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sexta-feira, 2 de março de 2012

Passos para se libertar de padrões tóxicos- Parte IV

TOXIC RELATIONSHIP IV




Caso você esteja numa relação que está tendo um impacto negativo em sua vida (emocional, mental ou física), machucando pessoas que  ama ou comprometendo seus valores, significa que está numa relação tóxica, que nada mais é que um padrão neuronal aditivo a velhos mecanismos de defesa. 

No primeiro artigo, definimos 5 padrões tóxicos, que ativam os padrões de respostas protetoras de cada parceiro. No segundo, descrevemos as bases neurológicas dos mesmos, e no terceiro, falamos do primeiro passo a ser tomado para quebrarmos o circulo vicioso e, finalmente, equilibrar nossas vidas.

Neste último artigo da série, veremos os passos restantes.

PASSOS A SEREM TOMADOS PARA TERMINAR COM OS PADRÕES TÓXICOS

Aqui estão os passos que o ajudarão a montar um plano de ação baseado num profundo conhecimento de si mesmo e do parceiro, e que o ajudará a considerar opções mais saudáveis, de formas a poder fazer escolhas conscientes para, não só sair, mas, continuar livre dos padrões tóxicos.

1- Aprenda a reconhecer os gatilhos de cada um

    Este foi visto no artigo anterior


2- Cure-se (Ou como está inscrito na porta do Oráculo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo) 

Ninguém pode consertar ou controlar o que o parceiro sente ou faz, de forma que um não pode fazer o trabalho do outro, sendo este requisito básico a ser aceito se quiser consertar sua vida e seus relacionamentos.

Da mesma maneira que em matemática, os relacionamentos são governados por leis precisas, e a primeira lei de um relacionamento bem sucedido é o foco na cura, aprendizado e aceitação  completa de si mesmo.

Se isso não acontecer, os demais passos serão totalmente inúteis.

Seja lá qual for a situação, não é nem nunca foi  sua tarefa consertar o comportamento ou a vida emocional de quem quer que seja, como se a pessoa fosse uma espécie de projeto a ser terminado.

Quando fazemos uma coisa dessas, tanto o consertante quanto o a-ser-consertado sofrem as consequências, que, na melhor das hipóteses, impedem o crescimento.

Outras coisas que não funcionam são lembretes, explosões de raiva, tratamento silencioso, etc... a não ser para piorar as coisas.

Na realidade, as causas do mal estar são exatamente os esforços de consertar o outro, ou mudar o que o outro sente a seu respeito.

Também são uma maneira de evitar uma tarefa de vida inteira, que é a de  curar a nós  mesmos e, como consequencia, nossas relações.



Na realidade, esse foco dos parceiros de curar um ao outro ao invés de si mesmos é um dos maiores problemas, e qualquer idéia que se tenha de que PODEMOS, TEMOS ou DEVEMOS controlar ou consertar o outro é apenas uma ilusão perpetuada por ideais romantizados.

Isso cria ressentimento por mandar uma mensagem de que não valorizamos o outro como pessoa, ou a habilidade deles de pensar por si mesmos, ou sua (deles) capacidade de lidar com as próprias emoções, etc... etc... etc...



Ninguém gosta de ser "um projeto" para outrem; embora às vezes possa ser lisonjeiro no comecinho, cansa logo (um filme que adoro e que descreve bem essa situação é o velho My Fair Lady), porque todas nossas conexões internas funcionam no exato oposto, isto é, para que sejamos aceitos e valorizados pela pessoa única que somos e por nossas contribuições únicas pra vida.

Esses anseios são unidades emocionais básicas dos seres humanos.

Simplesmente não é possível mudar ou curar alguém contra sua vontade (ponto básico em medicina: se alguém procura um médico é porque percebe que há algo que não está funcionando bem, e  por isso  procura ajuda, de sua livre e espontânea vontade).

A boa noticia é que  podemos nos curar a nós mesmos, aprendendo a responder de maneira saudável, a amar e nos aceitar totalmente, a honrar nossas  necessidades e aspirações e, fazendo isso, aumentar nossas chances de curar a relação,  inspirando outros a curar a si mesmos.


O cérebro humano foi desenhado para acalmar outros cérebros de dentro para fora e assim, embora não possamos fazer as tarefas de nossos parceiros ou filhos, o aprender a acalmar nosso  coração e  mente em situações difíceis pode fazer milagres para ambos.

