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terça-feira, 26 de junho de 2012

Nós, esses atrapalhados II - FUNCIONAMENTO SOCIAL.


A função do conhecimento é a adaptação, isto é, sobrevivência. 

Darwin nos ensinou que sobrevivem aqueles indivíduos, animais ou plantas, que melhor se adaptam às condições do ambiente onde vivem.

É exatamente por esse motivo que vou falar hoje sobre o lado escuro da TDAH, como meta de prevenção.

Sabendo o que pode vir a acontecer, podemos aprender como evitar.

Um dos sintomas mais complicados do TDAH diz respeito ao FUNCIONAMENTO SOCIAL de seus portadores.

Pessoas com TDAH simplesmente não sacam os sinais sociais, não percebem a linguagem corporal e muitas vezes “invadem” espaços dos outros.

Costumam falar muito alto, interrompem a fala dos outros, agem de forma grosseira e vivem deixando escapar coisas sem pensar sobre elas.

Divagam todo o tempo e raramente conseguem completar um pensamento sem pular logo para o seguinte.

Não escutam e costumam ser considerados “insensíveis”.

Sintomas de TDAH, que se iniciam na infância, costumam piorar bastante na adolescência, e isso é uma complicação séria, pois o sentido intuitivo de como “navegar” dentro de uma cultura desenvolve-se entre os 12 e 17 anos de idade, sendo uma das principais tarefas dessa fase a ser apreendida.

Durante esse período, tornamo-nos conscientes de que, por si só, as palavras já não carregam todo o significado das interações. 

O real significado das palavras é frequentemente transmitido por sinais não verbais, como tom de voz e o olhar, e assim, aqueles que estão desatentos ou ocupados demais saltando de um estímulo a outro, acabam por não perceber esses sinais.

E, se o desenvolvimento dessa  compreensão intuitiva é perdido nessa fase, provávelmente estará perdido para sempre. 

Vai daí a importância de uma família atenta.

Atenta às necessidades e ao desenvolvimento de suas crianças para poder buscar ajuda, se e quando necessário.

A TDAH tem graus, como qualquer outra condição, e, para efeitos descritivos, usamos sempre o grau máximo do disturbio, que neste caso provávelmente necessitaria não só de terapia cognitiva para aprendizado de foco, como medicação.

Em casos mais leves, a familia pode ajudar a criança e o adolescente simplesmente mostrando, de forma não acusatória, as consequências da falta de foco e observação.

No próximo post, veremos a tendência a uso de drogas e acidentes, problemas sérios ligados à essa síndrome.

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