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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Os 4 obstáculos que impedem mudanças positivas

http://www.huffingtonpost.com/dr-jim-taylor/make-change_b_1210645.html

Mudar é essencial para nosso crescimento e desenvolvimento como pessoas.

Sem mudança, você tem a certeza de ficar do jeito que é e fazer as coisas do jeito que sempre fez .


Para algumas pessoas, é bom, estão felizes e satisfeitos com suas vidas.


Mas, para muitos outros, o presente caminho não tem significado nem satisfação, e se sentem presos. Querem mudar, mas  não  sabem como .


A realidade é que mudar é difícil.  Quão difícil?


Bem, se considerarmos  a robustez da indústria de auto-ajuda e o fato de que ninguém ainda descobriu um caminho definitivo para mudar , a resposta é "extremamente difícil".


Adicione as baixas taxas de sucesso em tudo, desde resoluções de Ano Novo, parar de fumar, perder peso, melhorar a auto-estima, sentir-se menos ansioso, ter um melhor relacionamento, enfim seja o que for, e o resultado é uma imagem nada bonitinha.


( Velho Freud dizia que, a mudança  ocorre apenas quando, a dor do viver torna-se maior que a dor do mudar. Danado de brilhante).


Parte do problema é que a indústria da  auto-ajuda  distorceu nossa percepção de mudança, levando-nos  a acreditar que  mudança  é fácil, rápida e conseguida com pouco esforço.


É claro que, a ressalva desta afirmação é que a mudança só ocorrerá,  se você comprar os livros ou DVDs, assistir às palestras ou workshops, ou investir tempo, energia e, claro, dinheiro em qualquer "mezinha" que prometa ajudá-lo a mudar rapida e facilmente quando nada funcionou antes.


E, falando nisso, sempre que deparar com as palavras  "milagre", "magia", "fácil" ou ""rápido" , quando o assunto é mudança, verifique se você ainda tem a sua carteira!

Mas este artigo não é para  atacar  a indústria de auto-ajuda ( já fiz isso antes), mas sim a respeito do que é realmente necessário para produzir mudanças significativas e duradouras na  vida.


A  primeira vista, mudar não parece ser tão difícil.


Se há algo que não gosta em si mesmo, vai e mude isso, seja o que for.


Mas a realidade é que mudanças  profundas  são processos lentos, frustrantes, dolorosos, cheios de esforços ,lutas, derrotas e decepções.


Desde querer  se ver mais positivamente, ser melhor companheiro/a, lutar por objetivos profissionais ou lidar com o estresse de forma mais eficaz, a mudança é a coisa mais difícil e ao mesmo temp mais gratificante , que se possa fazer na vida.


Então, por que é tão difícil mudar?


Este artigo  vai  dar uma explicação, e é também o primeiro de três  que examinarão o porquê, o quê e o como de mudança positiva de vida.


O objetivo é modificar a tarefa  desde uma  missão quase impossível para uma que, se não uma certeza, pelo menos  está ao seu alcance. (Desculpe, não fazemos promessas bizarras )


Os Quatro Obstáculos à Mudança 


Um aspecto infeliz da vida é que muitas vezes criamos obstáculos, de forma quase sempre inconsciente,os quais  podem  servir a algum tipo de objetivo imediato, mas acabam sendo problemas  graves a longo prazo.


(Chamo isto de “princípio do cartão de crédito”, pois tal qual no caso do anteriormente citado, nem se percebe a enormidade do gasto pois  não há o ato fisico de contar o dinheiro em troca de algo, o que, usualmente refreia exageros. Com o cartão, a satisfação é imediata, e o abacaxi será descascado num futuro longuiquo, que costumeiramente chega depressa demais. Não deve ser coincidência que também estamos vivendo uma cultura narcisista, como bem descreveu Lash em seu livro “A Cultura do Narcisismo".Para excelente resenha deste livro em portugues, dirija-se a http://labirintosdoser.blogspot.com/2011/01/christopher-lasch-cultura-do-narcisismo.html)

 
Estas barreiras são, muitas vezes, impulsionada por algumas de nossas necessidades mais básicas, por exemplo, para se sentir competente, ser aceito, se sentir no controle.


Lamentavelmente, esses obstáculos tornam-se intratáveis e acabam impedindo as pessoas de mudar (ou até mesmo de tentar  mudar) quando deixam de ser um beneficio e se tornam um incômodo.