Cada um de nós tem a habilidade de ser uma presença calmante em situações que necessitam de tratamento. É fácil? De jeito nenhum.

É essencial e vale a pena? Sem sombra de dúvida.

É a diferença entre apenas sobreviver e viver a vida em sua totalidade.

                         Pressupostos básicos 

Não se pode consertar os estados emocionais ou comportamentos do parceiro.

Não se pode desempenhar as tarefas do outro.

O maior problema é se fixar no consertar o outro ao invés de si mesmo

As tentativas de consertar o outro através de explosões de raiva, pedidos, intimidações, vergonha ou culpa só trazem sofrimento, mais nada.

O pré-requisito para curar a relação é nossa própria cura.

Temos que nos dar a permissão para largar mão, completamente, do ter que consertar o outro.


3- Seja honesto e procure  apoio em pessoas nas quais pode confiar.

Honestidade é a palavra chave para quebrar o poder dos segredos, que, na maioria das vezes, alimentam as relações tóxicas.

Temos que estar dispostos a ver e aceitar a verdade de que tanto o parceiro fez algo que nos machucou muito quanto que fizemos algo que machucou o parceiro.

Isso pode desencadear uma raiva danada, tanto em relação ao parceiro, por fazer o que fez, quanto a nós mesmos, que permitimos que fizesse.

Temos que aprender a separar a raiva saudável da raiva tóxica, separando a pessoa de suas ações. Isso é raiva saudável, a que consegue ver ações erradas, e toma atitudes para mudar, parar ou sair de perto das mesmas.

Raiva tóxica é quando mistura tudo, e raiva vira ódio, furor ou retaliação contra a pessoa (E quem tiver dúvidas, favor assistir o filme "Enough” com a Jennifer Lopez. O filme, em minha opinião, é muito mas muito chato, mas esclarece o ponto direitinho).

Além de tudo, a tóxica não muda nada, embora lá no fundo a gente sempre espera que o faça.

A única coisa que faz é com que o parceiro se torne cada vez mais resoluto em não mudar, mesmo quando isso seja o melhor a fazer.

Estados emocionais tóxicos são perigosos, arriscados e mantém vivos os ciclos de abuso.

                 EXERCÍCIO DE RAIVA SAUDÁVEL

Para separar raiva saudável da tóxica, escreva o que o/a enraivece, seguindo o formato abaixo:

Eu fico com raiva quando....

Exemplos:

Eu fico com raiva quando você me larga falando sozinha e não escuta o que tenho a dizer

Eu fico com raiva quando você me ignora perto de seus amigos

Use verbos para descrever em detalhes quais são as ações específicas que o/a enraivecem.

Entre no espírito da coisa, realmente sentindo enquanto escreve, e continue escrevendo até perceber que está se repetindo.

Procure não usar nenhuma palavra que implique em julgamento, xingamento, etc...

Por exemplo, evite coisas como: Estou com raiva porque você é uma besta, pois isso intensifica as emoções tóxicas, e o propósito deste exercício é entender o que o deixa zangado/a, é para clarear as coisas e para aprender a confiar na possibilidade de poder lidar com a raiva de forma articulada.



        ATENÇÃO 

Este exercício tem como propósito o auto conhecimento, o entender os próprios sentimentos de raiva e não uma maneira de comunicá-los a seu parceiro.

Pare imediatamente e faça alguma coisa que o /a acalme (andar, ouvir música), caso se sinta por demais sobrecarregado fazendo o exercício.

Caso andar ou música não funcione, procure ajuda profissional.

Se estiver numa relação com alguém que é abusivo emocional, sexual ou fisicamente, e a/o trata mais como objeto do que como ser humano, se não há jeito de contar com essa pessoa, ou não há maneira de estar com essa pessoa sem que ela o/a machuque emocionalmente ou a use para seus fins, procure ajuda com pessoas com as quais se sente seguro/a ou mesmo ajuda profissional.

Pessoas seguras são definidas como se segue:

Não julgam, menosprezam ou humilham

Procuram entender, respeitar escolhas e veem mudanças como um processo

Escutam sem lascar conselhos, a não ser que se peça e, mesmo assim, respeitam a escolha de não seguir o conselho se for o caso.

Acreditam em você e em sua habilidade de pensar e fazer escolhas.

Querem o melhor pra você, e isso é evidente em suas ações.

