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domingo, 7 de dezembro de 2014

O ANIMAL SOCIAL

Nesse “TED talk”, o colunista David Brook traz novas percepções sobre a natureza humana, a partir das ciências cognitivas, como se fosse um novo Renascimento a partir das descobertas das neurociências. Alguma dúvida do porquê fui obrigada a traduzir? Cheio de humor, mostra como podemos nos entender como indivíduos fazendo escolhas baseadas em nossa própria percepção consciente. Como de costume, meus palpites, que são mínimos, posto que estava tão emocionada que esqueci de fazer gracinha, estão entre parênteses,e o link para a palestra origina, no final.

Quando consegui meu atual emprego, recebi um bom conselho, que foi o de entrevistar 3 políticos todos os dias. E a partir desse contato com políticos, posso dizer a vocês que eles são malucos emocionais de um jeito ou de outro. Eles têm o que chamo de demência da logorréia, que é falarem tanto que se deixam loucos. Mas, na realidade, o que eles têm são habilidades sociais incríveis.Quando você os encontra, eles se focam em você, eles olham nos seus olhos, eles invadem seu espaço pessoal, eles massageiam a sua nuca. Jantei com um senador republicano muitos meses atrás, e ele manteve sua mão na minha coxa durante toda a refeição, inclusive apertando-a, de tempos em tempos. Certa vez – anos atrás – vi Ted Kennedy e Dan Quayle se encontrando no foro do Senado. Eles eram amigos, se abraçaram, riram, e seus rostos estavam quase colados. E se mexiam e se tocavam e mexiam seus braços para cima e para baixo. E eu pensando: "Arrumem um quarto. Eu não quero ver isso." Mas eles tinham essas habilidades sociais.

Outro caso: no último ciclo eleitoral, segui Mitt Romney em New Hampshire. Ele estava fazendo campanha com seus 5 filhos perfeitos: Bip, Chip, Zip, Lip e Dip (Isso não é piada, embora pareça. Os nomes são esses mesmos). Estava indo a um jantar, e no início do mesmo, apresentava-se a uma família e dizia: "De qual vila de New Hampshire vocês são?" E então ele descrevia a casa que ele tinha em sua vila. E depois passeou pela sala, e em seguida, enquanto saia do jantar, citou os nomes de quase todo mundo que encontrou. Isso é que é habilidade social!

Mas o paradoxo é quando escorregam para o “jeitão político” de tomada de decisão, a consciência social desaparece e eles começam a falar como contadores. Assim, ao longo de minha carreira, cobri uma série de falhas. Enviamos economistas para a União Soviética com planos de privatização quando ruiu, e o que realmente lhes faltava era confiança social. Invadimos o Iraque com militares alheios à realidade cultural e psicológica. Tivemos um regime de regulação financeira com base nas premissas de que os comerciantes eram criaturas racionais que não fariam nenhuma estupidez. Por 30 anos, estive cobrindo a reforma escolar e nós basicamente reorganizamos as caixas burocráticas – alvarás, recibos de escolas particulares – e tivemos resultados decepcionantes ano após ano. O fato é que as pessoas aprendem de pessoas que amam. E se você não estiver falando da relação individual entre um professor e um aluno, você não está falando sobre essa realidade, mas essa realidade é apagada do nosso processo de decisão política.
Isso tudo levanta a questão: POR QUE AS PESSOAS MAIS SINTONIZADAS SOCIALMENTE, SE TORNAM COMPLETAMENTE DESUMANIZADAS QUANDO PENSAM SOBRE POLÍTICA?
Concluí que este é um sintoma de um problema maior.
Durante séculos, herdamos uma visão da natureza humana baseada na noção de que somos seres divididos, que a razão está separada das emoções e que a sociedade progride na medida em que a razão pode suprimir as paixões. E isso levou a uma visão da natureza humana de que somos indivíduos racionais que respondem de maneiras objetivas a incentivos. E isso levou a formas de ver o mundo onde as pessoas tentam usar os pressupostos da física para medir como é o comportamento humano. E isso produziu uma grande amputação, uma visão superficial da natureza humana. (Em medicina, isto se traduziu no absurdo conceito de “doenças físicas” e “doenças mentais”, como se nosso cérebro não fosse parte de nosso corpo, e até hoje, o mito permanece, com as consequências desastrosas do estigma a respeito.)