Bagagem

 
Todos nós trazemos coisas boas da infância para a vida adulta, e, em sendo humanos, junto vem coisas  não tão boas, o que chamamos de bagagem.


(A respeito disso, juro que  é verdade. Estou no processo de mudança, fisico, de IA para o TN, de formas que estou a encaixotar coisas faz mais ou menos uma semana. Pois bem, ontem encontrei umas roupas que nem me recordava que possuia, totalmente fora de qualquer moda possivel , positivamente horrendas, que não faço a mais remota idéia do como ou porque vieram parar aqui, desde que usualmente limpo meus armários pelo menos uma vez por ano e mando as coisas pro Exército da Salvação. Isso é que se chama de processo inconsciente. Por ouro lado, consciente e carinhosamente coloquei na mala meu ursinho de pelúcia que canta Moonstruck, a estatueta de Santo Antonio que ganhei de minha tia-avo e minhas meias de lã vermelhas que comprei na Italia quando tinha 15 anos de idade, pois não são bagagem, mas parte de minha personalidade. Ficou mais fácil de entender agora? Espero que sim.)

 
Os tipos mais freqüentes de bagagem incluem: baixa auto-estima, perfeccionismo, medo, necessidade de controle, raiva e necessidade de agradar.

 
Essa bagagem faz com que  pensemos, sentimos  e agimos com base em quem  éramos quando crianças e não como a pessoa muito diferente  que agora somos como adultos. 


A maior parte desta bagagem faz com que se reaja ao mundo de maneira improdutiva, sabotando  nossos esforços para uma mudança de vida positiva.

Hábitos 

 
Quando temos pensamentos, emoções e comportamentos motivados  por nossa bagagem com freqüência suficiente, eles acabam por se tornar  hábitos profundamente arraigados que ditam como se age  e reage ao mundo a nosso redor.


Estes hábitos são muito parecidos com os atletas que praticam com má técnica.


Esta técnica ruim torna-se  impregnado em sua "memória muscular" e acaba se mostrando na competição.


Da mesma forma, quando nossa  bagagem se torna entranhada como hábitos, produz respostas aparentemente reflexivas, mesmo quando elas não são nem saudáveis nem adaptativas.


O desafio é que, mais uma vez usando o exemplo dos atletas, uma vez que os hábitos estão enraizados é difícil re-treina-los.

(Acreditem nesta ex-fumante que  tentou tudo – menos Vanericline que me recusei- até que tive que usar mesmo terapia cognitiva mais cigarro eletronico, diminuindo a quantidade de nicotina a zero. Foram meses de trabalho sério, escrevendo tudo, sempre  que baixava vontade, o que estava fazendo, sentindo, com quem. Mais do que re-treinar foi um treinar novos comportamentos. Valeu.)

 
Emoções

 
Emoções negativas, como medo, raiva, tristeza, frustração, desesperança, podem  ser  poderosos impedimentos  para mudanças.


Por exemplo, muitas pessoas não mudam por medo do fracasso. Podem pensar: "E se eu não conseguir mudar? Vou provar a mim mesmo que sou um desastre maior do que sou agora, de formas que não vale a pena correr o risco."


Estas emoções negativas tornam-se barreiras à mudanças substanciais  por serem acionadas sempre que nos sintamos  incompetentes, desconfortáveis ou sem suporte.

E o único alívio é recuar de volta para a forma como se tem sido ou comportado por longo tempo.

Ambiente

 
Nós criamos ambientes que nos ajudam a gerenciar melhor  nossa bagagem, hábitos e emoções.


Nos cercamos  de pessoas que apoiam nossa maneira de ser  e nos fazem sentir confortáveis e seguros.


Nos envolvemos em atividades que tem a ver com nossos pontos fortes e que nos ajudam a mascarar ou atenuar os pontos fracos. 


Infelizmente, este ambiente reforça quem somos, mesmo quando não queremos ser quem somos,e pode fazer com que continuemos por um caminho conhecido mesmo que este interfira com nossa felicidade e a realização de nossos objetivos.


Este ambiente pode, na melhor das hipóteses,  não apoiar mudanças, e na pior, totalmente desencoraja-las.


Em todos os quatro casos, quando se permite que estes obstáculos controlem nossa vida, eles sabotam  qualquer  esforço para mudar de forma positiva.