Mantém confidencialidade

Nunca usam o que disse contra você.


(define avó direitinho

A vida é cheia de desafios; crescer dói, mas sofrimento contínuo é desnecessário.

Para parar com a coisa e trocar padrões de relações tóxicas por outros que enriquecem a vida, tome a decisão de parar de se esconder atrás da cortina do segredo.

O sofrimento só vai parar quando você se recusar a participar de interações tóxicas, parar de se machucar e substituir velhos padrões por outros melhores.

Em alguns casos, pode ser necessária a distancia, emocional e/ou física, do parceiro.

Se a toxicidade está fora de controle ou seu parceiro não quer trabalhar junto para abortar os ciclos tóxicos, melhor procurar por ajuda profissional.

4- Aprenda a lidar com sentimentos desagradáveis

Muitos eventos causadores de stress, tipo lidar com situações desagradáveis e inerentes a cada relação, ou com as demandas de cada um, são saudáveis e essenciais para o desenvolvimento do relacionamento.

Infelizmente, muitas pessoas "compraram” as noções romantizadas de amor ideal, e entram nos relacionamentos com expectativas irreais.

Cinema, TV e outras formas de entretenimento continuam a adicionar mitos e conceitos insanos à coisa, piorando tudo.



Tem gente que acredita piamente que, se duas pessoas se amam, toda e qualquer dor e /ou problemas numa relação vão desaparecer miraculosamente e eles vão se entender perfeitamente, todo o tempo.

Isso não acontece aqui na terra, nem em qualquer outro planeta que se saiba.

A verdade é que tanto a vida quanto os relacionamentos são eventos desafiadores, e é por isso mesmo que nos estimulam a crescer (Tem uma velha piadinha aqui que diz o seguinte: envelhecer é mandatório, mas crescer é opcional).

O fortalecimento da intimidade emocional requer que cada parceiro cresça e se desenvolva e, portanto, aprenda a lidar com emoções e sensações nem sempre agradáveis. 

Sentimentos de vulnerabilidade são inerentes à formação de intimidade, e essenciais para o desenvolvimento da capacidade de amar corajosamente, em momentos nos quais os parceiros tem que encarar seus piores temores.

Nossos piores temores, isto é, inadequação, abandono, rejeição, são medos inerentes à intimidade emocional.

Nossos piores medos estão tatuados dentro de nossas necessidades mais básicas, tais como a necessidade de ser valorizado, a de formar relações, a de pertencer, etc...

Essas necessidades básicas modulam diretamente o sentido de segurança emocional dos parceiros, que por sua vez é o que nos propulsiona a criar conexões de afeto e confiança. 

Todos esses propulsores emocionais controlam, de forma inconsciente, a ativação do SNA.

Os parceiros precisam aprender a lidar de forma confortável com sentimentos de vulnerabilidade associados com amar e ser amado, dar e receber de forma imperfeita, e mesmo assim permanecer conectados com o sentido de compaixão por si mesmo e pelo outro.


Encarar os medos imprimidos em nossa memória é a melhor maneira de curá-los.

(Skinner, em seu famoso livro "O Mito da Liberdade", nos ensina que não corremos porque temos medo, mas temos medo porque estamos correndo e, em não vendo o que vem atrás, imaginamos monstros que crescem com quanto mais adrenalina usamos, Caso queira saber como minha tia avó me ensinou essa lição muito antes do Skinner, veja "Agarra o bode)

Por isso, é necessário o aprendizado de habilidades que ajudem a regular as emoções decorrentes de nossos medos.

Quando os parceiros estão abertos para responder com compaixão ao invés de medo, isso aumenta e fortalece sua (deles) confiança e a habilidade de sentir-se vulnerável sem entrar em pânico.

Cada um aumenta sua própria coragem e confiança no saber como aumentar as emoções de segurança e amor, de formas a que estas se tornem maiores do que as de medo e insegurança.

Mesmo na mais ideal das condições, construir e viver um relacionamento feliz e saudável é mais ou menos como andar na corda bamba, onde o bamboleio de um lado a outro é parte do processo. Se tentamos parar de oscilar, perdemos o equilíbrio e caímos.

 O que mantém o andante andando é seu conjunto de esforços e ações, um passinho de cada vez, e a intenção consciente de permanecer em equilíbrio. 

O SNA coordena nossos corpos e mentes usando os mesmos princípios.