Nós somos realmente bons em falar sobre coisas materiais, mas somos muito ruins em falar sobre emoções. Somos realmente bons em falar sobre habilidades e segurança e saúde, somos muito ruins em falar sobre caráter. Alasdair MacIntyre, o famoso filósofo, disse: "Temos os conceitos da antiga moral da virtude, honra, bondade, mas não temos mais um sistema pelo qual conectá-los." E isso levou a um caminho superficial na política, mas também em toda uma gama de atividades humanas.
Isto pode ser visto no modo como criamos nossas crianças. Você vai a uma escola fundamental às três da tarde e você vê as crianças saírem, e elas estão usando essas mochilas de 40 quilos. Se o vento sopra nelas são feito besouros grudados no chão. Você vê esses carros em que elas passeiam –geralmente são Saabs, Audis e Volvos, porque em certas vizinhanças é socialmente aceitável ter um carro de luxo, contanto que seja de um país hostil à política externa dos EUA – tudo bem. Elas são apanhadas por essas criaturas que eu chamo de super-mães, que são mulheres de carreiras muito bem sucedidas que têm folga para se certificar de que todos os filhos vão entrar em Harvard. E você geralmente pode descrever as super-mães, porque elas pesam menos do que seus próprios filhos. Então, no momento da concepção, elas fazem pequenos exercícios no bumbum. Os bebês descansam, elas mostram fichas didáticas em mandarim para que aprendam desde cedo. Ao conduzi-los para casa, e porque elas querem que eles sejam iluminados, os levam para a companhia de sorvetes Ben & Jerry's com a sua própria política externa. Em um de meus livros, brinco que Ben & Jerry's deveria fazer um creme dental pacifista – não mata os germes, apenas pede que saiam. Seria uma grande venda. E vão para a Whole Foods para conseguir sua fórmula de bebê. E Whole Foods é um desses supermercados progressistas onde todos os caixas parecem que são emprestados pela Anistia Internacional. Elas compram esses lanches à base de algas chamados de Veggie Booty com couve, que é para as crianças voltarem para casa e dizer: "Mamãe, mamãe, eu quero um lanche que ajude a prevenir câncer de cólon".
E assim as crianças são criadas de uma determinada maneira, pulando nos avanços das coisas que podemos medir – cursinho de vestibular, prática de oboé, futebol. Elas entram em faculdades competitivas, conseguem bons empregos, e às vezes se tornam um sucesso de uma maneira superficial, e fazem toneladas de dinheiro. E podem ser vistas em locais de férias como Jackson Hole ou Aspen. E se tornam elegantes e finas – elas realmente não têm coxas; só têm um rebento elegante em cima do outro, e conseguiram o milagre genético ao se casar com pessoas bonitas, assim suas avós se parecem com Gertrude Stein, suas filhas se parecem com Halle Berry – eu não sei como elas fizeram isso. Chegam lá e percebem que agora está na moda agora ter cães com um terço da altura de seu teto. Então têm estes cães peludos de 80 quilos – parecem velociraptors, todos com nomes de personagens de Jane Austen.
E quando ficam velhos, sem terem realmente desenvolvido uma filosofia de vida, decidem: "Fui bem sucedida em tudo, então não vou morrer." E por isso contratam personal trainers, engolem Cialis Irmão gêmeo do Viagra) como balas de menta. Você os vê nas montanhas lá em cima. Estão esquiando com essas expressões sombrias que fazem o Dick Cheney parecer com o Jerry Lewis. E quando passam por você, é como ser ultrapassado por um trem de ferro subindo a montanha.
