Google+ Badge

terça-feira, 4 de agosto de 2015

AS PIORES COISAS PARA SUA SAÚDE MENTAL: SÓ 12

Usualmente, problemas como depressão, nos acontecem devido a fatores totalmente fora de nosso controle, tipo a morte de um ente querido, perda de empregos, problemas financeiros, e por aí vai. Mas é impressionante como pequenas escolhas que fazemos todo santo dia, alteram nosso humor muito mais do que se imagina. Nossos hábitos na mídia social, nossa rotina de exercícios (ou falta dela), e até mesmo a maneira como andamos pode sugar a felicidade da nossa vida, sem que se saiba e sem que se perceba. Por sorte (digo isso por falta de palavra melhor, posto que sorte nada tem a ver com isso), tais comportamentos podem ser modificados, aliás como todo e qualquer comportamento possível.

Então, vamos à luta, veja como está sabotando seu bom humor e o que pode fazer para modificar a coisa.

VOCÊ ANDA TODO MOLENGÃO E LARGADO

Como nos sentimos pode afetar a maneira como caminhamos, mas o inverso também é verdadeiro (estudo publicado no Jornal de Terapia Comportamental e Psiquiatria Experimental). Os pesquisadores descobriram que quando os participantes andavam com os ombros caídos, curvados, e com movimentos mínimos dos braços, eles experimentaram estados de espírito piores do que aqueles que tinham mais vitalidade em seus passos. Além do mais, os participantes que caminharam no estilo largadão, iam lembrando mais coisas negativas do que positivas, durante a andada.
O QUE FAZER?
Aquilo que sua mãe e avós com toda certeza lhe ensinaram: empina o queixo, endireita os ombros, encolhe a barriga. Minha mãe, sempre à frente de seu tempo, ainda me treinava, 15 minutos por dia, a andar com um livrão enorme na cabeça, que no caso era o dicionário de latim dela.

VOCÊ FOTOGRAFA TUDO
Está na hora de reaprender a olhar e ver. Estudo publicado no Psychological Science, no qual os pesquisadores carregaram um bando de gente para um museu, com a tarefa específica de, observar alguns objetos e fotografar outros. Pois o interessante foi que as pessoas tiveram a maior dificuldade em lembrar os objetos fotografados, enquanto lembravam-se perfeitamente dos que tinham observado. Isso porque a lente da máquina, funciona feito um véu na frente de nossos olhos, véu esse que nem percebemos que está lá.
O QUE FAZER?
Concentre-se em seus objetos quando tirar fotos, ou, melhor ainda, divirta-se. Absorva a beleza, participe da ação. Estas são as coisas que o farão mais forte mentalmente, dizem os pesquisadores.

VOCÊ ESTÁ PERMITINDO QUE UM CHATO/BULLY/CRETINO/TIRANO/PROVOCADOR/IMPERTINENTE/SEM NOÇÃO/METIDO ..............(preencha os espaços) ATRAPALHE SUA VIDA.
Bullying não termina quando se sai da escola. Cerca de 54 milhões, ou 35% dos trabalhadores norte-americanos, foram ou são alvo de algum imbecil metido a valentão em algum momento de suas carreiras, de acordo com o Workplace Bullying Institute. Mais de 70% das pessoas já viram um desses no local de trabalho. O ser atacado maliciosamente mina nossa autoestima, e se o for de forma contínua, pode ter efeitos devastadores em nossa saúde mental.
O QUE FAZER?
O Workplace Bullying Institute (Instituto do Bullying na Empresa), recomenda que, em primeiro lugar, se vá a uma consulta com nosso médico para discutir nossa saúde física e mental. Então, depois de ter cuidadosamente documentado o maior número de interações possíveis, seguir o plano de ação de três etapas da organização. Coloquei o link no final.

