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quarta-feira, 5 de junho de 2013

MEMÓRIA, ESSA FUJONA

Sempre que penso em memória, e principalmente quando a dita cuja me falha, lembro da frase famosa em neurologia: "Memória também foi feita para esquecer”, que naturalmente agora esqueci quem foi o autor, mas que foi brilhantemente retomada pelo Dr. Ivan Izquierdo, diretor do centro de memória da PUC-RS e autor do livro "A Arte de Esquecer ". E aí, fortalecida pelo conhecimento, volto a meus devaneios e eventualmente o que queria lembrar me vêm à consciência, usualmente no exato momento que não mais necessito.

Mas o que é essa entidade? Essa coisa que cria e descria realidades, que vem e que vai, que todos queremos, que é um dos motores da indústria da autoajuda, e só de livros de "como desenvolver sua memória em 10 minutos diários", florestas inteiras foram desmatadas. Essa coisa que as Demências destroem, e que não à toa, Demência, no original grego, significa "roubo da alma".

Memória tem sido objeto de estudo de filosofia e ciência por milhares de anos, e agora é o grande tópico das ciências cognitivas. O termo genérico refere-se aos processos usados para ADQUIRIR, ARMAZENAR, RETER E RECUPERAR (AARR) o que foi retido e guardado, sendo que os 3 maiores processos envolvidos nisso tudo são: CODIFICAÇÃO, ARMAZENAMENTO E RECUPERAÇÃO.

Para que possamos formar novas memórias, precisamos colocar a informação de uma maneira que a mesma possa ser usada, e fazemos isso pelo processo chamado de CODIFICAÇÃO, sim exatamente como se faz em computadores, e é por essa razão que Bill Gates e Steve Jobs ficaram tão famosos, e que aqui nos USA, um dos empregos mais bem pagos, e muito bem pago é o de codificador. Então para a geração dos mais novos: crianças, estudem matemática e filosofia.

Como de costume, Freud velho de guerra estava corretíssimo, pois a maior e mais significativa parte de nossa memória está no nosso inconsciente, como ele disse muitíssimo antes de qualquer estudo profundo de neurofisiologia, a qual está cada vez mais provando a genialidade da criatura. Essa memória armazenada e fora de nossa consciência, vem à tona pelo processo de RECUPERAÇÃO.

Há vários modelos de Memória, sendo meu preferido o MODELO DE MEMÓRIA POR ETAPAS, proposto por Atkinson e Shiffrin em 1968, no qual há 3 etapas para a memória a saber: Memória Sensitiva, Memória de Curto Prazo e Memória de Longo Prazo.

MEMÓRIA SENSITIVA OU SENSORIAL: É o estágio mais precoce, durante o qual, a informação sensitiva do ambiente (aquela que recebemos através de nossos órgãos dos sentidos: visão, tato, olfato, gosto e audição) é armazenada por brevíssimo tempo (usualmente não mais que meio segundo para informação visual, e 3 a 4 segundos para informação auditiva), e acabamos por usar apenas alguns aspectos dessa memória, permitindo que esses passem para a próxima etapa que é....

MEMÓRIA DE CURTO PRAZO ou MEMÓRIA ATIVA: É a informação da qual estamos conscientes, isto é, aquela que sabemos que estamos pensando. O prestar atenção na Memória Sensitiva, nos permite gerar as informações para a Memória Ativa. Uma parte da informação aqui armazenada vai permanecer ativa por 20 a 30 segundos, o restante sendo rapidamente esquecido. Aquilo no que prestamos atenção nessa fase vai para o estágio seguinte ou...

MEMÓRIA DE LONGO PRAZO que nada mais é que o contínuo armazenamento de informação, a qual, em sua maior parte, fica completamente inconsciente, mas pode ser recuperada rapidinho, quando então é chamada de MEMÓRIA DE TRABALHO. Por alguma razão que ainda não é bem conhecida, algumas dessas memórias são facilmente recuperadas e outras não.