Pior, nos sentimos  presos, frustrados e impotentes para mudar  nossa sorte na vida.


O próximo  artigo desta série sobre como criar mudanças significativas na vida,  será os "Os Cinco Blocos necessários na construção de uma mudança de vida positiva."


(E na próxima quarta –feira, se tudo correr como planejado, estarei postando de Chattanooga, TN. Isso me lembra uma citação do Deming, que é : “Ninguém precisa mudar.  A sobrevivência não é obrigatória”, o que me leva à Teoria da Evolução, a qual define que a sobrevivência de um individuo  ou de uma espécie depende da capacidade de adaptação ao meio desse mesmo individuo ou espécie, e que Evolução é só o sinônimo chique de Mudança. E que Darwin nunca falou na sobrevivência do mais forte, mas sim do mais capacitado a mudar. E que uma das vantagens de ter ADD  é poder jogar ping-pong com as idéias.)


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Conhecendo suas emoções: gatilhos internos Karyn Hall, PhD

http://blogs.psychcentral.com/emotionally-sensitive/2012/01/knowing-your-emotions-internal-triggers/
Pessoas emocionalmente sensíveis reagem à maioria das situações emocionalmente e costumam ser conscientes do que as desencadeou.
 
Porém, às vezes , não sabem por que estão sentindo o que estão sentindo.

Consumidos por seus sentimentos, não pensam nas causas dos mesmos.
 
No entanto, identificar o que desencadeou  nossos  sentimentos é importante para que se possa útil aceita-los e administrá-los.

 
Se uma emoção é justificada, como por exemplo ficar com  medo porque parece que alguém  vem vindo e pronto para lhe dar uma cacetada, então a emoção está lhe  dando informações importantes para que  possa fazer algo a respeito.

 
Agir  como consequência duma emoção justificada é útil, por exemplo o ir usar seu tempo como voluntário  para ajudar em um abrigo para os sem-teto  porque  se sente  triste com a situação deles.

 
Se a emoção não se justifica, então, gerenciá-la   é importante, de forma a controlar a turbulência emocional que pode ter conseqüências catastróficas. 

 
(Sei perfeitamente bem que temos a tendência de sempre justificar nossas emoções, de uma forma ou de outra, usando pensamentos tortuosos tipo “ele/ela me faz sentir assim ou assado”, que é o pensamento básico em toda violência familiar, quando o  cônjuge 
violento usa o argumento de “ bati sim, mas ela fez tudo para apanhar”. Lembro-me do marido de uma amiga minha, baiano sabedor, muitos anos atras, que uma vez me disse: “Quando alguém me faz algo ruim a primeira vez, é culpa dele, se fizer a segunda, a culpa é minha, porque sabia e deixei”. O objetivo desse artigo é basicamente o de orientar em como retomar o poder sobre nossas próprias emoções e por conseguinte, nossa vida)
 
Pensamentos

 
Ao considerar o que desencadeia  as emoções, é  importante olhar para sua experiência interna, assim como no ambiente ao seu redor.

 
Às vezes, suas emoções são desencadeadas por seus propios pensamentos, o que confunde as pessoas a seu redor, posto que elas não podem ver o que se passa em sua cabeça.

 
Por exemplo, digamos que você está muito preocupado com os sem-teto e com os que não têm o que comer.

Você vai com um amigo a um restaurante e observa que  muitos alimentos  estão sendo jogandos fora. Você fica muito chateado porque  fica pensando  sobre as pessoas que passam fome e   não  consegue curtir  o almoço com o amigo.
Você passa a se isolar por causa da dor que sente quando  se aventura fora de casa e vê coisas que não gosta.

 
Pensamentos sobre as ações dos outros são, muitas vezes, os gatilhos que disparam fortes emoções.

 
Você pode gastar seu tempo pensando sobre as razões pelas quais alguém disse o que disse ou fez o que fez ou porque não perguntou sobre algo que lhe aconteceu, e decidir que eles não gostam  ou não se importam com você.

 
Às vezes,  pessoas emocionalmente sensíveis se tem em alta conta  como amigos e podem usar esse mesmo critério para determinar como os outros deveriam se comportar, o que costuma resultar em sentimentos feridos e relacionamentos perdidos.

