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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

1 EM 5 EXECUTIVOS É PSICOPATA

Um estudo australiano descobriu que cerca de 1 em cada 5 executivos são psicopatas, mais ou menos a mesma taxa que entre os presos.
O estudo de 261 profissionais de alto nível nos Estados Unidos descobriu que 21% deles tinham níveis clinicamente significativos de traços psicopáticos. A taxa de psicopatia na população em geral é de cerca de 1 em cada 100.

“Nathan Brooks, o psicólogo forense que conduziu o estudo, disse que as descobertas sugerem que as empresas devem melhorar a sua triagem de recrutamento. Ele disse que recrutadores tendem a se concentrar em habilidades ao invés de características de personalidade e isso leva as empresas a contratarem "psicopatas bem sucedidos" que podem se envolver em práticas antiéticas e ilegais e/ou ter um impacto tóxico sobre colegas.
“Usualmente, psicopatas criam caos e geralmente tendem a jogar as pessoas umas contra as outras", disse ele."Para os psicopatas, o sucesso empresarial é um jogo e eles não se importam em violar códigos morais. Trata-se de chegar onde querem na empresa e ter domínio sobre os outros ".
A crise financeira global em 2008 levou os pesquisadores a estudar as características dos locais de trabalho que permitiram uma cultura corporativa na qual o comportamento antiético foi capaz, não só de florescer, mas também de ser recompensado. A pesquisa , realizada em conjunto com a Universidade de San Diego, foi baseada em um estudo de profissionais corporativos da indústria de abastecimento nos USA (de gerentes para cima).
Os resultados foram apresentados no Congresso da Sociedade Psicológica em Melbourne, e serão publicados no European Journal of Psychology.
Os pesquisadores têm examinado maneiras de ajudar empregadores a detector potenciais psicopatas."Esperamos implementar nossas ferramentas de triagem nas empresas para que haja uma avaliação adequada para identificar este problema, para impedir que tais tipos de personalidade se alcem a posições nas empresas que, a médio e longo prazo se torna muito caro para a empresa em si e para os outros empregados", disse Brooks.”

PERSONALIDADE ANTI-SOCIAL (ANTIGA PSICOPATIA) RESUMIDISSIMA
Os transtornos de personalidade são condições de saúde mental que afetam a forma como alguém pensa, percebe, sente ou se relaciona com os outros. O transtorno de personalidade anti-social é um tipo particularmente desafiador de transtorno de personalidade, caracterizado por um comportamento impulsivo, irresponsável e muitas vezes criminoso.
Sinais de transtorno de personalidade anti-social:
Tiram partido, manipulam ou violam os direitos dos outros
Não tem preocupação, arrependimento ou remorso ao inflingir sofrimento a outros
Comportam-se de forma irresponsável e desrespeitam comportamento social usual para aquela sociedade.
Têm dificuldade em manter relacionamentos de longo prazo
São incapazes de controlar sua raiva
Não sentem culpa nem aprendem com seus erros
Culpam os outros pelos problemas em suas vidas
Repetidamente quebram a lei

Quem desenvolve o transtorno de personalidade anti-social?

Este transtorno afeta mais homens do que mulheres. Não se sabe por que algumas pessoas desenvolvem transtorno de personalidade anti-social, mas tanto a genética quanto experiências da infância traumáticas, como abuso infantil ou negligência, podem ter influência.

Tratamento

Antigamente, pensava-se que o transtorno de personalidade anti-social era uma coisa para sempre, sem chance, mas agora sabe-se que pode ser gerida e tratada. Evidências sugerem que o comportamento pode melhorar ao longo do tempo com terapia, mesmo se as características essenciais, tais como falta de empatia permanecerem.