Eu, por exemplo, tenho uma memória de trabalho fantástica para conhecimento inútil, conseguindo me lembrar de poemas inteiros que aprendi na infância e que não tenho ideia do porque grudaram no meu cérebro, enquanto a já citada é apagada completamente com a frase mágica "lembra de mim?" ou pior, "o que você almoçou hoje?" Se pensar bem, na realidade o tal do conhecimento não é tão inútil assim, pois uma vez, há muitos anos e revendo certo senhor que não via há tempos, e em sendo tomada por certo "frisson" ao vê-lo, a única coisa que me veio à cabeça foi a Elis Regina cantando "laranja madura, na beira da estrada, ou tá bichada, Zé, ou tem marimbondo no pé", música que nem sequer gosto, mas que se revelou profética.

Então, é essa capacidade de acessar e recuperar a informação guardada nessa memória de longo prazo, que nos permite usar essas memórias para tomar decisões, interagir com as pessoas e com o mundo ao nosso redor e resolver problemas.

Agora vem a grande questão: Como é que isso se organiza? Até o presente momento, não se sabe bem ainda como funciona, mas o que se sabe é que as memórias se organizam em grupos, sendo o processo obviamente chamado de AGRUPAMENTO, ou seja, informação categorizada é informação lembrada.

Simples, faça o seguinte exercício: Considere o seguinte grupo de palavras:

ESCRIVANINHA, MAÇÃ, ESTANTE, AZUL, MAMÃO, CADEIRA, AMARELO, ABACAXI, VERMELHO, MESA, MANGA, VERDE.

Agora leia por uns segundos, olhe para outra coisa e procure lembrar as palavras.

Como foi que você agrupou essas palavras?
A maioria das pessoas usa 3 categorias: mobília, frutas e cores.

Uma das maneiras mais fáceis de pensar a respeito da organização de nossa memória, é usando o modelo da rede semântica, o qual sugere que certos "gatilhos" ativam memórias a estes associadas. A lembrança de um determinado lugar, pode ativar memórias de outros milhares de coisas associadas àquele local. Por exemplo, quando vejo fotos ou leio algo a respeito da Duke University, lembro imediatamente das cores das folhas de outono no campus, das gargalhadas que dei lendo as aplicações para a experiência de orgasmo e EEG, da cara da Dra. Lilly Musella, em San Francisco, quando me viu, vestida e penteada segundo as dicas que ela tinha me dado para conseguir o fellowship lá, da cara e do sotaque do hindu colega, e mais mil coisinhas que me fazem um bem danado. Isso só com a palavra Duke, imaginem só. Claro que aconteceram muitas coisas desagradáveis, mas se tiver que ser honesta, nem lembro direito quais foram.

Dentre todas as coisas fascinantes a respeito de Memória, uma das que considero mais intrigante é a das FALSAS MEMÓRIAS, pois é um fenômeno extremamente usado e abusado desde que o mundo é mundo. Um livro maravilhoso que descreve o processo é "Os demônios de Loudum", do Aldous Huxley, que a todos aconselho, e enquanto não desenvolvo o talento literário do acima citado, deixa voltar à ciência da coisa.

Por definição, uma falsa memória é uma lembrança, fabricada ou distorcida de um evento que nunca aconteceu. Costumamos pensar na memória como algo parecido com um videogravador que documenta e armazena acuradamente tudo que nos acontece. Na realidade, nossa memória é muito dada a falácias e sofismas. Às vezes, estamos absolutamente seguros de que a memória é acurada, mas isso não é garantia de que seja correta. Dou um exemplo: estava a falar com uma amiga no Brasil, via Facebook, e estava dizendo a ela da beleza que é a Ilha Anchieta, ali em Ubatuba, e lá vou eu a contar a ela de que uma de minhas primeiras memórias no Brasil era exatamente de quando teve a revolta no presídio da dita ilha, e do horror que foi com presos fugidos sendo estraçalhados por tubarões, fora o pavor de todo mundo por causa dos que conseguiram chegar a Ubatuba. Pois a citada amiga, que tem alma de investigadora e talento maior ainda para a coisa, foi checar em santo Google e descobriu que eu não poderia lembrar de tal coisa pelo simples fato que havia ocorrido bem antes de nossa chegada ao Brasil, aliás antes de eu ter nascido. Suponho que, em tendo escutado conversas de minha madrinha com minha mãe nas tardes modorrentas de Ubatuba, tão impressionada fiquei que passei a me "lembrar" da coisa e nunca me dei ao trabalho de checar sua veracidade, afinal de contas, tinha a mais absoluta certeza do evento.