VOCÊ é DO TIPO BATATÃO NA POLTRONA E ACHA QUE EXERCÍCIO É NOME FEIO
Considere o seguinte: Se você se tornar mais ativo, três vezes por semana, o risco de ficar deprimido diminui em 19%, de acordo com um estudo publicado no JAMA Psychiatry. Depois de seguir mais de 11.000 pessoas nascidas em 1958 até a idade de 50 anos, e registrar seus sintomas depressivos e níveis de atividade física em intervalos regulares, os pesquisadores do University College de Londres descobriram uma correlação entre atividade física e depressão. Pessoas que estavam deprimidas tinham menos probabilidade de ser ativas, enquanto que aquelas que eram ativas tinham menos propensão a ficarem deprimidas. Na verdade, para cada vez que eles estavam ativos, o risco de depressão diminuía em 6%.
O QUE FAZER?
Mexa-se, mexa-se, mexa-se, é gostoso prá chuchu, como cantava o baixinho narigudo, ou como disse Jesus Cristo a Lázaro, levanta-te e anda. Não precisa ser coisa exagerada, só ir a pé para a padaria ao invés de usar o carro, ir pelas escadas, ao invés do elevador, levantar da cadeira em frente ao computador a cada hora e sacudir o traseiro por um minuto, coisas simples assim ajudam a manter sua mente alerta.

VOCÊ PROCASTINA
Pense em uma tarefa que está adiando. Se a razão é porque é chata ou você simplesmente não se sentir bem fazendo, aí não tem jeito. Mas, se você está evitando a tarefa porque a mesma o torna ansioso ou porque você tem medo de falhar, então procrastinar só torna a tarefa muito mais estressante.
O QUE FAZER?
Antes de pegar o touro pelos chifres, faça algo que diminua o stress, tipo caminhar no parque, assistir uma comédia, ouvir uma boa música, de formas a inserir prazer no lugar do stress.

VOCÊ ESTÁ NUM RELACIONAMENTO TÓXICO
Há muita gente nesse mundo sofrendo com ansiedade e depressão, sem perceber que estas são causadas pela relação tóxica que estão metidos, coisa que destrói completamente a autoestima pois o parceiro tóxico é muito bom em fazer o outro acreditar que eles /ela são incompetentes, ou estúpidos, ou egoístas, qualquer coisa que os faça sentir muito mal. Infelizmente, na maior parte dos casos, as pessoas levam um tempo enorme para perceber o problema, isto é, se e quando o percebem.
O QUE FAZER?
Nesse caso, há necessidade de ajuda profissional, pois não há jeito de restruturar uma vida, lendo um livro, correndo no parque ou sendo otimista. Mas sempre se pode começar aprendendo sobre os sinais de relações tóxicas, não guardando segredo, mas contando a família e amigos, de formas a ter excelente apoio de base. Um dos primeiros atos do agente tóxico numa relação, é isolar o outro.

VOCÊ LEVA A VIDA POR DEMAIS A SÉRIO
Quando você tropeça na calçada, ao invés de primeiro xingar o prefeito de São Paulo por deixar Moema esburacada e logo em seguida rir de sua ligeira tendência de tropeçar na própria sombra, você se cobre de vergonha, então está na hora de achar maneiras de rir mais. Há toneladas de artigos demonstrando os benefícios do riso na saúde, incluindo a mental. Rir é a mais rápida das medicações para ansiedade e depressão.
O QUE FAZER?
Procura a graça em todos os dias. Troque os filmes de arte iranianos por comédias. Use seu tempo com amigos que o fazem rir, com crianças e com cachorros. É impressionante como esses dois últimos iluminam o dia.

VOCÊ NÃO DORME O SUFICIENTE
O sono afeta tudo, incluindo nossas capacidades mentais e emocionais, além de ser a maneira pela qual nosso corpo se regenera. Sem ele, o sistema todo encrenca.
O QUE FAZER?
Tenta descobrir porque você não está dormindo, faça de seu quarto um ambiente de descanso, pare de tomar café pelo menos 6 horas antes de ir dormir, evite bebidas alcoólicas à noite. Se nada disso funcionar, há necessidade de procurar um profissional da área.

VOCÊ NUNCA ESTÁ SÓ
Entre filhos, trabalho, casamento e outras atividades, você não consegue encontrar um momento para ficar sozinho (se trancar no banheiro não conta). É importantíssimo encontrar tempo para si mesmo, seja lá 10 minutos, uma hora, ou um dia. Sem tempo para fazer coisas para nós mesmos, abrimos caminho para que a depressão e ansiedade se instalem.
O QUE FAZER?
Agende uma consulta com você mesmo/a.Compareça.