 
Pensamentos sobre eventos passados também podem desencadear fortes emoções.
Uma  data no calendário pode desencadear pensamentos de um animal de estimação que morreu.
Festas de fim de ano  podem desencadear pensamentos  a respeito de relações que foram perdidas.
O ver  voluntários pode provocar pensamentos a respeito  do que  achamos  que não fizemos para ajudar os outros.
Passar  perto  de uma igreja pode desencadear pensamentos de culpa por achar que não  está  fazendo o que deveria. (Qualquer um que tenha passado por colegio de freiras/padres, sabe perfeitamente bem como funciona)

 
Pensamentos sobre o futuro também podem ser perturbadores. Pensar em resultados dolorosos que podem vir a acontecer desencadeia  a dor emocional.

Emoções

Emoções secundárias podem  ser desencadeadas  por emoções primárias.

 
Por exemplo, suponha que alguém corta na sua frente numa longa fila para comprar ingressos para um filme popular.

Você fica danado mas não faz nada.
Outros podem nao se importar ou mandar o atrevido para o fim da fila, e pra eles é apenas isso, acabou.
Você fica primeiro com  raiva  e depois com medo.
Sua propia raiva o assusta.
Talvez por saber que sua raiva é mais intensa do que a dos  outros, ou talvez porque tenha sido assustado no passado,  pela raiva de outros.
Talvez  se sinta mal com sua raiva porque viu como magoa a outros e  não quer fazer isso.
É provável que  fique pensando  sobre o incidente,  e suas emoções crescem tanto  que você não consegue curtir o filme.


Para piorar tudo, uma coisa chamada raciocínio emocional pode aumentar a intensidade das emoções.

Raciocínio emocional é a idéia de que, só porque sentimos algo, esse algo deve ser verdade.

Se você sente que ninguém gosta de você, então deve ser verdade
Se você sentir medo, então  coisa ruim vai acontecer
Se você sentir  que vai bombar na prova,  então  vai.

Aceitar as emoções como fatos cria desespero  desnecessário.

 
Atuar acreditando que emoções são fatos pode causar situações difíceis e dor adicional.
Imagine não fazer uma prova  para a qual você estudou pra caramba, porque sentiu que ia bombar.

Passos Iniciais a serem tomados

 O stress que acompanha pensamentos dolorosos tem efeitos devastadores no organismo, e o cérebro reage a pensamentos da mesma maneira como se fosse um fato que estivesse realmente acontecendo, de formas que, o aprender a gerir pensamentos e emoções sem justificativa traz benefícios em todas as áreas.

 
Uma vez identificado  o gatilho, o  alívio pode ser imediato.

 
Às vezes, apenas entender o nos aborrece, dá a oportunidade para que nossa  mente racional gerencie a emoção.

Por exemplo, sabendo que está chateado com comida sendo jogada fora ,permite que se lembre que pode fazer trabalho voluntário no banco de alimentos ou que não pode fazer nada no presente momento, de formas que pode decidir o que vai ou não  fazer e não ficar a merce de suas emoções.

Lembre-se que pensamentos são apenas pensamentos.

Os pensamentos podem ser ou não ser precisos.

 
Tenha em mente que não se pode ter certeza que nossos pensamentos são fatos até que tenhamos evidências. 


(Lembre-se que Evidência é um pedaço de informação que suporta uma conclusão. O exemplo clássico é do tribunal: significa motivo e oportunidade. Se o réu tinha os meios para cometer o crime - possuía a arma com a qual foi cometido  o assassinato - um motivo ou razão pela qual haveria de querer cometer o crime, digamos herdar  50 milhões de dolares com a morte do dito cujo, e a oportunidade, digamos estava a sós com a vítima quando do falecimento, então seria uma conclusão razoável de que o réu cometeu o crime. Claro que um julgamento requer muito mais evidências, mas só para deixar perfeitamente claro, vamos a outro exemplo. Se um corpo for encontrado esquartejado dentro de um saco com pedras num rio, isto seria Evidência suficiente para afastar a  hipótese de suicidio)
 
Procure as  evidências antes de aceitar como verdadeiros todos seus pensamentos.

 
Lembre-se que  sentir algo não significa necessariamente que é ou não verdade. 


Verificar as evidências é o que é importante.
 
Esteja atento. Viva aqui, no presente, e não pense que, pensar  no passado ou no que pode vir a acontecer no futuro, ajuda  a regular as emoções

O ser uma pessoa emocionalmente sensível,  pode ser uma dádiva.

