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domingo, 8 de dezembro de 2013

CUIDADO COM AS NOTÍCIAS

Este fim de semana, por algum motivo, minha página no Facebook foi inundada com a seguinte notícia:

O HIV é um vírus inofensivo e não transmite a AIDS”, afirma ganhador do Nobel
Por: Redação em 04/12/2013 às 9:59
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O doutor Peter Duesberg é agora “persona non grata” para a indústria da AIDS, e tudo porque ele provou que o HIV não transmite a AIDS.
Professor de Biologia Molecular da Universidade da Califórnia, Peter Duesberg teve a coragem de desafiar a indústria da AIDS, que é formada pelos produtores de medicamentos alopatas, de preservativos e pela medicina mercantilista – que vive da doença; não vive da saúde.
Ele mantém 4 mil pacientes diagnosticados como portadores do HIV, ou seja, os chamados soropositivos, que não tomam remédio algum; são proibidos de tomar remédio.
Não são 4.
Não são 40.
Não são 400.
São 4.000 pacientes e em quase a metade dele o HIV desapareceu espontaneamente, o que levou o doutor Peter Duesberg a concluir que a AIDS decorre exatamente do remédio que se toma para combater o HIV.
Eu li o trabalho do doutor Peter Duesberg e confesso que cheguei ao orgasmo da satisfação pessoal, porque, ainda que me falte engenho e arte, eu sempre desconfiei da existência de um submundo por trás da AIDS – um negócio lucrativo, por certo.
Segundo o doutor Peter, o HIV ( Human Immunodeficiency Virus )”é um vírus passageiro e inofensivo, existente muito antes da epidemia de AIDS”.
De fato, o HIV foi identificado e isolado em 1938 pelos cientistas Robert Gallo e Lue Montagnier e a AIDS é uma “invenção” da década de 1980.
O professor Peter Duesberg concorda que o HIV pode ser transmitido no ato sexual, mas, em relação à AIDS, ele provou que se trata apenas do “marcador substituto” – ou seja, é a variável intimamente relacionada com outra, que é a verdadeira causa da doença.
E, agora, pasmem! O doutor Peter Duesberg disse que “o consumo de drogas ( remédios ) equivocadamente usada para combater o HIV, leva à AIDS”.
Não por coincidência, todos que morreram de AIDS estavam sob cuidados médicos.
E, agora, pasmem novamente com o que disse o doutor Peter:
-“O AZT e outras drogas usadas para combater o HIV estão, na verdade, provocando a doença (AIDS) em pessoas que seriam HIV positivas saudáveis”.
Ao ler o trabalho do doutor Peter Duesberg eu me lembrei da música do Chico Buarque de Holanda, “Fado Tropical”, que diz assim:
- Todos nós herdamos do sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo, além das sífilis, é claro.
Ou seja: o HIV pode estar presentes no sangue e isto não quer dizer que a pessoa está condenada. E como ensina o doutor Peter, não deve jamais tomar remédio para combater o HIV.
Portanto, se um dia eu for diagnosticado como soropositivo eu nem me preocupo. E se vierem me dar remédio para combater o HIV eu chamo o doutor Peter.
Ah! Ia esquecendo de dizer que o doutor Peter Duesberg tem o apoio de dois prêmios Nobel de Química e acaba de ser contratado pelo governo da África do Sul para coordenar o programa de combate à AIDS.
E por que a tese dele não se alastrou?
Porque a mídia capitalista também depende da indústria da AIDS, pois é de lá que vem as gordas verbas publicitárias.
Então, gente, vamos deixar de paranoia e procurem ler o trabalho do doutor Peter. Apesar de ele ter sido considerado “persona non grata” pela indústria da AIDS, não conseguiram ( ainda ) destruir o trabalho dele.

Por Ailton Vilanova

http://valeagoraweb.com.br/mundo/bomba-o-hiv-e-um-virus-inofensivo-e-nao-transmite-a-aids-afirma-ganhador-do-nobel/


Antes de qualquer comentário, vou colocar os seguintes fatos:

