garçonete sabe que se tocar seu braço vai ganhar gorjeta maior, e se a coisa que está vendendo é um produto físico, sabem perfeitamente que é melhor deixar os clientes colocar seus dedinhos gorduroso na coisa. É por isso que vendedores de automóveis são tão ansiosos em fazê-lo testar o veículo (a técnica é conhecida como "A sensação da roda vai selar o acordo"). Por que? Porque para nós, humanos, o toque é quase uma forma de controle da mente. Seja lá o que for, se tocar algo, vai se apegar à coisa. Não só as pessoas estão mais propensas a comprar algo que tocaram, mas estão realmente dispostos a pagar mais - é por isso que, se o produto vem em uma caixa, a loja vai colocar um modelo de exibição no qual se pode mexer à vontade. E nem conta se não se conseguir muita informação sobre o produto. O colocar nossas mãozinhas sobre um objeto faz com que a ele nos sintamos conectados, podendo até mesmo nos dar uma falsa sensação de posse.

Também faz diferença de como o objeto é sentido pelas nossas mãos, e não estamos apenas falando que julgamos uma camisa baseados no quão macia ela é, isso até que faria sentido. O que quero dizer é que um estudo demonstrou: água servida num copo firme tem melhor sabor que a servida num copo pouco sólido, apesar do fato de ser exatamente a mesma água. Mesmo aqueles que foram informados a respeito do copo mais firme, continuaram achando que a água era melhor porque o copo era sentido mais adequado ao toque. Ou você acha que é à toa que a água Fiji, caríssima, vem em garrafas muito mais densas, contendo o dobro do plástico das outras? Ou que a Perrier continua usando as velhas boas garrafas de vidro? (Aliás, lembro-me muito bem da avó de uma grande amiga minha que, para nos fazer tomar o raio da Emulsão Scott, sim aquela do cara carregando o peixe nas costas, e que as crianças, com exceção de meu irmão, que gostava da coisa, corriam tão logo sentiam o cheirinho, começou a nos oferecer a coisa nuns copos de cristal vermelho, da Boemia. Não cheguei a gostar, mas era muito mais tragável.)

Se quiser saber o futuro da lavagem cerebral baseada no toque, é simples, envolve todos os produtos que se gosta de tocar. A Sony já está tentando isso com seu robô QRIO - uma coisa que vagamente se parece com um cachorrinho, e que reconhece rostos e responde ao toque. Soltou um bando dessas coisas num grupo de crianças de 2 anos. Usualmente, crianças dessa idade tratam robôs do mesmo jeito que outros brinquedos, ou seja, jogando-os para cima e para baixo, contra as paredes, etc. Mas, QRIO é diferente: como tem sensores para toque, cada vez que é tocado, solta risadinhas de prazer, e quando começou a fazer isso, as crianças os reconheceram como um ser vivo, e, ao invés de atirá-lo contra a parede, as criancinhas começaram a tocá-los gentilmente, como se fosse outra criança e até puseram um cobertorzinho em cima para que pudesse tirar uma soneca.

Está na cara, a primeira companhia que fizer um telefone celular que soltar ruidinhos de prazer quando tocado, vai dominar o mercado.


SEU NOME PODE INFLUENCIAR SUAS ESCOLHAS DE VIDA

Vamos supor que você viva em Milwaukee. Agora dê uma olhada na lista telefônica e veja quantas pessoas chamadas Mildred vivem na cidade. As chances são que esse nome apareça muito mais vezes do que seria de esperar. Estatisticamente falando, a mesma coisa ocorre com Jack em Jacksonville, Virgil em Virginia e Fred em Fresno.