Aliás, essa é a teoria de Elizabeth Loftus, uma das maiores pesquisadoras da área, e que demonstrou como é fácil induzir falsas memórias através de sugestão. Pior, com o tempo, a memória original e falsa pode ir se modificando através da incorporação de novas informações e/ou experiências.

A maioria de nós lembra de eventos intensos que aconteceram em nossas vidas, sejam eles ter se abraçado ao Pernalonga na Disney, ter visto o filme do ataque terrorista em Londres, em 2005, ou lembrar do nascimento de irmãozinho quando se tinha 2 anos de idade. O único problema é que nenhuma dessas memórias é possível, pois o Pernalonga não é uma personagem do Disney, não há qualquer filme do ataque terrorista em Londres em 2005, e crianças com menos de 3 anos de idade não tem a capacidade de formar memórias de longo prazo.

Mesmo assim, ao ler o acima, garanto que você teve algum tipo de lembrança, pois a sugestão e a expectativa são dois dos fatores contribuintes para a criação das tais memórias. Essas reminiscências errôneas podem ser tanto uma confusão dos principais detalhes da coisa, tipo lugar e época, ou serem completamente inventadas.

Há tempos atrás, no Brasil, uma psicóloga publicou uma pesquisa com seus pacientes, demonstrando que 100% dos pacientes que tinham vitiligo, havia sido sexualmente abusados na infância, fazendo tremendo sucesso nas áreas de psicologia e psicossomática. Questionei seriamente a pesquisa, por uma única razão: 100% é algo que só existe em matemática, isto é, tenho duas maçãs e a ambas como, comi 100% das minhas frutas, ou se, assistindo um jogo de futebol no Maracanã, tenho uma probabilidade de 1 em 150 milhões (essa porcentagem é puro chute meu, desde que esqueci a probabilidade correta e estou com preguiça de ir ao Google) de chances de ser acertada pela bola provinda do campo. Agora, se a bola me acerta, minhas probabilidades mudam para 100%. Em qualquer pesquisa em que há 100% de acerto, há apenas um enorme erro. E até hoje desconheço que tipo de sugestão foi usada para induzir esse resultado, embora continue muito curiosa a respeito.

Nossa memória é constantemente moldada e remoldada por nossas emoções, conhecimentos e crenças, de forma que, na maioria das vezes, as lembranças que criamos em nada se parecem com os pedaços individuais de informação que armazenamos. Alguns pesquisadores da área até acham que precisão não é a meta primária da memória, pois, como ela é costumeiramente usada como ferramenta para dirigir nossas futuras ações, a reconstrução da mesma, da maneira que o fazemos, pode servir para nos ajudar a decidir melhor.

Muitos dos processos cerebrais responsáveis pelas imprecisões da memória podem, na realidade, nos ajudar a armazenar maior quantidade de informações, embora essa habilidade tenha um preço a ser pago, pois, em sendo a memória aquilo que nos possibilita evitar queimar a cara por não jogar água fria na gordura quente, o processo pode dar errado de várias formas.

Vamos assim dar uma olhada nas 5 maneiras pelas quais nosso cérebro, este eterno incompreendido, pode formar falsas memórias.

