Google+ Badge

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Conhecendo suas emoções: gatilhos internos Karyn Hall, PhD

http://blogs.psychcentral.com/emotionally-sensitive/2012/01/knowing-your-emotions-internal-triggers/
Pessoas emocionalmente sensíveis reagem à maioria das situações emocionalmente e costumam ser conscientes do que as desencadeou.
 
Porém, às vezes , não sabem por que estão sentindo o que estão sentindo.

Consumidos por seus sentimentos, não pensam nas causas dos mesmos.
 
No entanto, identificar o que desencadeou  nossos  sentimentos é importante para que se possa útil aceita-los e administrá-los.

 
Se uma emoção é justificada, como por exemplo ficar com  medo porque parece que alguém  vem vindo e pronto para lhe dar uma cacetada, então a emoção está lhe  dando informações importantes para que  possa fazer algo a respeito.

 
Agir  como consequência duma emoção justificada é útil, por exemplo o ir usar seu tempo como voluntário  para ajudar em um abrigo para os sem-teto  porque  se sente  triste com a situação deles.

 
Se a emoção não se justifica, então, gerenciá-la   é importante, de forma a controlar a turbulência emocional que pode ter conseqüências catastróficas. 

 
(Sei perfeitamente bem que temos a tendência de sempre justificar nossas emoções, de uma forma ou de outra, usando pensamentos tortuosos tipo “ele/ela me faz sentir assim ou assado”, que é o pensamento básico em toda violência familiar, quando o  cônjuge 
violento usa o argumento de “ bati sim, mas ela fez tudo para apanhar”. Lembro-me do marido de uma amiga minha, baiano sabedor, muitos anos atras, que uma vez me disse: “Quando alguém me faz algo ruim a primeira vez, é culpa dele, se fizer a segunda, a culpa é minha, porque sabia e deixei”. O objetivo desse artigo é basicamente o de orientar em como retomar o poder sobre nossas próprias emoções e por conseguinte, nossa vida)
 
Pensamentos

 
Ao considerar o que desencadeia  as emoções, é  importante olhar para sua experiência interna, assim como no ambiente ao seu redor.

 
Às vezes, suas emoções são desencadeadas por seus propios pensamentos, o que confunde as pessoas a seu redor, posto que elas não podem ver o que se passa em sua cabeça.

 
Por exemplo, digamos que você está muito preocupado com os sem-teto e com os que não têm o que comer.

Você vai com um amigo a um restaurante e observa que  muitos alimentos  estão sendo jogandos fora. Você fica muito chateado porque  fica pensando  sobre as pessoas que passam fome e   não  consegue curtir  o almoço com o amigo.
Você passa a se isolar por causa da dor que sente quando  se aventura fora de casa e vê coisas que não gosta.

 
Pensamentos sobre as ações dos outros são, muitas vezes, os gatilhos que disparam fortes emoções.

 
Você pode gastar seu tempo pensando sobre as razões pelas quais alguém disse o que disse ou fez o que fez ou porque não perguntou sobre algo que lhe aconteceu, e decidir que eles não gostam  ou não se importam com você.

 
Às vezes,  pessoas emocionalmente sensíveis se tem em alta conta  como amigos e podem usar esse mesmo critério para determinar como os outros deveriam se comportar, o que costuma resultar em sentimentos feridos e relacionamentos perdidos.

 
Pensamentos sobre eventos passados também podem desencadear fortes emoções.
Uma  data no calendário pode desencadear pensamentos de um animal de estimação que morreu.
Festas de fim de ano  podem desencadear pensamentos  a respeito de relações que foram perdidas.
O ver  voluntários pode provocar pensamentos a respeito  do que  achamos  que não fizemos para ajudar os outros.
Passar  perto  de uma igreja pode desencadear pensamentos de culpa por achar que não  está  fazendo o que deveria. (Qualquer um que tenha passado por colegio de freiras/padres, sabe perfeitamente bem como funciona)

 
Pensamentos sobre o futuro também podem ser perturbadores. Pensar em resultados dolorosos que podem vir a acontecer desencadeia  a dor emocional.

Emoções

Emoções secundárias podem  ser desencadeadas  por emoções primárias.