Isto é parte do que a vida é, mas não é tudo o que é a vida. Ao longo dos últimos anos, acho que recebemos uma visão mais profunda da natureza humana e uma visão mais profunda de quem somos. E isso não é baseado em teologia ou filosofia, é no estudo da mente, em todas as esferas de pesquisa, das neurociências para os cientistas cognitivos, economistas comportamentais, psicólogos, sociólogos, estamos desenvolvendo uma revolução na consciência. E quando você sintetiza tudo isso, isso nos dá uma nova visão da natureza humana. E longe de ser uma visão friamente materialista da natureza, é um novo humanismo, é um novo encantamento. E acho que quando você sintetiza esta pesquisa, você começa com três ideias-chave.
A primeira ideia é que, enquanto a mente consciente escreve a autobiografia da nossa espécie, a mente inconsciente faz a maior parte do trabalho. E um jeito de formular isso é que a mente humana pode absorver milhões de pedaços de informação por minuto, dos quais pode estar consciente de cerca de 40%, o que leva a esquisitices. Uma das minhas favoritas é que pessoas chamadas de Dennis são desproporcionalmente propensas a se tornar dentistas, pessoas chamadas de Lawrence se tornam advogados, porque inconscientemente gravitamos em torno de coisas que parecem familiares, e é por isso que eu chamei minha filha de Presidente dos Estados Unidos Brooks. Outra constatação é que o inconsciente, longe de ser simplório e sexualizado, é na verdade muito inteligente. Uma das coisas mais cognitivamente exigentes que fazemos é comprar móveis. É realmente difícil imaginar um sofá, como ele vai ficar em sua casa. E a maneira que você deve fazer isso é estudar os móveis, dexá-los marinar na sua mente, distrair-se, e alguns dias mais tarde, seguir o seu instinto, porque você decifrou tudo inconscientemente. (E isso me reporta à tortura de, quando criança, ser arrastada pela minha mãe, em suas compras de sapatos pela rua Augusta. Era batata, ela se apaixonava pelo primeiro, lá naquela loja pertinho da Paulista, mas tinha que descer a rua toda e subir de volta até entrar na primeira loja que tínhamos visto. Muitas vezes perguntei porque não entrava, comprava e evitava o transtorno todo, coisa que era respondida sempre por “e se eu gostar mais de outro?”, sendo que a lógica de não ver outro porque já tinham comprado o que queria, absolutamente não era computada.)
A segunda ideia é que as emoções estão no centro de nosso pensamento. As pessoas com derrames e lesões na regões cerebrais de processamento de emoções não são super inteligentes, eles são às vezes completamente desamparadas. E o gigante nesse campo, Antônio Damásio, nos mostrou que as emoções não estão separadas da razão, mas são a base da mesma, pois nos dizem o que valorizar. Assim, LER E EDUCAR SUAS EMOÇÕES É UMA DAS ATIVIDADES CENTRAIS DA SABEDORIA.
Agora, eu sou um cara de meia-idade, e não estou exatamente confortável com as emoções. Uma das minhas histórias de cérebro favoritas descrevia esses caras de meia-idade. Eles eram colocados em máquina de escaneamento cerebral e tinham que assistir a um filme de terror, e depois tinham de descrever seus sentimentos em relação às suas esposas. Os escaneamentos cerebrais eram idênticos em ambas as atividades. Era apenas puro terror. Então para mim, falar de emoções é como para Gandhi falar sobre gula, mas isso é o processo de organização central da forma que nós pensamos. Isso nos diz o que ponderar. O CÉREBRO É O REGISTRO DOS SENTIMENTOS DE UMA VIDA.
E a terceira ideia é que nós não somos primariamente indivíduos auto-contidos. SOMOS ANIMAIS SOCIAIS, NÃO ANIMAIS RACIONAIS. Emergimos de relacionamentos, e somos profundamente interpenetrados, um com o outro. Assim, quando vemos outra pessoa, nós reconstituímos em nossas mentes o que vemos em suas mentes. Quando assistimos a uma perseguição de carros num filme, é quase como se estivéssemos sutilmente numa perseguição de carros. Quando assistimos a pornografia,é um pouco como fazer sexo, embora provavelmente não seja tão bom. E vemos isso quando amantes passeiam pela rua, quando uma multidão no Egito ou na Tunísia é envolvida num contágio emocional, a interpenetração é profunda. E essa revolução de quem somos nos dá uma forma diferente de ver a política, mais importante, de ver o capital humano.
