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quinta-feira, 26 de abril de 2012

PORQUE PERMANECEMOS EM PÉSSIMOS RELACIONAMENTOS

WHY WE STAY IN BAD RELATIONSHIPS    



Quem não ficou, por mais tempo do que deveria, numa relação ruim ou daquelas que não dão em nada?
Todos nós fizemos isso, funcionamos contra nosso bom senso, quer admitamos ou não.

Muitos (homens e mulheres) permanecem em relacionamentos infames, mesmo quando seu descontentamento é tão enorme que preenche uma casa. Por que?

1-   FAMILIARIDADE

O conforto da disfuncionalidade versus O desconforto do que é desconhecido. 

Todos nós fazemos escolhas a respeito do quanto podemos tolerar e o quanto podemos ou não lidar com algo.

Algumas pessoas temem se meter num relacionamento pior ainda, e então se convencem que permanecer nesta situação é uma opção melhor do que ficar só ou entrar numa relação pior.

Usei essa racionalização lá pelos meus 20 anos, quando estava num relacionamento emocionalmente abusivo e não queria voltar pro Mercado dos solteiros, e também queria uma companhia que não fosse meu cachorro.

( De minha parte, embora gostasse demais do Vinícius, discordava profundamente daquela música dele que cantava: “É melhor se sofrer juntos do que ser feliz sozinho”. Nem morta.)

Assim, depois de me administrar um bom teste de realidade, percebi que um cão com problemas de beixiga, mas psicologicamente saudável, é preferível a um maluco, emocionalmente abusivo, todos os dias da semana.

2-   O INVESTIMENTO EM TEMPO E ENERGIA

Algumas vezes, as pessoas não largam uma relação que sabem deveriam terminar por causa de todo o tempo e energia que investiram na mesma.

É duro admitir que se gastou anos em algo que simplesmente acabou.

Fato é que, quanto mais se gruda numa coisa, mais difícil é largar.

3-   A  ARAPUCA QUE É SE ESFORÇAR MAIS

Claro, relacionamentos precisam ser trabalhados, mas não precisa ser uma luta continua.

Relacionamentos saudáveis são uma fonte de conforto, apoio e crescimento mútuos, que muitas vezes implicam num desafio para nos tornarmos melhores.

Todo e qualquer relacionamento têm acidentes de percurso, mas não tem que ser exatamente a rodovia da morte.

Se continuam tendo os mesmos problemas sem solução, as mesmas brigas, os mesmos ressentimentos e sentimentos feridos, já passaram um bom tempo em terapia de casal, e assim mesmo não chegaram a nenhum entendimento, está na hora de acabar com a coisa.

Se não puder resolver as questões que o levaram à terapia de casal, num período entre 6 e 18 meses, deveria reconsiderar sua escolha de permanecer na relação.

Vai que vocês não são compatíveis, ou cada um cresceu de formas diversas.

Ou então pode ser uma relação onde há abuso emocional, caso no qual a terapia de casal não funciona, porque o ente abusador vai usar o tratamento para culpar e controlar, ou simplesmente larga o mesmo quando confrontado/a com seu péssimo comportamento, e sai procurando por outro terapeuta como quem vai ao shopping, assim, olhando as vitrines.

Não confunda “trabalhar a relação” com entrincheirar-se no problema.

É melhor sair logo do que se atolar mais ainda.

4-   VERGONHA E FRACASSO 

É difícil admitir que um relacionamento tem que acabar.

 Muitos sentem isso como se tivessem falhado em algo e sentem vergonha da coisa.

A verdadeira falha e vergonha é gastar a vida em conflito, insatisfeito ou, pior ainda, sendo abusado.

Crescimento e mudanças ocorrem durante a vida.

Os parceiros que escolhemos, e que no momento que os escolhemos fez o maior sentido, seja porque ou éramos jovens demais e continuávamos a lidar com assuntos não resolvidos lá da infância, seja lá por qualquer outro motivo, param de fazer sentido quando, ou não evoluem, ou simplesmente não concordam com as alterações da vida.