DESINFORMAÇÃO: Da mesma maneira que lembrar o nascimento do irmãozinho quando se tem dois anos de idade, ou pior ainda, fazer toda uma teoria em cima do Grito Primal, isto é, a dor do nascer, quando ao nascer, não temos córtex sensitivo ainda formado, pela simples razão de que se pudéssemos sentir dor ao nascer, a humanidade teria acabado faz um tempão, e o choro é simplesmente reflexo da expansão dos pulmões, a memória tem grande tendência a ser mais manipulada em relação a quanto mais gente entrar em contacto com ela. Imagine que você acabou de testemunhar um crime. Mais tarde, conversa com outras testemunhas e assiste à cobertura jornalística da coisa. Os policiais lhe fazem perguntas. Cada uma dessas coisas tem o potencial de alterar a informação que você havia armazenado inicialmente em seu cérebro. Se outra testemunha menciona o casaco marrom do perpetrante, você pode muito bem enfiar tal casaco na sua memória. Ou uma pergunta sugestiva tipo: "Você viu a arma do meliante?", pode fazer com que você passe a acreditar que viu o elemento brandindo a arma, mesmo que não tenha visto. (Acho que devo pedir desculpas pelos termos cretinos que usei, mas uma das coisas que acho divertidíssima é ler descrição de acontecimentos feita por policiais. Concordo, meu senso de humor, tal qual minha memória às vêzes, é totalmente distorcido).

Pesquisadores, usando várias formas de desinformação, implantaram falsas memórias na mente das pessoas, desde o terem se perdido num shopping quando crianças até terem sido vítimas de ataque por ensandecido animal. Em tais casos, a corroboração de outras pessoas tornou a desinformação mais poderosa. Num estudo, pessoas completamente inocentes confessaram ter quebrado um computador e até forneceram detalhes de como fizeram, quando um colega declarou tê-los visto fazer a coisa. (Fiquem frios que todo o material usado está relatado no final, que afinal de contas é obrigação e honestidade científica contar o milagre e nomear o santo).

ATRIBUIÇÃO EQUIVOCADA: Nem todas as falsas memórias são causadas por fatores externos como a sugestão. Não, senhores, de vez em quando fazemos tudo por nossa conta e risco, e essas acontecem quando misturamos detalhes de dois eventos distintos e fazemos uma única memória. O lembrar que seu tio contou uma piada ótima no Natal passado, quando na realidade foi seu irmão quem o fez, é um exemplo típico, provavelmente porque, em geral, é o tio quem conta as piadas, e não seu irmão, só que dessa vez, aconteceu. Segundo alguns pesquisadores, isso acontece devido a "falhas nos vínculos das memórias", isto é a ligação das partes individuais da memória numa unidade coesa. No caso do exemplo dado, a lembrança da piada não foi apropriadamente vinculada à lembrança do irmão. (E me digam se essa não é uma desculpa fantástica para as bobagens que cometemos no dia a dia, tipo desculpe querido, equivocadamente atribuí, confesso). Uma forma especialmente poderosa de atribuição equivocada é a imaginação, chamada no caso de "imaginação inflada", que é quando, simplesmente imaginando um evento, aumenta a certeza de que esse evento realmente ocorreu, e disso já dei o exemplo com a ilha Anchieta. De forma similar, o observar outra pessoa fazendo algo pode nos fazer acreditar que também fizemos, e se alguém já saiu e trancou a porta da casa e mais tarde se remoeu de dúvida se tinha trancado ou não, sabe perfeitamente do que estou falando.

RASTREAMENTO DISTORCIDO: Se lhe perguntar quais são a primeira e última palavras do primeiro parágrafo deste artigo, provávelmente vou ver aquela expressão de "como assim, cara pálida?", mas se lhe perguntar qual é a idéia geral do mesmo, com certeza, vai responder corretamente (bom, pelo menos espero). Essa é a idéia na qual se baseia a TEORIA DO RASTREAMENTO DISTORCIDO, a qual reza que nós gravamos as experiências de duas diferentes maneiras: como TRAÇOS VERBATIM, baseados no que realmente aconteceu, e como TRAÇOS DA ESSÊNCIA, baseados na interpretação do que aconteceu (ou como disse Nietzsche : "Não há fatos, só interpretações”). Embora o lembrar de algo de forma geral, usando traços da essência ao invés da chateação do verbatim, possa liberar importante espaço cerebral, nossa impressão do que um evento significa nem sempre bate com o que realmente aconteceu, e é aí que entra a falsa memória. Uma grande evidência do acerto desta teoria é que, nos experimentos nos quais foram apresentados aos participantes uma lista de palavras relacionadas semanticamente, tipo bombom, pirulito, biscoito, açucar e chá, a maioria disse ter ouvido também a palavra "doce", e é exatamente por isso que memórias de crianças costumam ser muito mais acuradas que memórias de adultos: as crianças não são chegadas a ver "significados" nas coisas.