1-Peter Duesberg nunca ganhou o Prêmio Nobel. Foi eleito, em 1986, para a Academia Nacional de Ciência, por ter isolado, pela primeira vez, o gene do câncer, com seu trabalho com retrovirus na década de 70.
2-O vírus da HIV foi identificado por Robert Gallo e Lue Montagnier em 1986 e não 1938, até mesmo porque Gallo nasceu em 1937, e por mais gênio que seja, com certeza não estaria pequisando vírus com um ano de idade.
3-Peter Duesberg não tem, nem nunca teve pacientes, tomando remédios ou não, pois seu trabalho de pesquisa é puramente microcelular. É Professor de Bioquímica, Biofísica e Biologia Estrutural, e sua página é a seguinte: http://mcb.berkeley.edu/labs/duesberg/. O que ele fez foi SUGERIR um estudo para as Forças Armadas nos EUA, para que checassem todos os novos recrutas para ver qual tinha HIV. Aí, para metade deles seria dada medicação convencional, e para outra metade, não, observando o que acontecia em ambos os grupos. Tal estudo nunca foi feito dado as óbvias implicações ético/morais do mesmo, apesar de ser sabido que as forças armadas fizeram estudos absurdos nas décadas de 40 e 50, depois, por clamor popular, não sei se tomaram jeito, sei que agora seguem protocolos universais de ética em pesquisa.
4-Peter Duesberg nunca disse que são os remédios que causam AIDS, até mesmo porque, milhares morreram ANTES do advento de qualquer medicação. O que ele fez foi estudar gráficos do abuso de drogas ilícitas durante os anos 60 e 70, superimpôs citados gráficos a outros ilustrando o crescimento da epidemia de AIDS e encontrou correlação entre ambos, não exatamente a respeito do abuso das ditas drogas, mas a respeito da intensidade e do tipo de drogas usadas, principalmente entre homens homossexuais, descobrindo que, muitos dos homeosexuais que desenvolveram AIDS, tinham longa história de abuso de drogas, principalmente uma apelidada de “popper”, que é nitrito, droga usada para tratar doenças cardíacas, a qual, não só provoca “barato”, como também relaxa os musculos anais, coisa que facilitava o intercurso. Ora, o nitrito é carcinogênico potente, e daí o Duesberg relacionou e tentou explicar o por que, homossexuais masculinos desenvolviam o sarcoma de Kaposi, enquanto que outros grupos de risco como hemofílicos e heterosexuais drogadependentes raramente o tinham. Em 1986, após 2 anos de pequisas, achou que a teoria do HIV a respeito da AIDS estava errada, e escreveu um artigo sobre o assunto
5-Peter Duesberg nunca foi contratado pelo governo da Africa do Sul, ou por qualquer outro, foi citado pelo Presidente Thabo Mbeki, da Africa do Sul, quando este tentou negar o uso de ARV por pacientes aidéticos.
6-Existe, ao que se sabe, um único paciente , homossexual de 47 anos, que esteve soropositivo sem qualquer sintoma e sem usar medicação, por 23 anos.

Isto posto, vamos ao artigo. Não sei nada sobre o autor do mesmo, criatura que responde pelo nome de Ailton Vilanova. Googlei e tem tantas respostas que não sei dizer qual é a real sobre citada criatura, mas se for jornalista, tem pouca consideração por veracidade, muito menos por checar fatos. Sou a favor, tipo fãnzoca de pom pom pela liberdade de expressão, mas também acredito que a tal liberdade não é sinônimo de meias verdades e completas mentiras.
E considero o artigo acima, não só mentiroso, como beira a criminalidade. Me digam, quantas pessoas vão se dar ao trabalho de checar tudo? O problema da AIDS não só está muito, mas muito longe de ser resolvido, como, infelizmente, após um decréscimo no final dos anos 90, está de volta feito vingança. Não vou aqui discutir as causas microbiológicas da coisa, até mesmo porquê, em não sendo microbiologista, nem epidemiologista, não tenho o conhecimento. Mas sou médica, antenada nos desenvolvimentos da medicina no geral, e velha o suficiente para ter visto, de perto, a vivo e a cores, o horror que foi a coisa nos anos 80.
É muito fácil falar, sem muito conhecimento de causa, a respeito de teorias conspiratórias da Industria Farmacêutica, aliás, parece que virou bordão nos últimos anos. Não estou aqui dizendo que a citada indústria é composta por santos preocupados apenas com o bem estar da população. Seria tão idiota quanto acreditar nas teorias préviamente citadas. A indústria farmacêutica, como qualquer outra, vive do lucro. Ponto. Daí a achar que que inventou todas as doenças, é de um raciocinio tão primário que beira o retardamento. Dizer que “...E como ensina o doutor Peter, não deve jamais tomar remédio para combater o HIV. Portanto, se um dia eu for diagnosticado como soropositivo eu nem me preocupo. E se vierem me dar remédio para combater o HIV eu chamo o doutor Peter.”, é incitar o descaso. Ou o autor pensa que todos os que lêem o artigo são doutores, com uma boa dose de raciocínio crítico?
Todos nós temos pensamento mágico, e todos nós queremos acreditar que dá para resolver problemas de alguma maneira miraculosa, sem ter qualquer trabalho para prevenir e/ou tratar a coisa. Como boa “gordinha”que adora uma boa mesa, sonho com a pílula que, sem qualquer efeito colateral, me deixará comer o que me dá na telha, a qualquer hora, em qualquer quantidade, sem mexer com meu colesterol e/ ou açúcar. A diferença é que sei que é puro devaneio de minha parte, e que, se não me exercitar e cuidar da alimentação, vou virar dona Redonda, com todos os problemas relacionados.
Adoro uma teoria conspiratória, e por isso mesmo me divirto muitissimo lendo os livros do Pendergast, e até faço parte da página de admiradores do mesmo no FB. É chamado de fantasia. Faz bem pra vida, estimula a imaginação.
Escrever um artigo vazio, sem qualquer respeito por fatos, e espalhar na Internet, é outra coisa. Rezo para que ninguém que tenha o vírus, ao ler o artigo decida que tudo bem, então paro com tudo, porque aí a coisa vira assassinato.
Prezado Ailton Vilanova, não só lhe faltam “engenho e arte”como muito bem colocou em seu artigo. Falta-lhe honestidade e compreensão do que lê ou diz que lê.



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