 
Aprender a gerir as emoções para que elas melhorem  a vida ao invés de torna-la  mais difícil é um passo importante a ser tomado.

 
Já.  


(Este foi totalmente por minha conta, mas tem sido minha experiência que o procrastinar  não costuma trazer nenhum benefício. Isso me recorda a famosa música do Vandré, que diz: ...” Quem sabe faz a hora não espera acontecer”...)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

9 MANEIRAS DE FAZER FUNCIONAR O PENSAMENTO POSITIVO


Hoje começo o blog com explicações. Desde que comecei a ouvir falar de Pensamento Positivo, e isso faz muito tempo, sempre achei a coisa um pouco forçada.Não me entrava pela cabeça a ideia de,simplesmente virando Poliana,as coisas mudariam como num passe de mágica, outra coisa na qual também não creio.

Pior é que, no fundo, sou uma otimista desde que me lembro por gente, procuro ver o lado bom das coisas, e acho que, no fim, tudo dará certo, e como dizia o Sabino, se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim. E mesmo assim, tomei, e continuo tomando cada tombo na vida de dar inveja aos dublês em Hollywood.

Assim, fiz a coisa que sei fazer bem quando estou intrigada a respeito de algo, que é estudar a respeito.

Nessa busca, fui aprendendo coisas extremamente interessantes sobre Pensamento Positivo, e a primeira delas foi que, como mais ou menos tudo o mais na vida, é um processo continuo e não uma fuga da realidade

Por exemplo, não pra ser feliz sabendo que, a cada ano, cerca de  500.000 crianças  vão ficar cegas por deficiência de vitamina A.

A felicidade está em poder fazer algo a respeito, quer por se envolver com a ONU de alguma forma para eliminar o problema, quer espalhando informação e educação, enfim, felicidade está no FAZER algo a respeito de qualquer coisa que incomode.

Levei anos para entender o conceito.

Por outro lado, somos todos diferentes – essa história que somos criados iguais é uma balela sem tamanho – e mais, somos muito diferentes no que gostamos, porque o que detestamos  é mais ou menos universal.

Assim, o que funciona para mim, provavelmente não funciona para meu vizinho.


Esse artigo é brilhante ao mostrar como descobrir o que funciona para cada um de nós e fazer.)

Quando (o tiro de) Pensamento Positivo sai pela culatra

Todos nós fomos mandados, num momento ou outro de nossas vidas, a pensar mais positivamente, o que faz sentido, posto que  montanhas de  evidência a respeito de como esse tipo de pensamento  pode nos ajudar a nos sentir  mais felizes e menos deprimidos.


Por outro lado, novas  pesquisas  estão descobrindo que esta prática pode ter o efeito oposto.


Estudos recentes mostram que afirmações positivas como "Eu mereço ser amado",exercícios de psicologia positiva,como ouvir música edificante,e cadernos de exercícios de terapia cognitiva que encorajam os usuários a pensar positivo e disputar as crenças negativas, podem  fazer com que alguns se sintam muito  pior, se não for a abordagem  adequada a cada tipo de personalidade. 


Aqui vai o que se precisa saber para que o pensamento positivo funcione:

Se você  tem baixa auto-estima:

Ao repetir a declaração "Sou uma pessoa adorável", pessoas com baixa auto-estima  sentem-se pior,de acordo com um estudo canadense de 2009.

E isso porque essas pessoas simplesmente não acreditam nisso, disseram os pesquisadores.


E,para piorar as coisas,quando o pensamento oposto rasteja de volta ("Eu não sou tão adorável quanto poderia ser" ou "Na realidade sou desprezivel, mas engano bem"),eles se sentem como se tivessem falhado,e o humor despenca.
 

Tente isto:
Gentileza costuma funcionar melhor para as pessoas com baixa auto-estima.

Noutro estudo ainda não publicado,a pesquisadora Myriam Mongrain, psicologa na York University em Toronto, percebeu que os voluntários com baixa auto-estima que fizeram um ato gentil por dia durante uma semana, passaram de clinicamente deprimidos a não-deprimidos.


(Esse estudo foi feito on line com voluntários de todas as idades, usando vários e diferentes tipos de exercicios de psicologia positiva)


Se  fica pensando o tempo todo nos seus problemas


Pessoas que frequentemente focalizam nas causas e consequências de humor negativo (chamados de Ruminantes),não se beneficiam com o identificar e disputar os pensamentos negativos(exercício muito comum em psicologia positiva,derivado da terapia cognitiva),sem a ajuda de terapeuta muito bem treinado, segundo uma pesquisa da University de Notre Dame em 2010.