Sua intenção maior, para os propósitos de nossa saúde (física e emocional) e sobrevivência, é a contínua restauração do equilíbrio das energias físicas e mentais (homeostase), procurando balancear as coisas quando a ansiedade causa desvios excessivos numa ou outra direção.

Procure conhecer-se e perceber cada vez mais acuradamente como seu corpo e mente funcionam.

 Aprenda a identificar pensamentos tóxicos, crenças limitantes, padrões de relacionamento dependentes, e os substitua por opções de vida enriquecedoras.

Quando se sentir amedrontado ou ansioso, pare, respire fundo e torne-se consciente de onde em seu corpo está sentindo, e dai avalie que ações podem ser tomadas para restaurar a calma original.

Lembre-se que essas ações precisam ser úteis, carinhosas e restauradoras.
(Arrancar os cabelos por exemplo, além de ser inútil, dói e pode deixá-lo careca)

Ações restauradoras podem ser, por exemplo, dizer algo afirmativo, ou parar se estiver fazendo algo inútil para o propósito de restaurar a calma ou sair de perto de algo ou alguém que está lhe fazendo mal.

Ter fortes emoções de vez em quando, faz parte da vida. 

Evite manter suas emoções entupidas lá dentro, mas também o exato oposto não é nada saudável.


Explodir feito bomba, por exemplo, pode até ser que esteja "expressando” as já citadas emoções, mas é tão ou mais prejudicial do que embuti-las.
(Os velhos e sábios romanos diziam: Moderação em tudo, incluindo a própria moderação)

Sugestões:

Leia a respeito de como desenvolver consciência emocional

Crie uma atitude positiva perante a vida.

Continue procurando o que traz equilíbrio e saúde para sua vida

Está em suas mãos o poder para permitir ou inibir que explosões de raiva ou depressão controlem a direção de sua vida, e se for necessário, busque ajuda profissional para realizar essa meta.

5- Descreva as ofensas ou ações errôneas que sofreu com palavras que impliquem ação ou solução.

Atuar de maneiras a rebaixar, humilhar, intimidar ou destruir outra pessoa é errado, desumano e inútil, e os que dependem dessas táticas necessitam de tratamento urgente.

(Exemplos históricos: Hitler  e Stalin, só para citar dois que elevaram as táticas acima a níveis de massa, pagaram caro, vida a fora com sofrimento de paranóia, impossibilidade de relaxar, de ter amigos, etc... etc... Espero que continuem sofrendo eternidade afora as penas de todos os 7 círculos do inferno de Dante...mas aí já é atuação de minha alminha nem sempre tão gentil quanto deveria).

As táticas acima mantêm as pessoas que as usam atoladas em seus problemas de base, provavelmente baixa autoestima, impotência, etc...

São também prejudiciais para quem as usa e para quem as sofre, pois o poder de amar ou de atuar de forma ponderada e amável é infinitamente mais poderoso que o poder de odiar, intimidar e humilhar.

(Outro exemplo histórico: Gahndi conseguiu, sem soltar um tirinho sequer, botar o Império Inglês para fora da Índia)

Pessoas que usam essas táticas vivem com medo de padecê-las, estão sempre em estado de alerta para se assegurarem que ninguém tirará vantagem deles, etc...

Esse tipo de atitude é inferno em vida.

Idealmente falando, seu parceiro há de querer trabalhar em conjunto para parar, mudar e deixar de atuar comportamentos problemáticos.

É o mínimo necessário para re-treinar os padrões cerebrais.


Há que ser dada uma volta de 180 graus para incluir, em seu imaginário, as crenças, valores, imagens, emoções, quereres e ações que definem uma visão nova e saudável de você mesmo e seu parceiro, como indivíduos e como dupla.

Como parte desse processo de re-imaginação, há a necessidade de usar as palavras de forma conscienciosa, reconhecendo o poder que elas têm de ativar estados emocionais, sejam eles saudáveis ou doentios.

PLANO PARA PARAR - MUDAR  - SAIR DE PERTO

Instruções: 
 Escreva um plano detalhado de que comportamentos precisam ser encerrados, mudados ou deixados prá trás, e de comportamentos substitutos, usando verbos e palavras relacionadas a ações. Devem incluir as seguintes áreas (4):

1- Rotule o problema como uma solução.

