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terça-feira, 8 de agosto de 2017

CÉREBRO FEMININO MUITO MAIS ATIVO QUE O MASCULINO


O que todas nós já tinhamos certeza, foi agora cientificamente demonstrado.

Um estudo com imagens cerebrais permitiu quantificar as diferenças entre os sexos e poderá servir para compreender os riscos de doenças como o Alzheimer.

O cérebro feminino é muito mais ativo que o masculino,demonstrado pela análise dos resultados de 46.034 séries de tomografias por emissão de fóton único (SPECT: técnica de imagem que usa compostos radioativos que emitem raios gama, os quais fornecem dados biopatológicos em 3D, permitindo assim medir o fluxo sanguíneo no cérebro, identificando as regiões com atividade neurologica elevada).
Destarte,os pesquisadores da Clínica Amen, em Newport California, conseguiram identificar citadas diferenças.

Foram mapeadas 128 zonas cerebrais de 119 voluntários sem qualquer psicopatologia e 26.683 pacientes com vários distúrbios neuropsiquiatricos (traumas cerebrais, disturbios do humor, esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos), e assim foi descoberto que o cérebro feminino é particularmente ativo no Córtex pré frontal e no Sistema límbico, o que poderia explicar o motivo pelo qual as mulheres tendem a mostrar maior empatia, intuição e autocontrôle ( o cortex pré frontal tem ação fundamental no controle dos impulsos). Em compensação, tem maior tendência a ansiedade, depressão, insônia e distúrbios alimentares, pois o sistema límbico está associado ao comportamento das emoções.

Nos homens, a atividade cerebral é mais elevada nas áreas ligadas à visão e coordenação.

Segundo os autores, o compreender essas diferenças é de fundamental importância, porque os distúrbios cerebrais influem de formas diferentes nos sexos. Assim, se os homens tem maior propensão de ter distúrbios comportamentais como o Déficit de Atenção ou no contrôle dos impulsos, as mulheres tem mais risco de desenvolver Depressão e Alzheimer.

Gender-Based Cerebral Perfusion Differences in 46,034 Functional Neuroimaging Scans
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Women Have More Active Brains Than Men
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sábado, 29 de julho de 2017

SMARTPHONES SEQUESTRAM CAPACIDADES COGNITIVAS

Estar próximo a um smartphone reduz a capacidade cognitiva, mesmo quando o mesmo está desligado, mostra uma nova pesquisa da McCombs School of Business, da Universidade do Texas, em Austin (chefe da pesquisa: Adrian Ward, PhD).

Foram feitos 2 estudos com cerca de 800 estudantes de graduação, os quais se envolveram em uma tarefa cognitiva com seus smartphones colocados perto e à vista, perto e fora da vista, ou em uma sala separada.

Os pesquisadores descobriram que a mera presença de um smartphone afetou adversamente a capacidade cognitiva disponível, mesmo quando os participantes tiveram sucesso em manter a atenção, não estavam usando seu telefone e não relataram pensar no telefone. Estes efeitos cognitivos foram mais fortes em quem relatou maior dependência de smartphones.

Os participantes foram distraídos não porque estavam recebendo notificações em seus smartphones, mas a mera presença do mesmo foi suficiente para reduzir sua capacidade cognitiva.

"A proliferação de smartphones deu início a uma era de conectividade sem precedentes. À medida que os indivíduos se voltam cada vez mais para as telas de smartphones, para gerenciar e aprimorar suas vidas diárias, devemos perguntar como a dependência desses dispositivos afeta a capacidade de pensar e funcionar no mundo fora da tela.”

As pesquisas anteriores se concentraram em como as interações dos consumidores com seus smartphones podem facilitar e interromper o desempenho fora da tela. O presente estudo difere, porque se concentra em "uma situação anteriormente inexplorada (mas comum)" - quando os smartphones não estão em uso, mas meramente presentes.

Os pesquisadores descobriram que as diferenças individuais na dependência de smartphones moderaram as diminuições cognitivas. Os participantes que dependiam mais dos seus smartphones apresentaram um desempenho pior do que aqueles menos dependentes, mas apenas quando mantiveram os telefones em seus bolsos ou bolsas ou em suas mesas.