NA REALIDADE, VOCÊ NÃO CONVERSA COM NINGUÉM
Se seu meio de comunicação com seus amigos é o texting, Facebook, ou qualquer outra mídia social, então você não está tendo contatos que mereçam este nome. O Facebook é interessante, mas não dá para ter uma conversa “real”, daquelas que você entende o outro, vê, cheira, sente. Na realidade todos esses meios eletrônicos diminuem nossas experiências e emoções, além de atrapalharem nossa atenção, na exigência da gratificação imediata, na expectativa de que, apertando um botão, teremos uma conexão já. Também acabamos por desaprender a ter conexões cara a cara, apenas virtuais, o que altera tanto nossa capacidade quanto interesse em estar no mesmo lugar com alguém e com este alguém conversar olho no olho. Não me entendam mal, sou grande usuária do Face e do Skype, tendo família e amigos espalhados mundo afora, mas nada, nada chega nem perto do expresso tomado junto, do descobrir um lugar novo porque sua amiga carregou você para lá, do sentar na praia do Forte, bebendo água de coco e falando besteira, do ter dor de barriga de tanto rir de sua sobrinha que fez todos os alarmes do aeroporto soarem devido às suas sandálias terroristas, ou de ter um ombro, de verdade, para chorar em cima. E, recentemente, do prazer de trocar histórias de como e onde perdemos o celular naquela semana, com nova amiga. Prazeres da vida.
O QUE FAZER?
A fim e a cabo, não vai ter importância nenhuma quantos seguidores se tem, mas amigos sim, então se assegure de ter um encontro com familiares, amigos, vizinhos, companheiros, pelo menos uma vez por semana.

VOCÊ NÃO VIVE SEM O CELULAR
Quando foi a última vez que esteve totalmente sem qualquer coisinha eletrônica? Não lembra? Mau sinal. Todos esses aparelhinhos tendem a nos hiperestimular e, se estamos todo o tempo conectados, nunca estamos realmente descansando e assim não regeneramos nossos corpos e mentes, o que, eventualmente pode se manifestar como depressão ou ansiedade.
O QUE FAZER?
Crie um “domingo “eletrônico, no qual vai ficar longe de tudo que é eletrônico, nem que seja só por meio dia, uma vez por semana.

VOCÊ FAZ VÁRIAS COISAS AO MESMO TEMPO, O FAMOSO MULTITASK
Somos todos culpados de multitasquear: engolimos o almoço na mesa de trabalho, olhamos o Facebook enquanto assistimos TV, e textamos praticamente constantemente. A pesquisa mostra que, embora muitas pessoas acreditem que estão sendo mais produtivas multitaskeando, isso não é realmente o caso. Fazer várias coisas ao mesmo tempo apenas nos deixa estressados, alheios ao meio, e incapazes de nos comunicarmos de forma eficaz. (OK, dei uma de Shakespeare avacalhado e inventei pelo menos 2 palavras novas, mas não acho que multitarefar exista na língua portuguesa, como também desconheço a tradução correta de “texting’. Perdão Camões).
O QUE FAZER?
Simples: larga o celular, desliga a TV e presta atenção no que está fazendo e o que acontece a seu redor. O permitir que seu cérebro processe tudo o que está lhe acontecendo em tempo real (e não retransmitir a seus seguidores na mídia social), pode ser a melhor coisa a fazer por sua saúde mental.

Este artigo apareceu em inúmeras variações. Abaixo, algumas que li.

Sonky Fitness http://www.sonkifitness.com/articles/12-worst-habits-for-your-mental-health/

The Happiness Institute http://www.thehappinessinstitute.com/blog/article.aspx?c=3&a=4016

TIME http://time.com/3554741/bad-habits-mental-health/

USHEALTH http://urshealth.com/health-problems/12-worst-habits-for-your-mental-health/

Livro que merece ser lido: Terrorismo emocional: Quebrando as correntes de um relacionamento tóxico (Emotional Terrorism: Breaking the Chains of a Toxic Relationship) de Erin K. Leonard, PhD. (Tradução minha pois não achei a tradução em português).

Workplace Bullying Institute-Plano de Ação http://www.workplacebullying.org/individuals/solutions/wbi-action-plan/


0 comentários:

Postar um comentário