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quarta-feira, 6 de junho de 2012

COMO ASSIM?


Como foi que esta criatura, tão apaixonada por Freud, mais ortodoxa do que caixa de maizena, como diria o Analista de Bajé (outra paixão), veio parar no mundo das Terapias Cognitivas e da Psicologia Positiva? 

Pelo simples fato de que, como sabia Freud e como sabem todos os outros neurologistas depois dele, o cérebro é plástico e é o único órgão do corpo que se modifica com a experiência. 

Qualquer experiência.

E porque, a fim e a cabo, a busca é uma, o que diferencia são os métodos.

Mesma coisa que a eterna luta entre religião e ciência.

Em ambas, a busca é pela verdade.

Em religião, é revelada e portanto, imutável; em ciência é pesquisada, analizada, revista, e, por conseguinte, extremamente mutável.

E pronto, divaguei.

O que me proponho hoje, é colocar pontos de contato entre psicanálise, terapias cognitivas e psicologia positiva, e porque a primeira funcionou tão bem num determinado momento historico-social e as outras duas, contemporâneas, neste outro momento.

Psicoanálise: Método de análise e tratamento dos fenômenos psiquicos e disturbios emocionais. Uma teoria a respeito de personalidade, motivações  e comportamento humano

Criada por Sigmund Freud, baseia-se na livre associação, análise dos sonhos e experiências infantis.

Terapia Cognitivo-Comportamental: É uma forma de terapia psicossocial, orientada para a ação.

Seus pressupostos básicos são que, padrões de pensamento mal adaptados ou defeituosos causam comportamentos mal adaptativos e emoções “negativas”.

Comportamento mal adaptativo é definido como aquele que é contra produtivo ou interfere na vida do dia a dia.

O tratamento  concentra-se em mudar os pensamentos de um indivíduo (padrões cognitivos), a fim de mudar seu comportamento e estados emocionais.

Foi iniciada pelos psicólogos Aaron Beck e Albert Ellis na década de 60.

Psicologia Positiva: Ramo da psicologia que tem como meta melhorar o funcionamento mental dos humanos acima da saúde mental normal. Iniciado por Seligman e Csikszentmihalyi, por volta de 2000, é um campo que está se desenvolvendo muito rápidamente.

Os pesquisadores investigam o que nos torna felizes e como podemos aprender a levar uma vida plena e satisfatória.

Como campo de pesquisa, sua finalidade é entender e fomentar os fatores que permitem o desenvolvimento de indivíduos, comunidades e sociedades, adaptando-os para resolver problemas específicos do comportamento humano.

Como dizia no início, o objetivo é o mesmo, os métodos diferentes.

Psicanálise continua a fazer o maior sentido quanto estrutura de pensamento, mas, nesses nossos tempos modernos ou pós-modernos, como quer a nata de nossa "inteligentzia", não é mais possivel, quer por pressão econômica ou temporal, passar 6 horas por semana num divã.

Precisamos de melhora ou cura, e precisamos disso já.

E entendo perfeitamente esse imediatismo, em alguns casos não como simplesmente uma parada no desenvolvimento emocional, como quando se busca o prazer imediato pelas drogas, mas como necessidade básica de sobrevivência.

Por exemplo,Trantorno de Estresse Pós Traumatico, dos quais estamos lotados aqui nesta América, recebendo seus soldados de volta de guerras.
Esses soldados-crianças com a expectativa das flores de Paris após a segunda Guerra mundial, ou o acabar com tudo em 24 horas, como na Tempestade no Deserto (Desert Storm), munidos de total desconhecimento da cultura e estrutura do local. E as consequências estão sendo trágicas.
Nós, humanos, mudamos e mudamos muito.

A psicanálise foi desenvolvida na época Vitoriana, usualmente associada com restrição, tanto social, quanto sexual, com grande ênfase nos ideais de verdade, justiça, amor, fraternidade e ciência pura, o que se reflete totalmente nos escritos freudianos. 

Já as Terapias Cognitivo Comportamentais aparecem por volta de 1960, quando o cérebro estava deixando de ser a “caixa preta” da medicina e psicologia, e se definia a diferença entre ciência e tecnologia.

Ciência pergunta: Por que? (Freud e a psicanálise)

Tecnologia pergunta: Como? (Terapias Comportamentais)

E ambas se complementam, como deveríamos nos complementar, nós humanos, entre O QUE SOMOS, e que não muda nunca, que é nossa genetica, e QUEM SOMOS, que não para de mudar.
Abaixo, livros e filmes (no you tube) para vosso deleite.


 A Educação dos Sentidos Peter Gay

Além do Princípio do Prazer   Sigmund Freud

Freud: Uma vida para nosso tempo Peter Gay

O Analista de Bagé Youtube 

O Analista de Bagé   L.F. Verissimo

The Victorians-Art and Culture 

The Victorians-youtube 

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