"Ironicamente, quanto mais os consumidores dependerem de seus smartphones, mais eles parecem sofrer com sua presença, ou, quanto mais eles poderiam se beneficiar com sua ausência. Há uma tendência linear que sugere que, à medida que o smartphone se torna mais visível, a capacidade cognitiva disponível dos participantes diminui. Sua mente consciente não está pensando em seu smartphone, mas esse processo - o processo de se exigir a não pensar sobre algo - usa alguns de seus recursos cognitivos, os quais são limitados. É uma drenagem das funções cerebrais", observam os pesquisadores.

Comentando o estudo para Medscape Medical News, Larry Rosen, PhD, professor emérito de psicologia da Universidade Estadual da Califórnia em Dominguez Hills, chamou o estudo de "muito bem feito e bem executado, mas também um pouco assustador.

"Nosso grupo monitorou alunos estudando, com seu celular ao lado. E a norma, mesmo que seu trabalho seja realmente importante e eles sabem que os estamos observando, é que eles estudam no máximo 10 a 15 minutos, que é sua capacidade máxima de prestar atenção e não se sentir obrigado a verificar seus telefones. As pessoas verificam seus telefones, mesmo que o telefone não vibre ou não recebam notificações, o que é um produto da nossa imersão neste mundo de smartphones. Sabemos que esse comportamento aumenta a ansiedade e também diminui o poder do cérebro, criando dificuldades em processar informações, o que faz sentido quando a informação que você deveria estar entendendo, está sendo distraída pelo dispositivo. Como se pode lembrar ou processar qualquer coisa profundamente se a processamos por apenas alguns minutos? Este estudo também tem importantes implicações clínicas, pois há que estar ciente que qualquer mensagem que se esteja passando a nossos clients, provavelmente não está sendo ouvida claramente porque não permitimos que eles usem seus telefones durante a sessão, então o cérebro está parcialmente distraído. Podemos pedir que eles reflitam sobre isso, mas o que eles realmente vão refletir é que não verificaram seu Snapchat por um tempo. Além disso, os clínicos têm que restringir seu próprio comportamento e não textar no meio de uma sessão. Se necessário, clinico e paciente podem fazer uma pequena pausa para verificar o telefone". afirmou o Dr. Rosen, autor de The Distracted Mind (MIT Press, 2016).

Os pesquisadores sugerem várias táticas para mitigar a distração, observando que, à luz de suas descobertas, colocar o telefone virado para baixo ou para cima ou desligado é puro exercício em futilidade, e que há só uma simples solução: SEPARAÇÃO, particularmente "períodos de separação definidos e protegidos".

Os pesquisadores concluem que seu estudo contribui para a crescente discussão entre consumidores e comerciantes sobre as influências da tecnologia nos consumidores - e os consumidores na tecnologia - em um mundo cada vez mais conectado.

O artigo original foi publicado on line, em 03/04/2016, na revista Journal of the Association for Consumer Research

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

PARECE QUE FOI DESCOBERTO O QUE CAUSA A ESQUIZOFRENIA

Antes de qualquer coisa, vale lembrar que a esquizofrenia é um transtorno cerebral crônico que afeta aproximadamente 1% da população mundial. Quando está ativa, os sintomas podem incluir delírios, alucinações, problemas de pensamento e concentração e falta de motivação, e embora haja tratamentos, não há cura, e é por isso que o artigo abaixo se torna tão importante.

Nova pesquisa identificou a causa dos problemas de fiação no cérebro, nas pessoas com esquizofrenia. Quando os pesquisadores transplantaram células cerebrais humanas de indivíduos diagnosticados com esquizofrenia de início infantil em camundongos, as redes de células nervosas do animal não amadureceram adequadamente e os ratos apresentaram os mesmos comportamentos anti-sociais e ansiosos observados em pessoas com a doença.