Por que? Parece que as pessoas se mudam para lugares que tenham nomes similares a seu próprio. E caso você ache que é pura besteira, espere para ler o resto. Em ciência, é chamado EFEITO DO NOME E DA LETRA, e pode influenciar, de forma sutil, toda sua vida. Por exemplo, seu nome afeta também suas visões políticas por alterar sutilmente seu comportamento na hora do voto. Na eleição presidencial de 2000 dos Estados Unidos, foi checado que, pessoas cujo sobrenome começava com B tenderam a votar no Bush, e aquelas com G no Gore.
O mesmo acontece com investidores em Wall Street, que tendem a usar companhias que soem semelhantes ao próprio nome, assim como se seu nome é Michel, provavelmente comprará pneus Michelin.

Procurando emprego? Sua companhia de preferência pode ter suas mesmas iniciais, e a primeira letra de seu nome pode determinar sua escolha de vida. Há um excesso de dentistas cujo nome começa com D e advogados (lawyers em inglês) com nomes tais como Larry e Laura.

A teoria é que tudo isso acontece porque nossos cérebros são bobinhos egoístas que pensam que os pedaços do alfabeto que iniciam nossos nomes são, de alguma forma, melhores letras (não à toa já foi provado que o som mais agradável ao ouvido humano é o som do próprio nome, e é por isso que políticos espertos tem um "soprador" sempre por perto, para lhes lembrar o nome das pessoas - aliás isso foi muito bem demonstrado no filme "O diabo veste Prada").

Alguns psicólogos acreditam que isto se liga a um fenômeno chamado "egoísmo implícito": nós respondemos de forma mais favorável a tudo o que nos faz lembrar de nós mesmos, não importando o quão ilógico e arbitrário.

GESTOS PODEM MANIPULÁ-LO

Se for destro, você vai preferir, instintivamente, coisas que estejam à sua direita, e vice-versa se canhoto for. A teoria é que, embora pensemos com o cérebro, são nossas mãos que interagem com o mundo, e assim "enganam" o cérebro para que este goste das coisas que estão ao alcance da mão que preferimos usar. Está mais do que provado que lembramos mais de fatos associados a gestos do que coisas dissociadas, o que provavelmente explica porque algumas pessoas gesticulam tanto quando estão contando uma história (qualquer um sabe como é isso se já viu um italiano falando, tanto que meus amigos sempre brincaram comigo, dizendo que a única forma de me emudecer, seria algemando minhas mãos).

Então vamos aos fatos: vamos supor que você testemunhou um assalto a um banco. Os policiais chegam a você e lhe pedem para descrever o assaltante. O policial pergunta: "Ele tinha barba?" E faz isso passando a mão no próprio queixo, como se você não soubesse que diabos é uma barba e ele tivesse que desenhar. Nesse momento você pensa: "Sim, acho que sim, acho que tinha barba sim". Adivinhe só: o gesto do policial acabou de programar sua memória.

A Universidade de Hertfordshire fez uma série de testes nos quais os participantes eram entrevistados a respeito de um vídeo que tinham acabado de assistir. Enquanto faziam as perguntas, os pesquisadores deliberadamente faziam gestos enganosos, por exemplo, colocar a mão no queixo para sugerir barba ou botando o dedo no pulso para sugerir relógio. Olha só no que deu: Os indivíduos do teste foram três vezes mais propensos a acreditar que o cara no vídeo tinha uma barba se o entrevistador fingiu passar a mão num cavanhaque inexistente enquanto perguntando sobre isso. Estes não eram "lapsus lingua" onde você diz "barbudo", apesar de pensar "barbeado". O gesto, na verdade, fez uma lavagem cerebral nos sujeitos do teste, fazendo-os honestamente acreditar que o cara tinha uma barba. E sim, quando um político ou um advogado se levanta e faz os gestos com as mãos para sublinhar seu ponto de vista, tipo apontando para a plateia, batendo a palma da mão com o punho, pode saber que a coisa funciona totalmente (Quem não me acredita, pode fazer a seguinte experiência: vai assistir um culto, digamos numa Assembleia de Deus, e me conta se, depois do discurso inflamado do pastor, você não está prontinho para pagar seu dízimo.Aliás, passei por um experimento desses a alguns anos atrás: Foram colocadas gravações dos discursos do Hitler, com as músicas que tocavam na época e tudo mais. Eu não entendo uma palavra de alemão. Depois de meia hora, estava pronta para sair marchando. Tem um filme excelente e velho, mostrando esse fenômeno. Chama-se "The Wave - A Onda"tradução minha, não faço idéia de como foi traduzido em português).