NUNCA É TARDE DEMAIS PARA DEIXAR PRÁ TRÁS MISÉRIA E RESIGNAÇÃO, E ABRIR OS BRAÇOS PRA VIDA


terça-feira, 17 de abril de 2012

Tudo o que tinha que saber, aprendi no jardim da infância

ALL I REALLY NEED TO KNOW I LEARNED IN KINDERGARTEN

(Hoje é curtinho, mas na minha opinião o livro acima é uma das obras filosóficas mais simples e concretas que conheço. O autor, Robert Fulghum, está no topo de minha lista de gente que quero conhecer antes de partir para o nada, sob o ponto de vista ateista, um mundo melhor, sob o ponto de vista cristão ou preparação pra reencarnar, segundo os espíritas. De qualquer maneiras, subiu um ponto, após a morte prematura do Jobs. Aconselho os livros dele. Todos.)

              UM GUIA PARA LIDERANÇA GLOBAL 

Tudo que realmente preciso saber a respeito de como viver, o que fazer e como ser, aprendi no jardim de infância.

A sabedoria não estava no topo da montanha da pós graduação, mas lá no montinho de areia da escola.

               Aqui estão as coisas que aprendi:

  • Compartilhe tudo
  • Jogue limpo
  • Não bata nas pessoas
  • Coloque as coisas de volta onde as encontrou
  • Arrume sua própia bagunça
  • Não pegue o que não é seu
  • Peça desculpas quando machucar alguém
  • Lave as mãos antes de comer
  • Dê a descarga na privada
  • Biscoitos quentes e leite são bons pra você
  • Leve uma vida equilibrada: aprenda, pense, pinte, desenhe, cante, dance, brinque e trabalhe um pouco, todos os dias.
  • Tire uma soneca todas as tardes
  • Quando sair para o mundo, cuidado com o tráfego, vá acompanhado e de mãos dadas.
  • Lembre-se de ficar admirado: lembre-se da sementinha no copo de isopor: as raízes descem e a planta sobe, ninguém sabe realmente como ou porque, mas somos todos assim.
  • Os peixinhos dourados, os hamsters, os camundongos e até mesmo a pequena semente no copo de isopor, todos eles morrem, assim como nós.
  • E então lembre-se de seus livros infantis, das primeiras palavras que aprendeu, e da maior de todas elas: OLHA.

Tudo o que você precisa saber, está lá, em algum lugar.

A Regra de ouro, as regras do amor e do saneamento básico. Ecologia e Política, igualdade e vida sadia.

Pegue qualquer um desses ítems e o extrapole para termos adultos e sofisticados. Aplique-o à sua vida familiar, ou seu trabalho, seu governo ou seu mundo, e lá estarão eles válidos, claros e firmes.

Pense em como esse mundo seria tão melhor se nós todos, o mundo todo, comesse biscoitinhos e tomasse leite lá pelas 3 da tarde, e depois deitasse com seu cobertorzinho para uma sonequinha.

Ou se todos os governos tivessem como política básica, colocar as coisas de volta onde foram encontradas e limpar a própia bagunça.

E continua sendo verdade, não importa quantos anos tenha, ou quando sai pelo mundo, melhor sair acimpanhado e de mãos dadas.