"Os resultados deste estudo mostram que a disfunção das células gliais pode ser a base da esquizofrenia infantil", afirmou o neurologista Steve Goldman, MD, Ph.D., da U Rochester Medical Center (URMC), co-diretor do Centro de Neuromedicina Translacional e principal autor (no jornal Cell). "A incapacidade dessas células em desempenhar seu trabalho, que é ajudar as células nervosas a construir e manter redes de comunicação saudáveis e eficazes, parece ser um dos principais contribuintes para a doença".

As células da glia são células de apoio do cérebro e desempenham um papel crítico no desenvolvimento e manutenção da complexa rede interconectada de neurônios do mesmo. Há 2 tipos principais: astrócitos e oligodendrócitos. Os astrócitos são as principais células de apoio do cérebro, enquanto os oligodendrócitos são responsáveis pela produção de mielina, o tecido adiposo que, tal qual o isolamento em fios elétricos, envolve os axônios que conectam diferentes células nervosas. A fonte dessas duas células é outro tipo de célula chamado célula progenitora glial (GPC).

Os astrocitos executam diversas funções. Durante o desenvolvimento, colonizam áreas do cérebro e estabelecem domínios a partir dos quais ajudam a direcionar e organizar a rede de conexões entre células nervosas. Os astrocitos individuais também enviam centenas de fibras longas que interagem com as sinapses (junção onde o axônio de um neurônio encontra o dendrito de outro). Os astrocitos ajudam a facilitar a comunicação entre os neurônios nas sinapses, regulando o fluxo de glutamato e potássio, permitindo que os neurônios "disparem" quando se comunicam uns com os outros.

No novo estudo, os pesquisadores usaram células da pele de indivíduos com esquizofrenia de início infantil e as reprogramaram, criando células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC) que, como as células estaminais embrionárias, são capazes de dar origem a qualquer tipo de célula do corpo . Empregando um processo desenvolvido pela primeira vez pelo laboratório Goldman, a equipe manipulou os iPSCs para criar GPCs humanos, os quais foram transplantados em cérebro de camundongos recém natos. Essas células começaram a “competir”com a glia nativa dos animais, resultando em ratos com cérebros compostos por neurônios animais e GPCs humanos, oligodendrócitos e astrócitos.

Os pesquisadores observaram que as células gliais humanas derivadas de pacientes esquizofrênicos eram altamente disfuncionais. O desenvolvimento de oligodendrócitos foi adiado e não criaram suficientes células produtoras de mielina, o que significa que a transmissão do sinal entre os neurônios foi prejudicada.

O desenvolvimento de astrócitos foi , similarmente tardio, de modo que não não funcionaram como uma unidade de produção, tornando-se assim ineficazes na orientação da formação de conexões entre os neurônios. Também não amadureceram adequadamente, resultando em células deformadas que não suportavam as funções de sinalização dos neurônios em torno deles.

"Os astrócitos não amadureceram completamente e suas fibras não preencheram seus domínios normais, o que significa que, enquanto eles são reconhecidos por algumas sinapses, não o são por outras", disse Martha Windrem, Ph. D., do Centro de Neuro medicina Translacional da URMC. "Como resultado, as redes neurais nos animais tornaram-se dessincronizadas e descoordenadas".

Os pesquisadores também submeteram os ratos a uma série de testes comportamentais, observando que, os ratos com células gliais humanas dos indivíduos com esquizofrenia, eram mais temerosos, ansiosos, anti-sociais e tinham uma variedade de déficits cognitivos em comparação com ratos transplantados com células gliais humanas de pessoas saudáveis.

Os autores do estudo apontam que a nova pesquisa fornece aos cientistas uma base para explorar novos tratamentos para a doença. Como a esquizofrenia é única, acontecendo só em seres humanos e nenhum outro animal, isso limitou muito a possibilidade de estudar a doença. O novo modelo animal desenvolvido pelos pesquisadores pode ser usado para acelerar o processo de testes de drogas e outras terapias.

O estudo também identifica uma série de falhas de expressão de genes gliais que parecem criar desequilíbrios químicos que perturbam a comunicação entre neurônios. Essas anormalidades podem representar metas para novas terapias.