Há guias detalhados sobre o que exatamente você deve fazer com as mãos, se você quer que o público compre o que você está vendendo. É por isso que um presidente não pode simplesmente dizer: "Eu vou acabar com nossos inimigos" - ele (ou ela) precisa realmente fazer um gesto em direção a virilha para obter o efeito total.

O ANALIZAR POR DEMAIS SEUS PRÓPRIOS PENSAMENTOS PODE MUDAR SUA OPINIÃO PARA PIOR.

Então você acabou de ler tudo isso e diz: "Estão vendo? Aqui está a razão pela qual é importante pensar logicamente a respeito de todas as nossas opiniões. É porque respondemos sem refletir que fazemos escolhas tão imbecis, e somos facilmente manipulados."

Certo. Que tal se lhe disser que, em muitos casos, longo pensar a respeito de uma decisão acaba por fazê-la mais errada ainda?

Já foi convencido a deixar de gostar de algo? De repente você assistiu a um filme meio besta e adorou, divertiu-se às pampas. Daí você conversa com seu amigo "connoisseur" de cinema, e este lhe demonstra todas as falhas na trama, o absurdo da história, a falta de lógica dos personagens...bem depois de algum tempo você não admite mais nem para si mesmo que você curtiu o filme. Mesmo quando você está pensando em sua experiência pessoal no cinema, tudo que lhe vem à mente são as falhas do roteiro. Aí você pensa que o amigo o levou a uma percepção "acertada" do filme, mas todas as pesquisas mostram que é igualmente simples ser levado a uma conclusão totalmente errada. Pesquisadores testaram isso com experimentos onde os indivíduos foram convidados a opinar sobre coisas como que curso universitário preferiam ou que marca de geleia tinha melhor sabor.

O "truque" foi que alguns dos participantes foram convidados para simplesmente provar ou experimentar algo e seguir em frente, enquanto outros foram convidados a "realmente" pensar sobre sua decisão antes de torná-la oficial. Os sujeitos que mais refletiram sobre suas opiniões, estavam muito menos de acordo com a opinião de especialistas que os outros que não "refletiram". Quanto mais pensaram, mais errados se tornaram. Como isso é possível?
É o seguinte: quando somos forçados a pensar ou expressar o porquê gostamos de algo, somos imediatamente induzidos para opiniões que possam realmente explicar ou que possam ser verbalizadas. Em outras palavras, experimentamos 5 geleias e achamos que a número 4 é a que tem gosto melhor, porque naquele instante, nossos sentidos estão levando em consideração milhares de coisas diferentes das quais não temos a menor consciência, mas pressionados para explicar em detalhes qual a que gostamos mais e porquê, passamos imediatamente a pensar em coisas facilmente quantificáveis, assim, de repente passamos a pensar que a geleia numero 2 tem mais framboesas, a número 1 tem uma cor linda. Na realidade nenhuma dessas coisas afetou nosso gosto, só estamos tentando fazer parecer que nossa decisão pode ser explicada por uma cadeia lógica, enquanto nossa língua já tinha acertado da primeira vez. É mais ou menos como o exemplo do filme antes. Enquanto estava assistindo, a soma de todas suas partes nos encantou, mas em seguida, alguém nos obrigou a fazer uma lista de prós e contras, e ai percebemos que não dá para defender nossa curtição, pelo menos não de forma lógica.

O fato é que, quando forçados a nos limitarmos a qualidades simples e fáceis de discutir, subitamente a mágica acaba, e usamos a lógica para destruir nossa curtição do momento.

Legal nosso cérebro, né não?

5 bizzarre factors that secretly influence your opinions



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