TUDO QUE REALMENTE PRECISO SABER APRENDI NO JARDIM DE INFANCIA


ROBERT FULGHUM

terça-feira, 10 de abril de 2012

A CULTURA DAS DESCULPAS

THE EXCUSES CULTURE

(Estava aqui debatendo internamente entre fazer o blog ou dar uma avançadinha no meu Livro das Desculpas, projeto que vem comigo há anos e me diverte muitíssimo. Nele, venho colecionando desculpas, algumas muito engraçadas, outras trágicas, mas todas muito interessantes, principalmente as que, sob meu ponto de vista itálico/psiquiátrico/desrespeitoso, desenvolveram  culturas e ideologias inteiras, como por exemplo Adão e seu famoso “Senhor, foi a mulher quem me tentou”, covardão recusando-se a assumir a responsabilidade do ter aceito e alegremente comido a tal da maçã, e é por isso que sou fã de carteirinha de Eva, que foi, fez, e como Jânio teria dito, “fi-lo porque assim o quis”, mesmo porque tenho enorme dificuldade em aceitar a busca do conhecimento como pecado. Mas, como de costume, divago. Então, as desculpas ganharam a briga, e lá fui googlar coisas novas, e nisso, dou de cara com o artigo abaixo. Então, juntando fome com vontade de comer, matei dois coelhos com uma googlada só.).

Aquele que é bom em achar desculpas, raramente é bom em qualquer outra coisa”   
 Benjamin Franklin

Quando foi a última vez que decidiu por uma meta, botou prazo na coisa e a alcançou?
Lembra?
Cá estou me esforçando para lembrar e a razão de meu esfôrço é a desculpa, melhor dizendo, a montanha delas. 

Arranjo desculpas prá tudo, de forma consciente ou inconsciente.
Sem sequer perceber, as desculpas tornaram-se um hábito muito difÍcil de largar.

Então, vamos falar dessa cultura de desculpas  que desenvolvemos e porque a desenvolvemos.
Básicamente, é para nos protegermos das sensações de termos falhado em algo, ou por simples medo de alguma coisa.

Tomara que isso cutuque alguns dos leitores para que possam mudar essa cultura.

             PORQUE INVENTAMOS DESCULPAS

Há alguns anos atrás, estava num carro com um amigo discutindo sobre o como sempre acho um jeito de me livrar das coisas.
Ao fim do debate, me disse algo que ficou comigo e é no que penso todas as vêzes que acho de inventar uma desculpa:

“As coisas para você sempre foram muito fáceis.Você é boa em tudo que faz, mas não é excelente em nada porque sempre arranja uma desculpa. Prefere ter o potencial  para ser excelente do que tentar e falhar. E isso é muito triste.”

E certo estava.

Durante toda vida, fui naturalmente dotada para esportes e estudos.
Nunca tive que me esforçar em demasia para ser boa,mas nunca fui excelente em nada.
Nunca me esforcei para me tornar excelente.
Por que?
Porque tinha medo de falhar.
Tinha medo de tentar e não conseguir.

                  O PAPEL DE MEUS PAIS

Nunca culpo meus pais por coisa nenhuma, pois simplesmente considero a coisa como um exercício extremamente improdutivo, mas posso ver o impacto do que fizeram na forma como as coisas se tornaram.

Umas dessas coisas é como minha mãe  me dizia a respeito do quão maravilhosa eu poderia ser.
Constantemente me dizia quão esperta eu era, que boa jogadora de futebol, e como poderia me tornar alguém realmente  especial.

Mas isto, ao invés de me estimular à excelência, teve o efeito oposto.

Me sentia bem só tendo o potencial para a grandeza.
Tinha medo de tentar e falhar e assim demonstrar claramente que não era tão inteligente, talentosa ou atlética como ela pensava, e assim, inventei desculpas, montes delas, para não precisar sequer tentar.

E é o que todos nós fazemos, o tempo todo.

MEDO: A RAZÃO PARA A MAIORIA DAS DESCULPAS

Então, de novo, por que é mesmo que inventamos desculpas?
Por que é que sempre achamos um jeitinho de correr das coisas?

Pois bem, na maioria das vezes é porque estamos assustados.

Tememos tentar e tememos falhar.

Morremos de medo de mudarnças e fazemos  qualquer coisa para manter o “status quo”.

Medo é a razão pela qual a maioria de nós procura desculpas.

Se  der uma boa olhada dentro de sua mente e em seu comportamento, vai notar que inventa desculpas para proteger seu sentido de “EU”.