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sábado, 22 de julho de 2017

NOVE MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA PODEM REDUZIR AS CHANCES DE VIR A TER DEMÊNCIA


Um em cada três casos de demência poderia ser evitado se mais pessoas cuidassem de sua saúde cerebral ao longo da vida, de acordo com um estudo internacional na Lancet.
Se continuarmos no pé em que estamos, em 2050 teremos cerca de 131 milhões de pessoas com demência, globalmente.
Estima-se que existem 47 milhões de pessoas com a condição no momento.

Nove fatores que contribuem para o risco de demência:

Perda auditiva na meia-idade - responsável por 9% do risco
Não completar o ensino secundário - 8%
Fumar - 5%
Não procurar tratamento precoce para depressão - 4%
Inatividade física - 3%
Isolamento social - 2%
Pressão arterial alta - 2%
Obesidade - 1%
Diabetes tipo 2 - 1%

Esses fatores de risco - que são descritos como potencialmente modificáveis - somam 35%. Os outros 65% parecem ser potencialmente não modificáveis.
Embora a demência seja diagnosticada na velhice, as alterações cerebrais geralmente começam a se desenvolver muitos anos antes,segundo o autor principal do estudo, Prof Gill Livingston, do University College de Londres.
Começar as mudanças agora. melhorará a vida para as pessoas com demência e suas famílias e, ao fazê-lo, transformar-se-há o futuro da sociedade.
O relatório, que combina o trabalho de 24 especialistas internacionais, diz que fatores de estilo de vida podem desempenhar um papel importante no aumento ou redução do risco de demência individual.
Ele examina os benefícios de construir uma "reserva cognitiva", o que significa fortalecer as redes do cérebro para que este possa continuar a funcionar na velhice, apesar dos danos.

A não conclusão do ensino secundário foi um fator de risco importante, e os autores sugerem que os indivíduos que continuam a aprender ao longo da vida, provavelmente criarão reservas cerebrais adicionais.

Outro grande fator de risco é a perda de audição na meia idade, pois isso impede que se tenha um ambiente cognitivamente rico, levando ao isolamento social e à depressão, que estão entre outros fatores de risco potencialmente modificáveis para a demência.

Outra mensagem-chave do relatório é que o que é bom para o coração é bom para o cérebro.

Não fumar, fazer exercício, manter um peso saudável, tratar a pressão arterial elevada e diabetes podem reduzir o risco de demência, bem como doenças cardiovasculares e câncer.

O Dr. Doug Brown, diretor de pesquisa da Alzheimer's Society, disse: "Embora não seja inevitável, a demência está atualmente definida como o maior assassino do século 21. Todos nós precisamos estar cientes dos riscos e começar a fazer mudanças positivas em nosso estilo de vida".

O Dr. David Reynolds, diretor científico da Alzheimer's Research UK, disse: "Ao lado da pesquisa de prevenção, devemos continuar investindo em pesquisa para encontrar um tratamento que mude a vida para pessoas com essa condição devastadora".

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

ÓLEO DE CBD: USOS, BENEFÍCIOS E RISCOS

                        Ilustração da Cannabis sativa do séc 19(foto: Wikimedia Commons)

O QUE É

CBD é o nome de um composto encontrado na planta de cannabis. É um dos numerosos compostos encontrados na planta que se denominam canabinoides. Os pesquisadores têm analisado seus potenciais usos terapêuticos.Os óleos que contêm concentrações de CBD são conhecidos como óleo CBD, mas sua concentração e usos variam em diferentes óleos.

CBD É MACONHA?

Até recentemente, o composto mais conhecido em cannabis era o tetraidrocanabinol delta-9 (THC), que é o ingrediente mais ativo da maconha.
A maconha contém THC e CBD, mas os compostos têm efeitos diferentes.
O THC é bem conhecido pelo "barato" que altera a mente quando, dividido por calor, é introduzido no corpo (fumar o baseado ou comer biscoitinhos feitos com maconha).
O CBD não é psicoativo. Isso significa que não altera a mente ou humor, ou estado de espírito de quem o usa. No entanto, parece produzir mudanças significativas no corpo, e pode ter benefícios médicos.