Somos filhos do Iluminismo francês. Acreditamos que a razão é a mais elevada das faculdades.Mas eu acho que esta pesquisa mostra que o Iluminismo britânico, ou o Iluminismo escocês, com David Hume, Adam Smith, realmente tinha um melhor controle sobre quem somos – que a razão é muitas vezes fraca, nossos sentimentos são fortes, e os nossos sentimentos muitas vezes são confiáveis. E esse trabalho corrige as distorções na nossa cultura, essas distorções humanizadoras profundas. Isso nos dá um sentido mais profundo do que realmente importa para nós prosperarmos nessa vida. Quando pensamos sobre o capital humano pensamos sobre as coisas que podemos medir facilmente – coisas como notas, vestibular, graduações, o número de anos de escolaridade. O que realmente importa para fazer o bem, para levar uma vida significativa são coisas que são profundas, coisas que não temos palavras para descrever. Então deixem-me listar apenas algumas delas para tentar entender.
O primeiro dom, ou talento, é a visão mental – a habilidade de entrar na mente de outras pessoas e aprender o que elas têm a oferecer. Os bebês vêm com essa habilidade. Meltzoff, da Universidade de Washington, inclinou-se sobre um bebê que tinha 43 minutos de vida, e mostrou a língua para o bebê, o qual mostrou a sua, de volta. Os bebês nascem para interpenetrar a mente da mãe e para baixar no próprio computador cerebral, o que lá eles encontram: seus modelos de como compreender a realidade. Nos Estados Unidos, 55% dos bebês têm profundas conversas de duas vias com a mãe e aprendem os modelos de como se relacionar com outras pessoas. E aquelas pessoas que têm modelos de como se relacionar têm um enorme avanço na vida. Cientistas da Universidade de Minnesota fizeram um estudo em que puderam prever com 77% de precisão, na idade de 18 meses, quem ia se formar no ensino médio, com base em quem tinha um bom vínculo com a mãe. 20% das crianças não têm essas relações. Eles são o que chamamos de vinculados com evasão. Eles têm dificuldades para se relacionar com outras pessoas. Eles passam a vida como veleiros ao sabor do vento – querendo ficar perto das pessoas, mas sem realmente ter os modelos de como fazer isso. Por isso essa é uma habilidade de como sugar conhecimento, um do outro. (E agora nos reportamos ao conceito de Winniccott, de “Mãe suficientemente boa”).
Uma segunda habilidade é equilibrar a postura. A habilidade de ter a serenidade de ler as distorções e falhas em sua própria mente. Então por exemplo, somos máquinas com excesso de confiança. 95% de nossos professores relatam que estão acima da média dos professores. 96% dos estudantes universitários dizem ter habilidades sociais acima da média. A revista Time perguntou aos americanos: "Você está em 1% dos mais assalariados?" 19% dos americanos estão em 1% dos mais assalariados. Esta, por sinal, é uma característica ligada ao sexo.. Os homens se afogam duas vezes mais do que as mulheres, porque os homens acham que podem atravessar o lago a nado. Mas algumas pessoas têm a habilidade e consciência de seus próprios preconceitos, do seu próprio excesso de confiança. Elas têm a modéstia epistemológica. Elas têm a mente aberta em face da ambigüidade. Elas são capazes de ajustar a força das conclusões para a força de suas evidências. Elas são curiosas. E esses traços geralmente são independentes e não correlacionados com QI.