Na realidade, esse grupo teve uma significativa piora em seus sintomas depressivos, quando comparado a outro grupo de Ruminantes que fez um outro tipo de exercício de terapia cognitiva, no qual foi deixado de lado o foco nos pensamentos negativos.


Tente isto: 
Usar a ajuda de um bom terapeuta ao contestar os pensamentos negativos é muito mais efetivo para Ruminantes.

O aprendizado uma habilidade específica que ajude a resolver os problemas também funciona bem.

Nesse mesmo estudo de Notre Dame,estudantes que estavam muito estressados,foram ajudados por exercicios em gestão do tempo e outras habilidades acadêmicas


Se voce necessita de outras pessoas para se sentir feliz


O poder edificante da música em geral, ajuda a aliviar sentimentos depressivos, mas fez com que pessoas carentes se sentissem bem  pior.

(Problema: A Nona de Beethoven é um dos melhores anti depressivos que conheço, principalmente se posso ouvi-la a todo o volume e fazendo de conta que estou dirigindo a orquestra com mais vigor que o Toscanini. Recentemente, descobri que o Robert Fulghrum, um dos melhores filósofos vivos americanos na minha opinião, tem a mesma mania, e é por essas e outras que ele está na minha lista de pessoas que quero conhecer antes de passar desta para melhor. Tambem em momentos de profunda raiva, nada melhor do que a Cavalgada das Valkirias, do Wagner, me vendo em cavalo negro no ardor da batalha, decapitando desafetos, faz milagres, enquanto a tal da musica new age que teoricamente é muito boa para relaxar, me nos nervos.
Então, o adjetivo “edificante”, como a maioria dos adjetivos, tem significado altamente pessoal, sendo extremamente difícil uma “generalização”de gostares. Mas cá está exatamente o ponto: não necessito de ninguém por perto pra fazer uso de minha imaginação,muito antes pelo contrário,pois não tenho coragem de fazer nada do acima com plateia. Mas é minha preferência
Pessoas diferentes, preferências  diversas)


Os psicólogos acreditam que é porque as pessoas carentes derivam sua felicidade apenas de conexões com outras pessoas, de formas que, para essas pessoas usar música para se sentir melhor, simplesmente nao funciona. 


Tente isto:

Procure um bom terapueta.
Pessoas carentes tendem a melhorar simplesmente com a interação com outro ser humano.

OBS: O termo “ carente” neste contexto nao indica julgamento de valores, mas somente tipo de personalidade.



Se pensa que nunca é bom o suficiente 

(Este conheço melhor que a palma de minha mão)


Se você é seu maior (e pior)  crítico, o que funciona é pensar  nas coisas que são boas em sua vida e que você costuma descartar, e nas pessoas que o ajudaram nessas coisas.

Tente isto:

Pessoas profundamente auto criticas sentem-se melhor por,a cada dia pensar em 5 coisas e/ou pessoas pelas quais se sentem gratas.

Este tipo de exercicio tira o foco de sua própria  inadequação e o coloca num mundo bem maior.


Se acredita que  auto-afirmações positivas não são realistas
 
Tudo o que é muito amplo ou generalizado, não funciona, e pode até mesmo fazer algumas pessoas se sentirem pior.

Livros de auto ajuda geralmente nos pedem para repetir o mantra “ Eu me aceito completamente”, e os pequisadores que revisaram esse tipo de afirmações em 2009 as chamaram de “estranhas” e “desarrazoadas”.


Tente isto: 
Troque generalizações por algo mais moderado e especifico, por ex, troque “ Sou generoso”, por “ Costumo gostar de presentear as pessoas”. 
(O lado negro desse tipo de pensamento positivo generalizado é que é comum em disturbio de personalidade do tipo narcisista, onde o sujeito se aceita e se ama “incondicionalmente”, o que forma a base do propio disturbio.
Lembro-me de uma frase que ouvi num grupo terapeutico, onde o sujeito afirmou: eu atiro, mas quem mata é Deus ao dirigir a bala. Pois é.)


Se sempre enxerga pelo menos dois lados de qualquer  questão.