 
Por exemplo, suponha que alguém corta na sua frente numa longa fila para comprar ingressos para um filme popular.

Você fica danado mas não faz nada.
Outros podem nao se importar ou mandar o atrevido para o fim da fila, e pra eles é apenas isso, acabou.
Você fica primeiro com  raiva  e depois com medo.
Sua propia raiva o assusta.
Talvez por saber que sua raiva é mais intensa do que a dos  outros, ou talvez porque tenha sido assustado no passado,  pela raiva de outros.
Talvez  se sinta mal com sua raiva porque viu como magoa a outros e  não quer fazer isso.
É provável que  fique pensando  sobre o incidente,  e suas emoções crescem tanto  que você não consegue curtir o filme.


Para piorar tudo, uma coisa chamada raciocínio emocional pode aumentar a intensidade das emoções.

Raciocínio emocional é a idéia de que, só porque sentimos algo, esse algo deve ser verdade.

Se você sente que ninguém gosta de você, então deve ser verdade
Se você sentir medo, então  coisa ruim vai acontecer
Se você sentir  que vai bombar na prova,  então  vai.

Aceitar as emoções como fatos cria desespero  desnecessário.

 
Atuar acreditando que emoções são fatos pode causar situações difíceis e dor adicional.
Imagine não fazer uma prova  para a qual você estudou pra caramba, porque sentiu que ia bombar.

Passos Iniciais a serem tomados

 O stress que acompanha pensamentos dolorosos tem efeitos devastadores no organismo, e o cérebro reage a pensamentos da mesma maneira como se fosse um fato que estivesse realmente acontecendo, de formas que, o aprender a gerir pensamentos e emoções sem justificativa traz benefícios em todas as áreas.

 
Uma vez identificado  o gatilho, o  alívio pode ser imediato.

 
Às vezes, apenas entender o nos aborrece, dá a oportunidade para que nossa  mente racional gerencie a emoção.

Por exemplo, sabendo que está chateado com comida sendo jogada fora ,permite que se lembre que pode fazer trabalho voluntário no banco de alimentos ou que não pode fazer nada no presente momento, de formas que pode decidir o que vai ou não  fazer e não ficar a merce de suas emoções.

Lembre-se que pensamentos são apenas pensamentos.

Os pensamentos podem ser ou não ser precisos.

 
Tenha em mente que não se pode ter certeza que nossos pensamentos são fatos até que tenhamos evidências. 


(Lembre-se que Evidência é um pedaço de informação que suporta uma conclusão. O exemplo clássico é do tribunal: significa motivo e oportunidade. Se o réu tinha os meios para cometer o crime - possuía a arma com a qual foi cometido  o assassinato - um motivo ou razão pela qual haveria de querer cometer o crime, digamos herdar  50 milhões de dolares com a morte do dito cujo, e a oportunidade, digamos estava a sós com a vítima quando do falecimento, então seria uma conclusão razoável de que o réu cometeu o crime. Claro que um julgamento requer muito mais evidências, mas só para deixar perfeitamente claro, vamos a outro exemplo. Se um corpo for encontrado esquartejado dentro de um saco com pedras num rio, isto seria Evidência suficiente para afastar a  hipótese de suicidio)
 
Procure as  evidências antes de aceitar como verdadeiros todos seus pensamentos.

 
Lembre-se que  sentir algo não significa necessariamente que é ou não verdade. 


Verificar as evidências é o que é importante.
 
Esteja atento. Viva aqui, no presente, e não pense que, pensar  no passado ou no que pode vir a acontecer no futuro, ajuda  a regular as emoções

O ser uma pessoa emocionalmente sensível,  pode ser uma dádiva.

 
Aprender a gerir as emoções para que elas melhorem  a vida ao invés de torna-la  mais difícil é um passo importante a ser tomado.

 
Já.  


(Este foi totalmente por minha conta, mas tem sido minha experiência que o procrastinar  não costuma trazer nenhum benefício. Isso me recorda a famosa música do Vandré, que diz: ...” Quem sabe faz a hora não espera acontecer”...)

0 comentários:

Postar um comentário