Artigo Original Clique aqui

Tenho algumas colocações a respeito de psicopatia e grandes empresas. Desde 1943 existe o MMPI (Minnesota Multiphasic Personality Inventory – Inventário Multifasico de Personalidade de Minnesota), que é o teste psicométrico mais pesquisado e usado por profissionais de Saúde Mental para ajudar em Diagnóstico diferencial, ajudar em respostas a questões legais, ajudar a desenvolver planos de Tratamento e avaliar candidatos a emprego durante o processo de seleção. Só que, depois do ADA (Americans with Disabilities Act -Lei dos Americanos com Deficiências), o uso do MMPI foi considerado “ato médico”e portanto proibido de ser usado como avaliação de candidatos, embora ainda possa ser usado para empregos que se relacionem com segurança pública, tipo policiais. Infelizmente, até nesse caso, citado teste tem sido usado cada vez menos, com resultados, a meu ver, desastrosos.

Para o caso de empresas, o MMPI (em qualquer de suas formas), foi substituido pelo Myers–Briggs Type Indicator (MBTI) - Tipos de Personalidade de Myers-Brigg), que é um auto relato montado para mostrar as preferências psicologicas de como as pessoas percebem o mundo e tomam decisões.. Baseia-se na teoria tipologica proposta por Carl Jung, que postula que há 4 funções psicologicas através das quais, nós humanos, experienciamos o mundo: sensação, intuição, emoções e pensamento, e, uma dessas funções é dominante, para determinada pessoa, a maior parte do tempo. Foi desenvolvido para pessoas sem disturbios psicologicos e/ou psiquiatricos (em minha opinião, um ser tão mítico quanto um unicórnio), e enfatiza o valor de diferenças normais entre indivíduos. A hipótese de base de tal teste é que todos nós temos preferências específicas na maneira como construimos nossas experiências, e essas preferências são a base de nossos interesses, necessidades, valores e motivação. Pessoalmente, adoro os livros de Jung. Profissionalmente, seu valor em têrmos de ciência, vai de escasso a nulo.

Embora extremamente popular no setor empresarial, o MBTI exibe deficiências psicométricas significativas, prinipalmente falta de validade, já que não mede o que é seu propósito medir e baixa confiabilidade, pois dá resultados diferentes para a mesma pessoa em diferentes ocasiões. E isso constatei pessoalmente, já que adoro fazer um teste e várias versões do mesmo estão fácilmente disponiveis na internet (tem uma divertidissima na bibliografia). Mas, obviamente, isso não tem a menor importância para os gênios do RH, fora que é muito mais divertido saber que você é COMANDANTE (ENTJ): Ousado, criativo, lider, sempre acha um jeito e se não achar cria, do que ter pontuação alta na escala de psicopatia e narcisismo.

E agora está me dando uma vontade danada de dar exemplos de gente que vemos todos os dias nas manchetes, mas como tenho como princípio jamais fazer diagnósticos públicos, que acho de uma falta de ética brutal, vou encerrar o post aqui e guardar minhas opiniões para discussões entre seletos amigos.

BIBLIOGRAFIA
Arbisi, P. A., Sellbom, M., & Ben-Porath, Y. S. (2008). Empirical correlates of the MMPI-2 Restructured Clinical (RC) Scales in psychiatric inpatients. Journal of Personality Assessment, 90

Boyle, G J (1995). "Myers-Briggs Type Indicator (MBTI): Some psychometric limitations". Australian Psychologist. 30

Butcher, J. N., Dahlstrom, W. G., Graham, J. R., Tellegen, A, & Kaemmer, B. (1989).The Minnesota Multiphasic Personality Inventory-2 (MMPI-2): Manual for administration and scoring. Minneapolis, MN:University of Minnesota Press.

Camara, W. J., Nathan, J. S., & Puente, A. E. (2000). "Psychological test usage: Implications in professional psychology" (PDF).Professional Psychology: Research and Practice. 31 (2)

Forbey, J. D., & Ben-Porath, Y. S. (2007). A comparison of the MMPI-2 Restructured Clinical (RC) and Clinical Scales in a substance abuse treatment sample. Psychological Services

Hogan, Robert (2007). Personality and the fate of organizations. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates

Lilienfield SO, Lohr JM, Lynn SJ (eds) Science and Pseudoscience in Clinical Psychology (2014),

MBTI TEST Clique aqui

PERSONALITY TEST AS A HIRING TOOL  Clique Aqui

PSYCHOLOGICAL TESTING AND THE SELECTION OF POLICE OFFICERS Clique Aqui


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