A maior parte da CBD utilizada medicinalmente é encontrada na forma menos processada da planta de cannabis, conhecida como cânhamo.
O cânhamo e a maconha provêm da mesma planta, cannabis sativa, mas são muito diferentes.
Ao longo dos anos, os agricultores de maconha criaram seletivamente suas plantas (engenharia genética) para terem altas concentrações de THC e outros compostos que os interessavam, quer o cheiro ou seus efeitos no consumidor (isto não está no artigo, mas só a título informativo, a maconha usada hoje, é 80% mais potente do que a usada nos anos 60).

Por outro lado, os agricultores de cânhamo tendem a não modificar a planta, e então, são essas plantas de cânhamo são usadas para criar o óleo CBD.

COMO FUNCIONA: Todos os canabinoides, incluindo o CBD, se ligam a certos receptores do corpo, para produzir seus efeitos.
O corpo humano produz certos canabinoides por conta própria e ainda tem dois receptores para os mesmos, chamados receptores CB1 e CB2.

Os receptores CB1 são encontrados em todo o corpo, a maioria no cérebro, onde lidam com coordenação e movimento, dor, emoções e humor, pensamento, apetite e memórias, entre outras coisas menos importantes.

Os receptores CB2 são mais comuns no sistema imunológico, e afetam os processos inflamatórios e dolorosos.

Acreditava-se que CBD atuasse sobre esses receptores CB2, mas agora, parece que o CBD não age diretamente em nenhum dos receptores, tendo a ação de influenciar o corpo a usar mais de seus próprios canabinoides.

EFEITOS POTENCIAIS NA SAÚDE

Por causa da forma como a CBD atua no corpo, seus usos potenciais são muitos: é tomado por via oral, esfregado na pele e às vezes, inalado através de vapor ou usado intravenosamente.

ANALGÉSICO E ANTI INFLAMATÓRIO

É costumeiro usar drogas prescritas ou de venda livre para aliviar a dor e a rigidez, incluindo a dor crônica, e agora, parece que foi descoberta uma forma de fazê-lo, de forma mais natural.
Um estudo publicado no Journal of Experimental Medicine descobriu que CBD reduziu significativamente a inflamação crônica e a dor em ratos.Os pesquisadores sugerem que os compostos não psicoativos da maconha, como o CBD, podem ser um novo tratamento para a dor crônica, e o CBD já está em uso para algumas dessas condições, como esclerose múltipla e fibromialgia.

PARAR DE FUMAR E PARA ALIVIAR A SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA QUANDO DA RETIRADA DE DROGAS PSICOATIVAS

Há algumas provas promissoras de que o uso do CBD pode ajudar as pessoas a parar de fumar. Um estudo piloto publicado em Comportamentos Aditivos, descobriu que os fumantes que usavam um inalador contendo CBD composto fumavam menos cigarros, e não tinham nenhum desejo adicional de nicotina.Outro estudo similar publicado na Neuroterapeutica encontrou que o CDB pode ser uma substância promissora para pessoas que abusam de opióides.
Os pesquisadores observaram que alguns sintomas experimentados por pacientes com transtornos de uso de substâncias podem ser reduzidos pelo CBD. Estes incluem: ansiedade, alterações do humor, dor e insônia.
Estas são descobertas precoces, mas sugerem que a CDB pode ser usado para evitar ou reduzir os sintomas de abstinência.

EPILEPSIA E OUTRAS DOENÇAS NEURAIS

O CBD também está sendo estudado pelo seu possível papel no tratamento da epilepsia e distúrbios neuropsiquiátricos.
Uma revisão postada na revista Epilepsia, observou que o CBD tem propriedades anti convulsivas e baixo risco de efeitos colaterais.
Estudos do efeito da CDB em distúrbios neurológicos, sugerem que isso pode ajudar a tratar muitos dos distúrbios ligados à epilepsia, como neurodegeneração, lesão neuronal e doenças psiquiátricas.
Outro estudo, publicado no Current Pharmaceutical Design descobriu que a CDB pode ter efeitos semelhantes a certos medicamentos antipsicóticos e que pode ser seguro e eficaz no tratamento de pacientes com esquizofrenia.
Evidentemente, mais pesquisas são necessárias para entender como isso funciona.