Para algumas pessoas,  focar  em uma única afirmação, como sendo a verdadeira, soa falso. (Também conheço bem esse tipo). 
Fá-los sentir que falharam em viver de acordo com as normas, se  não podem deixar de pensar pensamentos contraditórios.
(Gosto imensamente de pensamentos contraditorios, sendo um de meus preferidos o titulo do primeiro livro da Zelia Gattai – Anarquistas graças a Deus!- e o outro, de um artigo do Ivo Montanelli, no qual explica que, “...,nós, os italianos, somos católicos  mesmo quando ateus”. Assim que, ser contraditorio em pensamentos, palavras e as vezes, obras, é também uma caracteristica cultural. Meu problema não era me sentir uma falha, ou não viver de acordo com as normas. O problema sempre foi uma certa inveja  de pessoas que tinham absoluta certeza de suas idéias a qualquer momento, e uma  sensação meio que esquisita de  não pertencer a lugar nenhum.
A idade e um monte de exercicios me trouxeram um “ fazer as pazes com minhas contradições, pois  o lado bom do não pertencer a lugar algum faz com que possa me sentir em casa e a vontade em, virtualmente, qualquer lugar do mundo.)

Tente isto: 
Permitir-se aceitar que, às vezes,se tem pensamentos contraditórios,torna o exercício muito mais eficaz.

No estudo da auto-estima, os participantes que se concentraram no fato de que a afirmação "Eu sou uma pessoa adorável" pode ser ao mesmo tempo verdadeira e falsa,  sentiram-se bem  melhor do que aqueles que focaram apenas no ser verdadeira. (Nosotros da bota somos bons de vez em quando. E por falar em pensamentos contraditorios, tenho que repetir a velha piada da diferença entre a mãe judia e a mãe italiana. Não cito o autor, porque não lembro mais. Aqui vai:


Mãe Judia para pequeno Moises que não quer comer:
Filho meu, sol de meus dias, menino de ouro, futuro brilhante cientista, se você não comer, eu me mato!


Mãe Italiana para Pierino na mesma situação:
Se você não comer te mato seu desgraçado!!!)

Se Pensamento Positivo simplesmente não funciona para  você 

“ Focar em pensamento realista pode ser mais fácil do que treinar pensamento positivo”, diz Gerald Haeffel, outro psicólogo da Notre Dame envolvido na pesquisa com Ruminação.

A meta do “pensamento realista” em terapia cognitiva, não é tornar pensamentos negativos em positivos e/ou felizes, pois, afinal de contas, de vez em quando coisas muito ruins realmente acontecem, mas simplesmente ensinar como não  pensar negativamente todo o tempo”.


Tente isto: 

Ao invés de transformar o pensamento negativo em positivo, incentive pensamentos realistas, por exemplo, falhas e erros continuam sendo falhas e erros, mas eles nao o fazem uma pessoa desprezivel, e mesmo que sua situação nesse momento pareça meio sem saida, não é sem solução, porque você possue o potencial de modificar seu comportamento, o que, modifica a situação, por conseguinte melhorando seu futuro.

Se sua energia mental está baixa

Se voce no geral, é bem ajustado (ai como não gosto dessas duas palavras quando aplicadas a pessoas, porque, pra mim, bem ajustada  é roupa, mas não posso modificar o sentido que os autores deram ao texto. Deve ser por isso que na Italia se diz: traduttore, traditore – Tradutor, traidor- uma vontade de modificar algumas coisinhas!), isto é, tem boa auto estima e não é  por demais carente ou obsessivo, exercicios positivistas breves podem fazer uma diferenca significativa, mas, algumas pessoas, principalmente as que sofrem de graves disturbios do humor ou outras formas de doença mental, necessitam de assistencia para melhorar e modificar a maneira como pensam.

Modificar pensamentos negativos, requer energia mental, a qual,em muitos deprimidos é extremamente baixa.

Tente isto: 
Um terapeuta qualificado pode prover o “músculo cognitivo” extra ou a energia mental que alguns necessitam para poder mudar sua maneira de pensar.
Quando procurar por um terapeuta para ajuda-lo a pensar de forma mais positiva, pergunte se ele ou ela foi treinado em terapia comportamental cognitiva, a qual tem se mostrado como única forma de terapia com base cientifica e que, em todas as pesquisas, parece ser  eficaz para grande número de problemas
Referência: 9 Ways to Make Positive Thinking Work for You