A terceira habilidade é o 'medes', o que chamaríamos de esperteza da vida – é uma palavra grega. É uma sensibilidade para o ambiente físico, a habilidade de perceber padrões em um ambiente – extrair uma essência. Um dos meus colegas do Times fez uma grande história sobre soldados no Iraque que podiam olhar uma rua e de alguma maneira detectar se havia explosivos ou minas ali. Eles não podiam dizer como faziam isso, mas podiam sentir frio, sentiam uma friagem, e estavam mais certos do que errados. A terceira é o que podemos chamar de simpatia, a habilidade de trabalhar dentro de grupos. E isso é tremendamente prático, pois grupos são mais espertos do que os indivíduos – e os grupos face-a-face são muito mais espertos que os grupos que se comunicam eletronicamente, pois 90% de nossa comunicação é não-verbal. E a eficácia de um grupo não é determinada pelo QI do grupo, é determinada pela maneira como eles se comunicam, quantas vezes se revezam na conversa.
Então você poderia falar de um traço como mistura. Qualquer criança pode dizer: "Eu sou um tigre" e fingir ser um tigre. Parece tão elementar. Mas na verdade é fenomenalmente complicado ter um conceito de "eu" e um conceito de "tigre" e misturá-los juntos. Mas esta é a fonte da inovação. O que Picasso fez, por exemplo, foi tomar o conceito da arte ocidental e o conceito das máscaras africanas e misturá-los – não só a geometria, mas os sistemas morais inerentes a eles. E essas são as habilidades, novamente, que não podemos contar e medir.
A última coisa é algo que pode-se chamar de limerência. E isso não é uma habilidade, é um impulso e uma motivação. A mente consciente tem fome de sucesso e prestígio. A mente inconsciente tem fome daqueles momentos de transcendência, quando a linha do crânio desaparece e nós estamos perdidos em um desafio ou uma tarefa – quando um artesão se sente perdido em seu ofício, quando um naturalista se sente em harmonia com a natureza, quando um crente se sente em harmonia com o amor de Deus. É disso que a mente inconsciente tem fome. E muitos de nós sentimos o amor quando amantes se sentem fundidos.
Uma das mais belas descrições que vi ao longo dessa pesquisa de como as mentes se interpenetram, foi escrito por um grande teórico e cientista chamado Douglas Hofstadter da Universidade de Indiana.Ele era casado com uma mulher chamada Carol, e eles tiveram um relacionamento maravilhoso. Quando seus filhos tinham cinco e dois anos, Carol teve um derrame e um tumor cerebral e morreu de repente. E Hofstadter escreveu um livro chamado "I Am a Strange Loop". No decorrer do livro, ele descreve um momento – poucos meses após Carol morrer – quando se depara com o retrato dela sobre a lareira. "Eu olhei para o rosto dela, e olhei tão profundamente que senti que estava por trás de seus olhos. E de repente me vi dizendo, enquanto lágrimas escorriam: 'Esse sou eu. Esse sou eu.' E essas simples palavras trouxeram de volta muitos pensamentos que tive antes, sobre a fusão das nossas almas em uma entidade de nível superior, sobre o fato de que no cerne de nossas almas deixamos nossas esperanças e sonhos idênticos para nossos filhos, sobre a noção de que essas esperanças não eram esperanças separadas ou distintas, mas eram apenas uma única esperança, uma coisa bem clara que definiu a nós dois, nos soldando em uma unidade – o tipo de unidade que eu tinha vagamente imaginado antes de ter casado e ter filhos. Percebi que, apesar de Carol ter morrido, seu elemento central não morreu totalmente, mas estava vivendo com muita determinação no meu cérebro."
Os gregos dizem que sofremos em nosso caminho para a sabedoria. Através de seu sofrimento, Hofstadter compreendeu o quão profundamente somos interpenetrados. Através dos fracassos políticos dos últimos 30 anos, estamos reconhecendo, acho, o quão superficial foi nossa visão da natureza humana. Agora, enquanto enfrentamos essa superficialidade e as falhas que derivam de nossa incapacidade em alcançar a profundidade de quem somos, vem essa revolução na consciência – essas pessoas em vários campos explorando a profundidade de nossa natureza e indo em frente com este humanismo encantado e novo. E quando Freud descobriu o sentido do inconsciente, teve um efeito enorme sobre o clima da época. Agora estamos descobrindo uma visão mais precisa do inconsciente – de quem somos por dentro. E isso terá um efeito humanizante maravilhoso e profundo em nossa cultura.


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