EMOÇÕES: Qualquer um que já tenha tentado lembrar exatamente uma briga horrenda com um ente querido, pode atestar que as emoções causam estragos enormes na memória, e embora fortes emoções criem memórias especialmente vívidas, no geral também muito pouco acuradas. O interessante é que, embora todas as emoções possam melhorar nossa habilidade de lembrar detalhes, emoções negativas parecem fazer isso mais do que as positivas. Felicidade e alegria tendem a nos fazer gravar as coisas de forma mais ampla e geral, nos deixando assim vulneráveis a cometer mais erros nas lembranças, enquanto raiva tem o efeito oposto, isto é, nos faz focar mais nos eventos, recordando mais coisas específicas. Num experimento, os pesquisadores testaram a habilidade dos testados de lembrar detalhes, após assistir o veredicto televisado do julgamento do O.J.Simpson. Os que ficaram satisfeitos com o veredicto, lembraram de muito mais coisas, incluindo coisas que absolutamente não aconteceram, enquanto os desapontados lembraram menos, mas também erraram menos. Nosso estado mental também afeta o tipo de memória que somos capazes de lembrar, assim, pessoas felizes têm mais memórias positivas, enquanto os tristes só conseguem lembrar de coisas ruins.
Caso não me acredite, tente, num dia em que estiver de baixo astral, se curar do mesmo tentando lembrar de coisas boas. Não funciona! Minha receita pessoal é colocar a Nona do Beethoven a volume máximo, e dirigir uma imaginária Sinfônica de Berlin, com o vigor de um Zubin Metha dirigindo Pompa e Circunstância.

INFERÊNCIA OU CONCLUSÃO: Se tende a lembrar de todas as loiras de sua vida como bobinhas folgazãs, e todos aqueles jogadores de volei maravilhosos da Engenharia, que ganhavam todas as partidas contra Medicina, como lindos e fúteis, eis que pode estar sendo vítima de ERRO DE MEMÓRIA BASEADO EM INFERÊNCIA ou simplesmente, PRECONCEITO, coisa muito mais comum do que se pensa, e que acontece porque, quando há "buracos" em nossa memória, tendemos a preenchê-los com o que achamos que cabe, de forma que, mesmo que à primeira vista pareçam acuradas, são distorcidas pelo nosso conhecimento atual (ou falta dele), nossas emoções e sentimentos, e principalmente nossas crenças. Segundo Schacter, falsas memórias causadas por preconceitos usualmente resultam de um desejo de reduzir o desconforto psicológico de mudar nossos pontos de vista, já que é muito mais simples quando são constantes e imutáveis, e, como consequência, tendemos a criar estereótipos e a acreditar neles. Alem disso, também temos a tendência de inferir as causas dos acontecimentos, quando na realidade, só observamos seus efeitos, e demonstrou bem a teoria apresentando a um grupo de pessoas uma lista de nomes de criminosos que recentemente tinham aparecido na mídia.
Pois os brancos do grupo "lembraram" de nomes estereotipicamente negros, duas vezes mais que os nomes de brancos.

E para concluir, vamos lembrar que essa maravilha chamada memória é apenas mais um instrumento, e sua eficácia depende largamente de como a usamos.


Brainerd, C. J. et al. "Developmental reversal in False Memory: A Review of Data and Theory
Brand, M., Echterhoff,G., Lindner,I., "False Memories of Self-Perdormance result from Watching Others"
Dingfelder, Sadie F.  "Feelings'sway over memory"
Kensinger, Elizabeth A. "Negative Emotions Enhance Memory Accuracy"
Loftus, Elizabeth F. "Creating False Memories"
Loftus, Elizabeth F. "Make-Believe Memories"
National Science Foundation.  "Memory on Trial"
Pashler,H." Handbook of Experimental Psychology Memory and Cognitive Processes"John Wiley & Sons Inc Publishers, 2002
Roediger, Henry L. III and Elizabeth J. Marsh. "False Memory"
Schacter, Daniel L. "The Seven Sins of Memory." Houghton Mifflin. 2001.

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