AJUDA A COMBATER O CÂNCER.
O CBD vem sendo estudado para uso como agente anticancerígeno.
Uma revisão postada no British Journal of Clinical Pharmacology observa que o CBD parece bloquear as células cancerosas de se espalharem pelo corpo (metástase), por suprimir o crescimento de tais células e até mesmo matá-las. Observaram ainda que o CDB pode ajudar no tratamento do câncer por causa de seus baixos níveis de toxicidade. Pedem que seja estudado junto com tratamentos padrão, para verificação de efeitos sinérgicos.

DISTÚRBIOS DA ANSIEDADE

Pacientes com ansiedade crônica são freqüentemente recomendados a evitar a cannabis, pois o THC pode desencadear ou amplificar a ansiedade e a paranoia.
No entanto, uma revisão da Neuroterapeutics sugere que a CDB pode ajudar a reduzir a ansiedade em certos distúrbios da mesma, tais como:

• transtorno de estresse pós-traumático
• transtorno de geral da ansiedade
• transtorno do pânico
•transtorno de ansiedade social
• transtorno obsessivo-compulsivo

A revisão observa que os medicamentos atuais para esses distúrbios podem levar a sintomas adicionais e efeitos colaterais, e que as pessoas tendem a parar de tomar as drogas por causa desses efeitos indesejados.
A CBD não mostrou efeitos adversos nestes casos até presente momento, e os pesquisadores pedem que o CBD seja estudado como método potencial de tratamento.

DIABETE TIPO 1

A diabetes tipo 1 é causada por inflamação quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas.
Pesquisa recente postada em Clinical Hemorheology e Microcirculation descobriu que CBD pode aliviar a inflamação no pâncreas na diabetes tipo 1, podendo este ser o primeiro passo para encontrar um tratamento baseado em CBD.

ACNE

Outro uso promissor para CBD é como novo tratamento para a acne, que é causada, em parte, pela inflamação das glândulas sebáceas hiperativas.
Um estudo recente, publicado no Journal of Clinical Investigation, descobriu que a CBD ajuda a reduzir a produção de sebo que leva à acne, em parte por causa do efeito anti-inflamatório no corpo.

DOENÇA DE ALZHEIMER

Pesquisa inicial publicada no Journal of Alzheimer's Disease descobriu que a CDB foi capaz de prevenir o desenvolvimento do déficit de reconhecimento social em indivíduos nos estágios iniciais do Mal de Alzheimer, o que poderia fazer com que, tais indivíduos, não perdessem a capacidade de reconhecer os rostos das pessoas que eles conhecem. Esta é a primeira evidência de que a CBD tem potencial para prevenir os sintomas da doença de Alzheimer.

EFEITOS COLATERAIS E RISCOS

Muitos estudos (em pequena escala), analisaram a segurança do CBD em adultos, e descobriram que é bem tolerado.
Não houve efeitos colaterais importantes no sistema nervoso central, nem efeitos nos sinais vitais ou humor entre as pessoas que o usam.
O efeito colateral mais comumente observado foi cansaço. Houve alguns casos de diarreia e alterações no apetite ou no peso.

Ainda há muito pouco dados para se saber de segurança a longo prazo, e,em crianças, nenhum teste foi realizado.
Tal como acontece com qualquer opção de tratamento, nova ou alternativa, um paciente deve discutir com um profissional de saúde qualificado antes de seu uso.

O que não está no artigo, mas é interessante se saber, é que tal óleo é vendido livremente, em qualquer lugar, sem receita médica, incluindo aqui no Texas, onde a lei de tolerância zero impede que pacientes em quimioterapia façam uso das pílulas de THC, que são amplamente usadas no alívio dos sintomas decorrentes de tais tratamentos, quase que no mundo todo.

CBD oil: Uses, health benefits, and risks
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Cannabinoids as novel anti-inflammatory drugs
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Cannabidiol: Promise and Pitfalls
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The Biology and Potential Therapeutic Effects of Cannabidiol
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A critical review of the antipsychotic effects of cannabidiol: 30 years of a translational investigation.
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