Passamos nossa vida inteira desenvolvendo um EGO e decorando-o com familia, amigos, dinheiro e sucesso, e faremos literalmente qualquer coisa para proteger este nosso conceito,mesmo que isso nos torne deprimidos e insatisfeitos.

E, a fim e a cabo, isso é exatamente o que as desculpas produzem: insatisfação.

COMO PARAR DE INVENTAR DESCULPAS E SEGUIR EM FRENTE

As pessoas dizem que a coisa mais difícil do mundo é parar de fumar.

Mas parar de inventar desculpas é 10 vêzes pior.

Desculpas são a razão pela qual se começou a fumar, beber e comer porcaria.

Inventamos desculpas para não estar bem e felizes, e a quebra da cultura das desculpas é trabalho extremamente árduo. 

Aqui vão algumas coisas que podem ser feitas.

                  Perceba que faz isso o tempo todo

Como sempre, há que se olhar lá prá dentro e perceber que realmente cometemos erros.

Encontre exemplos concretos de quando, como e onde sabotou seu própio progresso por inventar uma desculpa e lembre do acontecido.

Traga o fato de volta à sua memória sempre que achar de arquitetar mais uma desculpazinha.

           Olhe para  seu progresso ou falta do mesmo

Dê uma boa olhada em seus progressos na meditação,exercícios, dieta, pagamentos da hipoteca da casa, tempo passado com a família (sei lá o que, escolha), e veja o quanto as desculpas atrapalharam no alcance de suas metas.

Enquanto não puder ver o estrago real que as desculpas estão fazendo, não haverá ímpeto para mudança.

                                         
          Perceba que a morte está chegando

(Esta parte sempre me lembra de minha falecida analista, Maria Isolina, que dizia: “Enquanto não se aceitar a morte como fato, não se aprende a viver.” Sábia criatura, da qual tenho muita saudade.)

As pessoas vivem me mandando e mails dizendo que fico muito deprimente quando começo a falar em morte, e continuo respondendo que deprimente é não falar sobre isso.

Por demasiado tempo nossa espécie tornou a morte um tabu, quando na realidade, é a única coisa certa e segura na vida.

Entenda que a morte está chegando e que não há tempo para desculpas.

Nenhuma. Está muito quente, está muito frio, está tão confortável neste sofá, estou cansada, estou com dor de cabeça…

Isso tudo vai parecer profunda bobagem quando estiver em seu leito de morte olhando para tudo o que não foi capaz de alcançar.

        Perceba que faz o que faz porque têm medo

Se chegarmos num cara bem gordo na rua e lhe dissermos que é um covarde, provavelmente tomaremos um sôco  bem no meio da cara, pois homens não gostam de serem considerados medrosos, mas é exatamente o que somos.

 Por que então continuamos fazendo?

Se alguém nos dissesse que temos medo de qualquer outra coisa, fariamos qualquer coisa para mudar e provar o quão bravos podemos ser.

Faça isso agora com as desculpas.

Prove que não tem medo de falhar, alterar ou mudar a norma. 

(Aqui discordo quanto ao não ter medo. Considero os que nada temem gente muito perigosa de estar por perto. Acho que ter medo faz parte da vida. Acho que coragem é, apesar do medo, fazer a coisa certa.)

                      Esteja diferente em 5 anos

Quão diferente você está agora de há 5 anos atrás?

Está mais amoroso, compassivo, paciente, forte, rico,feliz, magro, etc…?

Dê uma boa olhada em seja qual for sua meta de vida  e veja quão mais próximo está agora do que estava há 5 anos. 

Se pode dizer que está contente com seu progresso, provavelmente você não tem problemas com desculpas.

Se está mais ou menos a mesma coisa, então pode apostar seu olho direito que está estagnado e sabotando seu progresso dizendo “é muito difícil”; está muito frio lá fora”.

Torne-se diferente em 5 anos e pare com as desculpas.