Exemplo: Bater (problema) - Use as mãos para cuidar ou criar, não para bater (solução)

2- Descreva em termos específicos o que precisa parar 
   
           3- Crie fotos, em sua imaginação, de sua nova visão de vida, novas crenças e novos valores

 4-Descreva especificamente que novas ações vão substituir as antigas.

EXEMPLO 1

1- O problema de bater exposto como solução: Use as mãos para cuidar e criar.

2- Pare com o bater, empurrar, cutucar ou qualquer ação física do tipo exposto.

3- Na nossa família ou nosso relacionamento, as mãos e os toques são para acarinhar, curando e atuando de forma
  cooperativa, como um time, para melhorar nossa qualidade de vida juntos, ou para, artística e criativamente nos expressarmos e expressarmos nosso amor.

4- (Nós usamos as mãos para) Escolha usar as mãos para, de formas conscientes, dizer que se importa, para expressar amor e carinho, para se sentir próximo, para se sentir seguro, para usar talentos e habilidades para ajudar um a outro ou melhorar a qualidade de vida.

EXEMPLO 2

1- Problema de Xingamentos ou Descrição Continua de Erros como solução: Use as palavras para enriquecer e não para achar erros.

2- Pare de usar qualquer palavra que seja para destruir, julgar, buscar falhas ou humilhar o outro.

3- Na nossa família ou relacionamento, palavras são para criar mútuo entendimento, para comunicar claramente o que gostamos ou não gostamos, para aumentar a gentileza nesse mundo, inspirar outros, para pedir coisas, para nos divertirmos e para energizar nosso futuro.

4- Nós escolhemos usar palavras que aumentem nosso entendimento mútuo, nossa cooperação, gentileza, claridade, carinho, compaixão, esperança, inspiração, etc...

Lembre-se que ninguém pode tirar vantagem ou fazê-lo se sentir menos que um ser humano precioso, a não ser que lá no fundo você acredite nisso.

 Negue tal permissão.

Isso quer dizer que está em suas mãos atuar para parar, mudar ou sair de perto das ações tóxicas de seu parceiro, e escolher enxergar que, as ações abusivas  de um parceiro tem a ver com problemas dele/a e não seus.

Se o se distanciar de comportamentos que lhe fazem mal é difícil demais para fazê-lo sozinho/a, pode haver necessidade de ajuda profissional para mudar padrões de há muito enraizados.

Uma escolha contínua de enriquecer a vida

A vida e os relacionamentos são desafios contínuos, e lidar com a dor faz parte do crescer juntos, e aprender como fazer de maneira diferente e melhor da próxima vez.

Em relações saudáveis, ambos os parceiros estão abertos e assumem a responsabilidade de, tanto  prevenir o acontecimento de padrões tóxicos quanto ir fazendo consertos quando necessário, o que significa que ambos ativamente participam no processo de PARAR - MUDAR - SAIR DE PERTO de padrões tóxicos de comportamento.

Se o seu relacionamento está impactando de forma negativa sua saúde, seu sistema de valores, ou machucando outras pessoas que você ama, faça tudo o que puder para se livrar do controle de padrões de relacionamento aditivo e treine seu cérebro para novos padrões.

      Pare de focar no que o parceiro tem que mudar


Aprenda a reconhecer o que dispara os já citados padrões, tanto seus como do parceiro

Entenda que sua cura é pré-requisito para a cura da relação

Saiba que emoções fortes e desagradáveis vão aparecer de quando em vez, então aprenda a lidar com elas sem pirar na batatinha

Sinta e expresse suas emoções; não as negue, mas evite o extremo oposto de assaltar o outro com elas.

Cultive a honestidade para com você mesmo/a e procure apoio com pessoas seguras.

Lembre-se que, em relações saudáveis, os parceiros são exatamente, as pessoas seguras.

Cultive e desenvolva atitudes positivas perante a vida

Esteja sempre na busca do que lhe traz equilíbrio

Procure ajuda profissional se necessário

A fim e a cabo, o que determina se você e/ou seu parceiro/a vão mudar é o seguinte:

Se realmente quer mudar

O quão desesperadamente quer mudar

Se acredita que pode mudar

O que está disposto a fazer para que a mudança ocorra

Então vamos à luta:

Mantenha-se positivo/a

Acredite que pode

Acredite em você mesmo/a

Assuma 100% da responsabilidade

Desista de desculpas prontas

Você pode se curar, curar sua vida e suas relações.

                         Acredite




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